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Marcy Axness no Brasil

07/02/2013

Com muita alegria a ANEP Brasil está trazendo neste mês de Fevereiro a psicóloga, que coloca em nova perspectiva o desenvolvimento infantil – da pré-concepção à adolescência, escritora e autora do livro “Parenting for Peace”, Marcy Axness. Ela dará cursos e palestras no Rio de Janeiro, Juiz de Fora e São Paulo.

 

Juiz de Fora:

Sábado, dia 16/02, às 15 horas, na Escola Paineira. Foco no tema da adoção e como lidar com diferenças dentro da escola.

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Segunda-feira, dia 18/02, na UFJF

13:00 às 15:00 – Conferência

“Saúde Primal: o poder dos imprints pré natais. Como o que acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia ”

 

Rio de Janeiro:

Terça-feira, dia 19/02, às 14h na UERJ

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Quarta-feira, dia 20/02, das 10h às 18h na UFRJ, Av. Pasteur, 250 (cartaz abaixo)

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São Paulo:

Workshop Sexta-Feira à tarde, sábado o dia todo e domingo de manhã, 22, 23 e 24/02, na Casa Angela, São Paulo (folder em anexo, Modulo 9 da formação da ANEP). Inscrições pelo site www.anpbrasil.org.br

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Oportunidade única de acessar um conhecimento que pode ajudar a mudar o mundo!

Abraços fraternos,

Carla Machado

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Raising Generation Pax

10/02/2010

“O universo nos proporciona um meio poderoso para criar paz: a forma como trazemos nossas crianças à vida. Importantes idéias sobre a influência de nossos pensamentos e atitudes, aliadas a pesquisas de ponta, nos oferecem a oportunidade de realizar mudanças fundamentais através da concepção, gravidez e parto conscientes – para assim trazermos ao mundo indivíduos criados para a paz.

A maioria de nós almeja um planeta pacífico e ecologicamente sustentável onde nossos bisnetos poderão crescer. Mas esse objetivo parece estar longe de ser alcançado.

De acordo com um estudo realizado em conjunto por Harvard e pela OMS, os Estados Unidos sofrem com o maior índice de depressão (9.6%, representando portanto mais do que 9 a cada 100 pessoas) entre os 14 países que fizeram parte da pesquisa, incluindo o Líbano (6.6%) e a Nigéria (0.8%), países arrasados por guerra e extrema pobreza, respectivamente. O uso de anti-depressivos e outras drogas psicotrópicas por crianças em idade escolar (e pré-escolar!) aumentou de forma gradativa e constante na última década. Suicídio se tornou a terceira principal causa de morte entre os jovens de 15 a 24 anos, e seu índice dobrou na faixa de 5 a 14 anos.

Estamos no caminho errado.

A idéia de que os pais tem influência fundamental e definitiva sobre a saúde sócio-emocional de suas crianças decididamente não é politicamente correta. A idéia de que, nesse tema, existe um ideal a ser buscado pelo bem da humanidade também não é politicamente correta, pois pode gerar culpa. No entanto, a mentalidade que, em oposição, isenta os pais de responsabilidade, acaba por criar desempoderamento e falta de esperança.

Dotty Coplen escreve em Parenting for a Healthy Future, “Quanto mais consciência tivermos das consequências futuras do que fazemos hoje, e a intenção por trás da ação, mais sucesso obteremos na criação de nossos filhos com propósitos e objetivos próprios. Os pais devem ser capazes de, juntos, formar sua compreensão do que é um ser humano saudável”.

Pesquisas indicam que um ser humano saudável possui um cérebro equipado com as capacidades de auto-regualação, auto-reflexão, confiança e empatia. O ser humano saudável deve possuir um coração capaz de empreender e ser um exemplo de paz, uma mente capaz de inovar e trazer soluções novas para os desafios ecológicos e sociais que o planeta enfrenta e a força de vontade para implementá-las. Esse ser humano não é de forma alguma fruto exclusivo de uma genética pré-definida e imutável, mas sim resultado de uma interação dinâmica entre genética e ambiente – sendo os pais influência fundamental na variante “ambiente” dessa equação.

As capacidades necessárias para se obter um estado psicossocial ideal – ou ao menos aceitável – são criadas através de relações harmoniosas e consistentes com poucos e seletos adultos no período crítico dos três primeiros anos de vida. A situação oposta não é necessariamente representada por situações extremas de abuso, mas de negligência não intencional, comum quando os pais estão sobrecarregados com trabalho, problemas ou quando não tem apoio.

Por favor ouçam-me com atenção: não se trata de atribuir ou provocar culpa em pais que estão fazendo o melhor que podem no momento, mas sim de provocar o despertar para novas informações, com compaixão, que poderão proporcionar uma melhor compreensão de nós mesmos e da nossa própria história: todos já fomos, um dia, bebês e crianças! Trata-se do mistério da nossa própria divindade.”

(tradução livre de trecho da matéria Raising Generation Pax, de Marcy Axness, na revista Pathways to Family Wellness, edição de junho de 2008. A matéria original, na íntegra e em inglês, pode ser encontrada aqui. Marcy Axness é PhD, especialista em fertilidade, psicologia pré e perinatal e adoção, e está para lançar o livro Raising Generation PAX: The Science of Peace and Parenting)