Posts Tagged ‘Laura Uplinger’

Mesa redonda no lançamento do livro O Bebê do Amanhã

12/12/2014

Com a presença da ANEP Brasil, com Carla Machado, Laura Uplinger e Ceila Santos.

21o. Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes

17/11/2012

Acontece no próximo final de semana, no Rio de Janeiro, a 21a. edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, organizado pela Professora Fadynha.

Esse ano teremos Carla Machado, presidente da ANEP Brasil, participando de duas mesas: a primeira, sobre simplicidade no nascimento e o impacto das intervenções abusivas em futuras gerações, ao lado da inspiradora Laura Uplinger e do pediatra especialista em aleitamento Marcos Renato de Carvalho; a segunda, ao lado de Julie Gerland, representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré Natal), entidade com caráter consultivo junto à ONU, cujo tema será “Trajetória de sucesso: a concepção consciente gera uma boa gravidez, que gera um bom parto, que gera um ser humano equilibrado”.

O Encontro debaterá também políticas públicas, direitos humanos, ativismo e a proposta de sustentabilidade e cultura não consumista no parto/nascimento.

Reproduzimos, abaixo, a mensagem da Professora Fadynha:

É com imensa alegria que chegamos à 21ª edição de mais um Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, um dos mais expressivos do gênero, na América Latina. Escolhemos o tema O Nascimento na Luz da Simplicidade: Impactos Sobre o Futuro do Ser Humano para fomentarmos a discussão sobre um dos aspectos mais importantes dentro dos temas sustentabilidade e ecologia: a vida de uma criança – sua chegada a este mundo, a forma como é concebida e gestada – como base para uma humanidade verdadeiramente saudável e fraterna. Este é um tema desafiador, pois compreender o início da vida como período determinante para o futuro do planeta é um convite para uma das maiores mudanças de paradigma deste século XXI.

Este ano, contamos com palestrantes tradicionalmente amigos do Encontro, entre eles, Carla Machado, Educadora Pré-Natal e Presidente da Anep Brasil, Laura Uplinger, psicóloga pré e perinatal, Daphne Ratner, Presidente da ReHuNa, os obstetras Marcos Dias, Claudio Paciornik e Marcos Leite. Pela primeira vez teremos a fala da terapeuta inglesa Julie Gerland, membro da OMAEP, órgão de caráter consultivo junto à ONU sobre assuntos que envolvem a infância e educação pré-natal.

Como acontece sempre, abrigaremos com entusiasmo o Encontro Nacional de Doulas e mais uma Plenária da ReHuNa. Confiram a programação que inclui workshops, mesas redondas, palestras, mostras de filmes, rodas de bate-papo, prática de shantala, entre outras atividades. Agradecemos a todos que, de alguma forma, colaboraram para a realização deste Encontro, por amor às crianças, às mulheres, aos homens, ao planeta Terra.

Sejam muito bem-vindos!
Fadynha

Birth in 4012

05/11/2012

Por Laura Uplinger

˜A text about “Birth in 4012” for the closing plenary session of The Mid-Pacific Conference on Birth and Primal Health Research˜

The times we enjoy today in 4012 were only a utopia in previous civilizations. For millennia, love had been diseased – love for self as well as love for others. That essential kernel of self-esteem had never been collectively addressed and nurtured; it had never truly blossomed in any nation. Yes, throughout the ages there had been individuals whose hearts and minds had flourished without ever betraying life, who were prone to kinship with all. But they were not many. 

Prisons were full; abuse, betrayal, greed, war, crime and indifference were common plagues among governing elites. Always a foul thirst to diminish and control others in order to feel better.

However, towards the end of the 20th century and into the first decades of the 21st, diverse branches of science shed galaxies of light on the genesis of a wholly healthy human being, confirming what many sacred wisdom traditions had taught since the dawn of time.

The intricate physiological orchestration of our development in the womb was finally understood, appreciated and respected! Babies were given better and better conditions to grow robust and resilient organs – especially the brain – thanks to the optimal biochemistry and nutrients flowing in their mother’s blood.

In schools and universities, students of all ages learned about nature’s plan for a fulfilling primal period. All over the world, governments started waking up to the simple yet grand reality that every pregnant woman needs above all to eat well, feel joy and be inspired by beauty.

For the first time in over 12,000 years, societies began dedicating important financial and cultural resources to the wellbeing of pregnant women, in order to protect this decisive stage of parenting. For the first time in all those millennia the powers that be got it: Mothers birth civilizations.

The 21st century saw the start of the centers we enjoy today in cities, suburbs, and remote villages. Gathering places built in gorgeous parks where expectant mothers walk in nature, sing together, rest, weave, paint, read, dance, swim… enjoying an exquisite and joyful synergy among the wee inhabitants of their pregnant bellies.

As humanity learned how receptive we are to the inner world of our parents, that the integrity our adult body and its trillions of cells begins in the loving nature of their sexual embrace, unplanned pregnancies became increasingly rare. Even the months leading up to the conception started to be consciously lived.

Oh, and I have to tell you about birth! The ignorance that had marred most of birth practices slowly receded and died. The unbridled use of technological intervention – finally recognized as counterproductive at best and abusive at worst – peaked in the early 21st century. Once and for all, “experts” left laboring mothers undisturbed, trusting their bodies’ wisdom. Quiet and privacy were embraced as the primary facilitators of easy childbirth.

The decade of the 2050s marked a turning point when the first generation of the wellborn ones attained maturity. They grew up to be teachers, artists, merchants and policy makers of a different breed. Their presence on earth instilled more creativity, empathy, flexibility, social intelligence and resilience into the marrow of the human family.

They began to have their own children, and the benefits of investing in primal health were revealed to be exponential improvements across generations. People lived longer and enjoyed greater wellbeing. Breastfeeding became an uncontested and universal practice as wet nurses and formula faded into oblivion. Prisons, psychiatric hospitals and NICUs, began closing their doors. Artificial borders between nations were declared obsolete.

Well, this is how we reached the Golden Age that our ancestors so deeply longed for, and so tirelessly worked to realize. 

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Por uma sociedade pacífica e fraterna

09/07/2012

Por Renata Matteoni

Hoje li a coluna de Eliane Brum na Revista Época desse final de semana, que teve grande repercussão nas mídias sociais: Todo dia é dia de estupro. Eliane relata o inacreditável cotidiano do Congo pelos olhos e pela experiência de vida de Marie Nzoli. A violência da guerrilha e do abuso sexual cometido contra mulheres e crianças cotidianamente é estarrecedor. Marie criou juntamente com outras mulheres uma ONG cujo objetivo é oferecer suporte a vítimas de estupro, como forma de reagir à violência de seu país, e veio ao Brasil participar do evento “Mulheres reais que inspiram”.

Essa matéria que tanta comoção causou foi uma dessas sincronicidades que vivemos: nesse final de semana tive a alegria de ler um texto de 2005 de Sarah Uplinger, filha de nossa querida Laura, que imediatamente despertou em mim o desejo de compartilhar em nosso blog. O tema livremente escolhido por Sarah para esse trabalho escolar foi justamente “Abuse”.

Compartilho abaixo o olhar dessa jovem, um ser excepcionalmente bem recebido nesse planeta, sobre um tema tão duro, fazendo referência ao caminho que conhecemos e que procuramos disseminar por aqui, como a solução para uma humanidade fraterna e pacífica:

Abuse…

. Verb / byooz/ 1 use improperly or to excess. 2 treat with cruelty or violence, especially assault sexually. 3 speak to in an insulting and offensive way.
. Noun / byooss/ 1 the improper use of something. 2 cruel and violent treatment, especially sexual assault. 3 insulting and offensive language.
– Oxford Dictionary

The word abuse comes from the Latin word abuti which means misuse. Abuse exists in many forms and colors, ranging from physical violence to sexual assault to neglect. None are the same yet all three have the power to traumatize people for the rest of their life…

Abuse isn’t something that was invented two centuries ago along with the elevator. In fact, we can trace abuse back to the ancient times depicted in the Bible’s Old Testament and all throughout history. Child commerce for sexual purposes was already common in antiquity among Greeks, Romans, and many other societies. Why does history keep repeating itself? Why hasn’t the world found the means to eliminate abuse?

According to Nobel Prize physicist James Cronin, child abuse has been the most repressed idea in the history of psychology… Let me take you into the world of a child who was brutally abused by someone supposed to protect her …

“She walks to school with the lunch she packed,
Nobody knows what she’s holding back,
Wearing the same dress she wore yesterday,
She hides the bruises with the linen and lace.

The teacher wonders but she doesn’t ask,
It’s hard to see the pain behind the mask,
Bearing the burden of a secret storm,
Sometimes she wishes she was never born.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.

Somebody cries in the middle of the night,
The neighbors hear but they turn out their light,
A fragile soul caught in the hands of fate,
When mornin’ comes it’ll be too late.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.

A statue stands in a shaded place,
An angel girl with an upturned face,
A name is written on a polished rock,
A broken heart that the world forgot.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.”

This song “Concrete Angel” by Martina McBride, speaks of the suffering of a little girl and although the lyrics don’t reveal who abuses her, it is well portrayed in the video clip… The mother is the abuser and murderer.

Usually, when we hear of an abused child, we automatically feel like blaming the adults in the child’s life, and hardly imagine children as abusers. Why? Aren’t children capable of hitting and even killing each other? Just last week a nine year old girl stabbed her eleven year old friend over a ball… The friend died a few hours later in the emergency room…

William Golding , a literature Nobel Prize laureate, wrote a poignant story of such abuse in his world famous novel “Lord of the Flies”.

“… a faint “Zup!” Someone was throwing stones: Roger was dropping them, his hand still on the lever. Below him, Ralph was a shock of hair and Piggy a bag of fat.
“I got this to say. You’re acting like a crowd of kids.”
The booing rose and died again as Piggy lifted the white, magic shell.
“Which is better— to be a pack of painted Indians like you are, or to be sensible like Ralph is?”
A great clamor rose among the savages. Piggy shouted again.
“Which is better — to have rules and agree, or to hunt and kill?”
Again the clamor and again — “Zup!”
Ralph shouted against the noise.
“Which is better, law and rescue, or hunting and breaking things up?”
Now Jack was yelling too and Ralph could no longer make himself heard. Jack had backed right against the tribe and they were a solid mass of menace that bristled with spears. The intention of a charge was forming among them; they were working up to it and the neck would be swept clear. Ralph stood facing them, a little to one side, his spear ready. By him stood Piggy still holding out the talisman, the fragile, shining beauty of the shell. The storm of sound beat at them, an incantation of hatred. High overhead, Roger, with a sense of delirious abandonment, leaned all his weight on the lever.
Ralph heard the great rock before he saw it. He was aware of a jolt in the earth that came to him through the soles of his feet, and the breaking sound of stones at the top of the cliff. Then the monstrous red thing bounded across the neck and he flung himself flat while the tribe shrieked.
The rock struck Piggy a glancing blow from chin to knee; the conch exploded into a thousand white fragments and ceased to exist. Piggy, saying nothing, with no time for even a grunt, traveled through the air sideways from the rock, turning over as he went. The rock bounded twice and was lost in the forest. Piggy fell forty feet and landed on his back across the square red rock in the sea. His head opened and stuff came out and turned red. Piggy’s arms and legs twitched a bit, like a pig’s after it has been killed. Then the sea breathed again in a long, slow sigh, the water boiled white and pink over the rock; and when it went, sucking back again, the body of Piggy was gone.”

Everyday in the news, there are stories of child abuse, I chose this subject because it is heart wrenching.

French obstetrician Michel Odent considers abuse as the consequence of an impaired capacity for loving. It is his understanding that a healthy capacity for loving oneself and others has its roots in the good quality of one’s life in the womb. This understanding is shared by many around the world.

Prenatal experience being of such importance for the psychological health of a human being, it is my wish that societies around the globe help, support and inspire pregnant women so that they can gestate in harmony and give birth to civilizations finally free of abuse.

– Dana Point, June 2005 ~ Dana Hills High School.

Laura Uplinger fala sobre a importância do período pré e perinatal para a humanidade

08/07/2012

(Teaser) Laura Uplinger . Educadora from OBRA Videos on Vimeo.

Os melhores momentos do módulo Concepção Consciente!

27/05/2011

Post, fotos e artes por Bia Fioretti

 Nos dias 13, 14 e 15 de maio, foi o segundo módulo da formação em Educação Pré-Natal da ANEP – Brasil, na Casa Ângela, em São Paulo, essa edição tivemos a presença da Laura Uplinger, Carla Machado e a Dra. Eleanor Luzes.

Laura Uplinger é educadora no campo de consciência pré-concepção, pré-natal e perinatal e nos trouxe muitos conceitos:

 • “Existe em nós a memória do ser de como fomos concebidos”. 

Depois ela propôs que todas sugerissem características da importância da Concepção Consciente e o grupo chegou a essa definição:  “porque a gente gostaria de dar ao mundo, um ser amoroso, solidário inteligente, espontâneo, pacifico, justo, forte e generoso, um ser belo”.

• Dra Eleanor M. Luzes trouxe uma questão interessantíssima que é o grande tabu da sociedade é falar sobre concepção, até na arte o tema é pouco explorado

A Carla Machado iniciou o Sábado com uma vivência prática com o tema o “ O masculino e feminino dois pólos, a eletricidade e a luz”. Qualquer ser biológico tem um pai e uma mãe, pra surgir a inteligência cósmica houve o masculino e feminino.

Depois disso cada uma das participantes do grupo partilhou experiências muito ricas.

• A Luciana Herrero, Aninhare falou do seu projeto com a amamentação “Por trás de um bebê está uma mãe, por trás de uma mãe está um pai e de um pai um ambiente… a gente acompanha a amamentação da mãe e o pai também aprende” 

 A  Laura  continuou:

• “Quando a mulher está gestando ela esta dando uma qualidade pra cada um dos tecidos pra cada um dos órgãos do bebê.”

• A barreira placentária não existe para proteger o bebe da mãe, as emoções da mãe atravessam a placenta, e tudo que chega ao bebe chega amplificado, o que seria uma xícara de café para mãe vira uma dose enorme para o bebê.

• A mãe deve dedicar todos os momentos de ouro pra criança, ao invés de ficar zangada por 3 dias, ela sugere que resuma esse estado pra apenas 3 horas, ou se conseguir reduza por 3 minutos, assim o bebê não será vitimas de nossos estados internos e não sofrerá com isso.

“A vida trabalha dentro da gestante,

o corpo humano não faz a vida, ele é feito para abrigar a vida.

A vida é um milagre que não temos o poder de dár-lo.

O que a mãe faz é uma entrega para receber a vida

é uma oferenda de 2 corpos que estarão unidos”.

Ioanna Mari no Rio

21/11/2010

Encontro das “anepenses cariocas” com a presidente da OMAEP Ioanna Mari, promovido pela querida Laura Uplinger. Foi divino 🙂

Ioanna Mari, presidente da OMAEP, em São Paulo

18/11/2010

Ioanna Mari – presidente das OMAEP (Organização Internacional para Educação Pré-Natal)

Laura Uplinger – palestrante internacional de psicologia pré e perinatal

Carla Machado – presidente da ANEP Brasil

Herdar a Terra – a Saúde de uma Civilização

28/10/2010

Compartilhamos um trecho do poema De Ventre em Popa, da querida Laura Uplinger, citado no artigo de Claudia Rosas, Herdar_a_terra[1]-1:

“(…)

Era de manhã, bem de manhãzinha…

… uma mulher sorria, solene, na janela da cozinha, o olhar a vagar pelos telhados e pelas copas das árvores, enquanto as estrelas davam lugar a um novo dia. Suavemente, levou a mão quentinha ao ventre grávido.

Um cantar profundo,
corajoso e silencioso ecoava no seio dessa mulher.
Começara há tempos imemoriais,
percorrera eras e eventos infindáveis,
transmitidos por incontáveis desdobramentos
até aquele momento,
àquela nova vida que crescia
num calor gostoso no centro de seu corpo.
E ela ficava a sorrir,
saboreando com todo seu ser o pão de uma profunda comunhão
com cada ventre,
com cada mãe que já havia existido.

O dia começava
a luz o anunciava
assim como um pássaro
e o neném

Mesmo antes de ser concebido, esse bebê morava no seu coração. Ela costumava olhar adiante e sabia que, quando engravidasse, daria a seu filho experiências de uma intimidade deliciosa, imagens extasiantes e aventuras em bibliotecas povoadas de lembranças.

E foi o que fez: durante a gestação, ela caminhou por entre as árvores, fez versos ao beijar maçãs, elevou-se às estrelas, seguiu o curso de riachos e, com a música, voou a terras de luz. Compartilhou-se com o seu neném, mostrando-se por inteiro, revelando sua curiosidade, suas idéias, seu maravilhamento e suas alegrias.

O neném cresceu, e hoje caminha pela vida digno, robusto, feliz, livre, bom e sábio. A mulher, agora avó, ainda gosta de acolher o amanhecer. E quando pensa na época da gestação, sorri o mesmo sorriso solene, relembrando as deliciosas idéias que teceu com o pequeno companheiro em seu ventre.”