Posts Tagged ‘Eleanor Luzes’

A Ciência do Início da Vida na Rio+20

10/12/2012

“Se nós queremos realmente construir uma sociedade mais fraterna – e aí fraternidade para com tudo – precisamos ensinar, passar as informacões que já temos – que a arte mostra, que a tradição mostra, que a ciência mostra – para os jovens, para que eles se preparem para uma paternidade, uma maternidade conscientes desse homem especial, dessa nova espécie que eu venho colocando como homo sapiens frater. Porque a FRATERNIDADE é o aspecto mais importante. Com essas informações nós podemos dar um salto quântico, um salto de consciência, para uma sociedade mais consciente. E todas as outras coisas automaticamente se harmonizarão. A harmonia depende basicamente de consciência e amor.”

Compartilhamos a palestra da Dra. Eleanor Luzes “New Species: Homo Sapiens Frater”, no TEDx Rio+20, em junho passado.

Anúncios

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Os melhores momentos do módulo Concepção Consciente!

27/05/2011

Post, fotos e artes por Bia Fioretti

 Nos dias 13, 14 e 15 de maio, foi o segundo módulo da formação em Educação Pré-Natal da ANEP – Brasil, na Casa Ângela, em São Paulo, essa edição tivemos a presença da Laura Uplinger, Carla Machado e a Dra. Eleanor Luzes.

Laura Uplinger é educadora no campo de consciência pré-concepção, pré-natal e perinatal e nos trouxe muitos conceitos:

 • “Existe em nós a memória do ser de como fomos concebidos”. 

Depois ela propôs que todas sugerissem características da importância da Concepção Consciente e o grupo chegou a essa definição:  “porque a gente gostaria de dar ao mundo, um ser amoroso, solidário inteligente, espontâneo, pacifico, justo, forte e generoso, um ser belo”.

• Dra Eleanor M. Luzes trouxe uma questão interessantíssima que é o grande tabu da sociedade é falar sobre concepção, até na arte o tema é pouco explorado

A Carla Machado iniciou o Sábado com uma vivência prática com o tema o “ O masculino e feminino dois pólos, a eletricidade e a luz”. Qualquer ser biológico tem um pai e uma mãe, pra surgir a inteligência cósmica houve o masculino e feminino.

Depois disso cada uma das participantes do grupo partilhou experiências muito ricas.

• A Luciana Herrero, Aninhare falou do seu projeto com a amamentação “Por trás de um bebê está uma mãe, por trás de uma mãe está um pai e de um pai um ambiente… a gente acompanha a amamentação da mãe e o pai também aprende” 

 A  Laura  continuou:

• “Quando a mulher está gestando ela esta dando uma qualidade pra cada um dos tecidos pra cada um dos órgãos do bebê.”

• A barreira placentária não existe para proteger o bebe da mãe, as emoções da mãe atravessam a placenta, e tudo que chega ao bebe chega amplificado, o que seria uma xícara de café para mãe vira uma dose enorme para o bebê.

• A mãe deve dedicar todos os momentos de ouro pra criança, ao invés de ficar zangada por 3 dias, ela sugere que resuma esse estado pra apenas 3 horas, ou se conseguir reduza por 3 minutos, assim o bebê não será vitimas de nossos estados internos e não sofrerá com isso.

“A vida trabalha dentro da gestante,

o corpo humano não faz a vida, ele é feito para abrigar a vida.

A vida é um milagre que não temos o poder de dár-lo.

O que a mãe faz é uma entrega para receber a vida

é uma oferenda de 2 corpos que estarão unidos”.

1o. módulo da formação em educação pré-natal

21/02/2011

Quem nos conhece e nos acompanha deve imaginar a grande realização que foi para nós esse primeiro evento, que deu início à formação em educação pré-natal que estamos promovendo.

No último final de semana (dias 18, 19 e 20 de fevereiro) estivemos reunidas em torno do nosso ideal, que é o de disseminar boas informações, trocar idéias e reflexões e compartilhar experiências, coletivas e individuais, para que nos tornemos cada vez mais capazes de levar adiante o projeto de despertar a humanidade para um conhecimento que, embora na verdade esteja dentro de cada um de nós,  precisa ser acessado para que nos dediquemos de corpo e alma, saudáveis e íntegros, ao mais importante projeto de uma vida: conceber, gestar, parir e criar um novo ser.

São tantas pessoas a agradecer por essa realização, que não caberia num post.

Primeiramente, é preciso citar a dedicada equipe que administra a ANEP Brasil, que doa seu tempo e também recursos financeiros à causa, liderada pela Carla Machado, uma alma iluminada. E também nossas famílias, que nos apoiam e apoiam a ANEP, seja direta ou indiretamente. Gratidão!

Agradecemos também às demais associadas da ANEP que se encontram Brasil afora, sem as quais não seria possível seguir em frente. Ainda que muitas não estivessem presentes no evento, foi sua demanda que nos impulsionou a esse ambicioso projeto, que é o de oferecer uma formação.

À Dra. Eleanor Luzes, que com a Ciência do Início da Vida nos brindou com informações científicas preciosas e questionamentos contundentes, que mexem com a gente e nos levam a um estado de reflexão profundo.

À Claudia Vivacqua que trouxe para o evento uma bela vivência antroposófica, a construção da boneca estrela, que encantou todos que participaram.

À Laura Uplinger que, embora não presente fisicamente dessa vez, certamente está sempre conosco de alma, nos inspirando e apoiando.

À Comunidade Monte Azul e a carinhosa equipe da Casa Angela, que nos cederam um belíssimo espaço, nos alimentaram como rainhas e nos receberam de braços abertos.

E, claro, a todas as presentes ao evento, que confiaram na proposta de uma entidade nova, algumas vindas de longe e com sacrifício, e sem as quais nada disso teria sido possível. Esperamos, de coração, que a participação no evento enriqueça suas práticas profissionais e suas vidas.

















A jornalista Ceila Santos (Desabafo de Mãe e Grupo Cria) entrevistou a Dra. Eleanor Luzes durante no evento, o resultado está aqui:

Encerramos com uma pequena reflexão, um pensamento do mestre Aïvanhov, que tem tu-do a ver com a nossa missão:
“Pedagogo… eis a melhor das profissões! Evidentemente, não é esta a opinião de toda a gente: ser advogado, engenheiro, médico, banqueiro, isso sim, vale a pena. Ao passo que ocupar-se de crianças não é muito prestigioso. Mas é precisamente essa a mais importante das profissões, a que tem maiores consequências para o futuro de um país. Educar crianças, quer se seja educador infantil, professor ou pai, é uma grande responsabilidade! É um trabalho divino. Por isso, virá um dia em que será forçoso dar à psicologia e à pedagogia, que ainda são subestimadas, a maior importância. E esse dia está a aproximar-se. Começa-se a andar, cada vez mais, à volta destes temas: o ser humano, a sua vida psíquica, a sua educação. Estudai bem a história da humanidade e compreendereis que, na sociedade, na vida nacional e internacional, não se encontrará soluções para os problemas enquanto não se tiver posto a psicologia e a pedagogia em primeiro lugar.”

***

Para mais informações sobre a formação e os próximos módulos, acesse aqui. E para novidades nos siga no twitter: anep_brasil e acesse nosso perfil no facebook: Anep Brasil.

Encontro na Casa Angela (SP) em fevereiro

01/02/2011

Quando iniciar a educação pré-natal – projeto “De mãe para filha”

29/04/2010

Por Carla Machado

Qual seria o momento mais adequado para iniciar a educação pré natal? Essa pergunta tem um círculo como resposta, pois toda vez que começamos a respondê-la, vem à mente “mas por que não antes disso?” Bem, de fato, a primeira educação que recebemos acerca do período pré natal é quando somos concebidos, quando temos nossa experiência intra-útero, quando estamos sendo gestados e quando nascemos. A própria vivência é a melhor e mais efetiva forma de aprendizado – nada a substitui. O que foi vivido de bom e de ruim fica arquivado na memória celular de forma quase indelével.

Então pensamos: pra que este período seja bom temos que educar os futuros pais! E quando começar a educar esses pais? Antes da concepção, pra que esses pais já se conscientizem da importância deste momento, que é quando se “pesca” o espírito que irá encarnar. Pensando assim, em 2005, divulguei, junto com a Dra. Eleanor Madruga Luzes, um curso preparatório para casais que iriam um dia conceber (chamava-se “Crescer para se multiplicar”). Não houve sequer uma inscrição ou mesmo pedido de informações. Parece que os casais esperam a gravidez para então se informar, pois “vai que a gente não engravida, e iríamos ficar frustrados com todo esse conhecimento sem aplicação prática!”. Os casais tendem a vir quando já estão gestando uma criança, o que para a consciência da concepção já é tarde demais (exceto para aqueles que o fazem intuitivamente, o que é raro). Nos casos da educação durante o período gestacional, quem mais se beneficia são os futuros filhos do casal. E nos faz refletir se, já que antes da concepção, um casal não procura educação pré natal, temos que começar antes ainda.

Em sua tese de doutorado, Ciência do Início da Vida, Dra. Eleanor fala que deveríamos aproveitar o momento da adolescência, que é um dos picos do hormônio ocitocina no organismo, o hormônio do enamoramento, presente em altas doses na corrente sanguínea no nascimento e nas mulheres quando dão à luz. Desta forma, este momento é excelente para trazer os conhecimentos que cercam o período do nascimento, dando aos jovens uma chave de como trazer ao planeta o “homo sapiens frater”, ou seja, o novo ser humano, capaz da fraternidade. Nas escolas públicas a passagem deste conhecimento tem tido boa aceitação, eles o recebem como uma benção, pois é algo do mundo interno, que não necessita de poder aquisitivo para conquistar e está, portanto à altura de todos. Porém, no ensino particular, quando falamos da importância de uma gestação consciente, com poucas intervenções como exames invasivos, excesso de ultra-som, ou mesmo quando explicamos cientificamente as conseqüências do uso indiscriminado de anestésicos e dos males das cesarianas eletivas, os pais se sentem culpados e reclamam com a escola por estar trazendo tal conhecimento “que os condena”, a seus filhos.   Então quem sabe haja ainda um momento anterior, com a presença e conscientização destes pais?

Como minha filha está cursando o 6º ano e em sua classe várias meninas começam a menstruar – elas tem entre 11 e 13 anos – nós da ANEP, junto com a professora de classe que abriu este maravilhoso espaço de troca com as famílias, criamos um singelo projeto para preparar o terreno junto a estas mocinhas, ainda tão delicadas e puras, para que este conhecimento, quando elucidado, fertilize o solo preparado e possa ser usado de forma iniciática quando for o tempo de colocá-lo em prática.

A idéia é trabalhar dentro da relação mãe-filha – sem dúvida para a maioria das meninas, o laço mais forte que possuem, eixo pelo qual passa toda a sua relação com a ancestralidade do feminino – fortalecendo-o. Reforçamos este laço quando a mãe entrega, ritualmente, algo para a filha, para que esta se aproprie um pouco mais de seu próprio feminino. Esta entrega é feita sob a forma de uma  benção, que  é a própria intuição feminina. A intuição precisa se tornar cada vez mais presente para que a menina possa fazer escolhas mais acertadas principalmente no que diz respeito à própria sexualidade. (Não é desconhecimento de ninguém o quanto a gravidez adolescente já se tornou um problema social, mesmo nas camadas de maior poder aquisitivo e a educação pré-natal tem como resultado positivo a nível mundial a redução deste índice.)

Primeira Etapa: Preparando as Mães

O projeto “de mãe para filha“ se compõe então de duas etapas: a primeira com as mães, onde explicamos para elas a importância deste momento tão belo e trazemos, para ilustrar isso, um conto de fadas. Neste conto, a mãe, em seu leito de morte, abençoa a filha e dá para ela um presente que irá guiá-la por difíceis caminhos que ela terá que trilhar a partir daí (intuição). Trazemos também a explicação da importância do sangue menstrual, que este pode e deve ser consagrado aos seres de luz, pois todo fluido corporal nosso que não é consagrado fica à disposição dos mais variados tipos de entidades astrais; já a luz só se serve ao ser convidada, portanto trazer à consciência a importância deste convite. A não consagração deste sangue, e sua conseqüente utilização por seres indesejáveis, deixa a mulher com forte sensação de cansaço. Por essa razão, Moisés mandava que isolassem a mulher menstruada por estar “impura”, mas a impureza não vinha dela, e sim desses seres de baixa consciência que a acompanhavam durante o período menstrual. (vide o livro “Sons and daughters of light” de Omraam Michael Aivanhov) consciência desse convite aos seres de luz, e da consagração deste sangue, que sai junto com o óvulo não concebido, já vai ficar marcada para ser bem utilizada quando da gestação, fase na qual a impregnação que se dá através da imaginação ajuda a fortalecer e selecionar os melhores gens da cadeia genética do bebê.

O sangue da menarca, a primeira menstruação, é muito importante e pode ser também recolhido e derramado no jardim da casa, servindo já como uma delimitação de território psíquico (e físico) para esta nova mulher que está nascendo. Podemos sugerir presentes que a mãe possa dar para a filha para aumentar a ligação com o sangue, veículo da alma. Uma sugestão é o Abiosorvente que é um absorvente feito de flanela de algodão, sem química, fácil de lavar se seguirmos as instruções. Este depois pode se tornar um ritual mensal na vida da mulher adulta. Há uma estória que diz que quando as mulheres pararam de menstruar na terra, as guerras se acirraram, pois a terra precisa de sangue para se fertilizar. Que seja então, o sangue menstrual, que irá ser derramado de uma forma ou de outra – quer dizer, se a sociedade deixar, haja visto os métodos contraceptivos que bloqueiam a menstruação, chamando-a de “sangria inútil” ignorando não só a importância dos ciclos, quanto a poderosa LIMPEZA das toxinas físicas e psíquicas, que é feita com o derramamento do sangue menstrual.

Só que não há apenas o sangue, para que este chegue, houve antes uma ovulação (que Monika Von Koss, no seu livro “Rubra Força”, chama de fio branco, mais imperceptível, em contraponto ao fio vermelho da menstruação). Ambos nos ligam à Terra. Aqui podemos já trazer a sugestão de associar a ovulação a algum projeto criativo, algo que se queira fertilizar, acostumando assim a jovem a ter percepção do próprio corpo (de quando está ovulando), como também a conceber algo com consciência. Quando ela for conceber uma criança, muito mais fácil que esta venha dentro de uma escolha da alma e não como um acidente…

A mãe pode também confeccionar para a filha um calendário de luas. Para isso ela própria pode se conectar com a lua, passar a observá-la, reconectando-se com a própria ancestralidade, para poder trazer este saber “mensual” para a filha. A maioria das tribos nativas utiliza rituais de lua cheia para curar problemas ginecológicos e distúrbios da fertilidade em suas mulheres. Com esse calendário, perceber que se a mulher ovula na lua cheia, vai menstruar na lua nova, e assim por diante. Parece óbvio, mas muitas mulheres não receberam nenhuma instrução sobre o assunto.

Segunda Etapa: Encontro de mães e filhas

Este mesmo conto é trazido na segunda etapa, que terá a participação de mães e filhas. Neste dia aproveitamos para trabalhar com artes, sendo que muito pouco ou quase nada do significado oculto no conto ou nos trabalhos de artes é passado para as meninas. Este conhecimento está presente, sim, na consciência das mulheres adultas que estão passando sua benção para as meninas.

É importante frisar que não faremos alusão direta à menstruação nesta fase (11-12 anos), pois muitas ainda não tiveram a menarca e um ritual, só para meninas, que distinguisse as que menstruaram das que ainda não, poderia acelerar as que ainda não chegaram nesta etapa. Porém, é importante que todas recebam a benção das mães, pois nesta idade elas começam a se sentir como que “perdendo” algo da infância, que vai ficando cada vez mais para trás. Precisamos colocar algo neste lugar, algo de valor, algo que as acompanhe daqui para frente, honrando as mulheres que elas um dia serão. É esta lacuna que o encontro “de mãe para filha” vem preencher. É um dia inteiro para as mães se ocuparem das filhas, de darem a elas seu melhor, para que depois não se queixem, como no artigo de Affonso Romano de Sant´Anna, “Antes que eles cresçam”, que versa sobre o fato das crianças crescerem rápido demais quando nem ao menos pudemos perceber suas mudanças. Este encontro é uma pausa no corre-corre do dia-a-dia para olharmos para nossas crias e perceberemos como elas já cresceram, mas como ainda precisam de um adulto por perto, presente e de olho nas transformações que se passam com elas, com entendimento do “algo maior” por trás das transformações físicas.

Mais tarde, quando menstruarem, pode-se fazer um ritual mais específico. Os povos antigos têm muitas sugestões.  Veja como demanda preparação este ritual apache, onde a menina recebe também a sabedoria das plantas medicinais para saber como cuidar de sua futura família.

No livro “Celebrações”, de Tereza Hallidday, ela sugere o traçado de três círculos no chão, num espaço com todas as anciãs, mulheres e meninas “da tribo”. Em um círculo ficam as que ainda não menstruaram, em outro, as que estão em idade de procriação e um terceiro para as que já passaram pela menopausa, as sábias da tribo. Este ritual dá uma dimensão do ciclo que é a vida e como tudo fica bem quando cada uma ocupa seu espaço. No decorrer do rito, as meninas que menstruaram naquele mês passam para o círculo seguinte e as que entraram menopausa também trocam de círculo.

Os rituais nos ajudam a passar melhor pelas fases da vida, sejam elas quais forem, e a digerir o acontecimento no seu tempo, para que não fiquem pendências posteriores, o que sempre atrapalha a possibilidade de viver o presente que é a vida.

E os meninos??

Talvez ainda mais importante do que educar as meninas, seja fazer desses meninos bons homens, bons pais. Há para isso muitas sugestões de rituais com os meninos, para que estes possam começar a ocupar seu lugar de homem, trazendo a força do mundo masculino, a energia do herói. Eles também podem e devem receber o bastão de seus pais, numa experiência em que seja necessária força e coragem – o agir com o coração. Para trazer pais mais conscientes ao invés de tão “filhotes”, educados na maioria, apenas por mães.

Com a qualidade de nascimento que tivemos nas últimas décadas, cesarianas eletivas (geralmente em prol do calendário médico-hospitalar) que retiram o bebê antes dele estar pronto para sair, esquema de encubadora ou berçário, que separa a mãe do filho nas mais cruciais 2 horas de vida, que são as 2 horas do pico de oxitocina, de formação do vínculo, depois a creche, aos 4 meses de idade, que leva a criança à sensação de abandono – e o menino é quem mais sofre, pois ele não consegue internalizar o cuidado como a menina consegue fazer – não é de se estranhar que os meninos tenham muita dificuldade de estabelecer vínculos e tenham até um sentimento inconsciente de vingança com relação às mulheres – que no fundo se dirige à própria mãe. A famosa geração do “fica”, chegam a ficar com 10, 20 numa única noite e assim, não saem da infância nunca. Precisamos ajudá-los, ainda que não haja a possibilidade da presença do pai, trazer um homem adulto que possa servir de iniciador.

Para os homens já formados que forem trabalhar com os meninos, sugiro a leitura do livro “João de Ferro” de Robert Bly, que fala sobre o difícil papel do homem pós “new age” que ainda não sabe que lugar ocupar junto a um feminino tão emancipado que se diz não precisar de proteção (embora as mulheres continuem sofrendo de solidão e de sensação de desamparo). Os homens ficaram sem entender direito o que se espera deles e ainda não assentaram em algum lugar masculino, não ditador, e que seja confortável.

Sugiro que este trabalho seja trazido por pais e professores sensíveis e abertos a esta fase das crianças e que fiquem conscientes da importância desta etapa na educação pré natal posterior, que é a base sólida para a paz no planeta Terra.

Florais na Maternidade: Concepção (parte 1)

19/03/2010

Por Carla Machado

O prefixo MA é comum às palavras Matrix (útero), Mãe e Mater (matéria) que é a nossa mãe-Terra. Cada uma destas mães, desde a mãe-Cósmica até a mãe-Terra, vão nos acolhendo e nos preparando para “nascer” para a próxima mãe, num ciclo infinito de encarnações. E para que possamos vivenciar melhor estas etapas do ciclo de nascimento e morte, precisamos vivenciar bem a encarnação. O processo de encarnação no planeta, sob o ponto de vista do ser individualizado, independente, que se sente à vontade para caminhar sobre a Terra, nutrido e responsável por seus atos, o ser que queremos encontrar pelo caminho, que cuide de si e de seu ambiente, este ser só pode acontecer, se as etapas e as passagens entre as etapas forem suficientemente boas. Quanto mais consciente cada uma destas passagens, mais a passagem para a mãe-Terra pode acontecer e também melhor será o retorno à mãe-Cósmica.

Procurarei trazer um olhar reflexivo sobre cada uma dessas passagens iniciais. Como, em termos de tempo, são etapas relativamente rápidas (em comparação com as posteriores) estas guardam as chaves das soluções para a maior parte dos problemas “insolúveis” encontrados posteriormente. Esta é a primeira grande fase de acordo com a “Ciência do Início da Vida”*.

A primeira e talvez a mais importante passagem é a concepção, quando o espírito vindo do Cosmos inicia seu contato com a matéria-corpo, vinda da Terra. Os textos sagrados de várias religiões, como os Vedas do hinduismo, o Livro Tibetano dos Mortos, a Bíblia, trazem alusão a este momento como de suma importância para todo o processo encarnatório. Portanto deveríamos estar mais bem informados e preparados para ele, antes que aconteça.

Mãe-Cósmica —-concepção—-> Matrix (útero) —-parto—-> Maternagem
—-independência—-> Mãe Terra —-morte—-> Mãe Cósmica

Preparação para Concepção

Nesta fase estamos na Terra e o espírito está ainda no Cosmos, portanto é preciso começar o trabalho aqui, preparando-lhe o terreno, como quem prepara a terra antes da semeadura. É preciso clarear e limpar um pouco nossas próprias questões, pois a fase antes da concepção é quando atraímos o espírito do ser que vai entrar em nossas vidas.

Às vezes, aparentemente está tudo bem, mas se colocarmos a mão um pouquinho mais fundo na consciência veremos o lodo e a sujeira acumulada debaixo do tapete.

• Consciência de que há questões a serem trabalhadas: Agrimony (Bach), Raposa (Filhas de Gaia)

• Limpando padrões negativos anteriores:

– com relação à maternidade e à própria ancestralidade: Primavera (Filhas de Gaia), Honeysuckle (Bach), Madressilva (Saint Germain), Ancestral Patterns (Deserto)

– com relação à própria gestação / parto: Star of Bethlehem (Bach), Renascer (Ararêtama), Evening Primerose e Echinacea (FES), SOS Angels (Angels)• Mãe -Auto-aceitação, conexão com a grande-mãe: Paineira (Filhas de Gaia), Castanheira (Amazônia), Quince (FES), Rosa-rosa (Agnes / St.Germain)

• Pai – Responsabilidade, acordar o pai interno: Elm (Bach), Inner Father (Deserto), Saguaro e Sunflower (FES), Unicornio (FG). A participação do pai é importantíssima, pois ele é quem “pesca” o espírito do ser que irá encarnar (ex do congresso: pai com a luz lilás vindo pelo topo da cabeça)

• Relação do casal: Lantana (Minas), Bush Gardenia e Wedding Bush (Australia). Que o bebê não seja uma tentativa de acertar o casal, pq isso resulta em verdadeiros desastres

• Escolha de conceber, clarear qual a real motivação, se o bebê não vem para tapar um buraco existencial, uma frustração profissional: Scleranthus, Wild-Oat e Chicory (Bach)

Concepção

Consciência

Tenho ouvido de muitas mulheres que é melhor deixar esta etapa ao sabor do acaso, pois “Deus escolhe melhor do que eu. E afinal de contas, se eu não conseguir engravidar não vou ficar frustrada e se engravidar será uma boa surpresa”. Realmente, é uma escolha TÃO importante que é normal, a princípio, nos sentirmos pouco capazes de participar dela, pois é algo realmente Divino este momento. Mas se participamos conscientemente de tantos momentos menos importantes de nossas vidas, como escolha de entrar ou sair de uma faculdade ou de um emprego, vamos ficar de fora logo neste?? Se pudermos ser co-criadores com Deus, utilizando nosso livre-arbítrio, que maravilha termos no mundo seres mais conscientes e responsáveis.

Peça toda a ajuda do Universo, Deus, toda a natureza e espíritos ajudantes. Peça à Terra toda a inteligência dela em suas miríades de formas. Peça pelo poder dos corpos celestiais que residam em você para que você possa ser um universo para seu bebê. Peça e continue pedindo pela presença da mais elevada alma pronta para encarnar.

Ovular 12 vezes ao ano não significa que automaticamente ele estará pronto para vir logo nestas primeiras 12. Se o casal escolhe conceber conscientemente claro que a concepção pode demorar, até mais tempo do que uma concepção “ao acaso”. Por que este espírito cristalino necessita de condições especiais para vir, um momento planetário ideal. A melhor concepção para seu bebê e a melhor época para ele nascer pode ser durante um curto período do ano, portanto se não acontecer naquele ano, talvez só no ano seguinte.

Amor e sexualidade

O fato é que, neste momento, há muitos seres de luz se preparando para encarnar, mas eles precisam de condições especiais. Há outros tantos menos iluminados buscando sua chance no planetinha que vão aproveitar a primeira oportunidade para virem resgatar seus carmas. Muitas crianças são concebidas ao final de uma briga, com um ou os dois pais meio “altos”, onde o sexo atua como reconciliação. A criança já vem com a impossível missão de viver reconciliando os dois, ao invés de poder espelhar a divindade Pai-Mãe no amor dos pais. E dá-lhe de relacionamentos difíceis (já viram algum?) entre pai e filho, mãe e filha, abandono, culpas, processos de paternidade, etc e etc. Para evitar tanto jogo cármico nos relacionamentos, é fundamental conceber conscientemente e com amor.

• Sexualidade: Hibiscus (Minas), Sexual Harmony (Deserto), F.Sexualidade (Angels / Solaris). Lembrando que o floral é feito com água + sol / calor, traz-nos a união da Mãe Terra com o Pai Sol, essência da sexualidade sagrada.

Ato sagrado

Que um respeite o outro como ser sagrado e divino. Que haja contato entre os dois, que seja um momento de verdadeira comunhão e celebração deste amor, um verdadeiro ato sagrado.

• Contato para concepção: Clematis (Bach), Madia (FES), Sodalita (Solaris)

• Prepara para a chegada no novo espírito: Lírio da Paz (Agnes), Angélica (FES)

*termo criado por Elanor Luzes, médica e terapeuta junguiana, doutora em psicologia com tese de mesmo nome

Carla Machado é terapeuta reichiana, astróloga e trabalha com florais desde 1996. Em 1998, quando engravidou da primeira filha, que nasceu numa casa de parto, começou a estudar e atuar como voluntária na conscientização do processo de maternidade. De lá para cá participou de vários congressos no Brasil e no exterior ligados ao tema e teve seu 2o filho em casa, com uma parteira, e utilizando essências florais.

Pachelbel Canon in D Original Instruments

28/02/2010


Esse video traz uma interpretação de CANON EM D DE J. PACHEBEL, em sua versão original, com instrumentos históricos como o órgão positivo barroco, violinos barrocos, violoncelo barroco e alaúde.
Segundo a Doutora e Musicoterapeuta Luise Montello, no seu livro INTELIGÊNCIA MUSICAL ESSENCIAL, essa obra promove a cura de males físicos, psíquicos e espirituais.
Que a música, assim como outras manifestações artísticas, podem ser nutrição para a alma, todos já sabemos. Mas diante da beleza e do poder dessa obra, vale aproveitar a oportunidade para ressaltar que a boa música pode e deve fazer parte da rotina da gestante.
Estudos realizados com gestantes indicam que bebês no útero materno respondem de diferentes formas a diferentes gêneros músicais. Segundo a Dra. Eleanor Luzes, em sua tese de doutorado “Ciência do Início da Vida”, estudos realizados no passado revelaram que fetos tranqüilizam-se com Mozart e Vivaldi e excitam-se com Beethoven e Brahms.

Eu conheço um planeta

28/02/2010

Eu conheço um planeta
sobre o qual as nações vivem em paz,
onde a natureza é respeitada,
onde a ciência e a filosofia
nunca são usadas para escravizar,
limitar, ferir ou aterrorizar…
Lá, cada pessoa é concebida
e gestada conscientemente.
Nesse mundo reina
um verdadeiro espírito de fraternidade,
e as grávidas são tratadas de maneira muito especial:
os meios artísticos e artesanais de cada comunidade
estão à disposição delas.
As gestantes passeiam
por lindos parques floridos,
admirando árvores, estátuas e fontes…
De dia, o cantar dos pássaros as abraça.
De noite, as estrelas
as convidam para visitar mundos distantes…
Nesses parques há várias casas
onde as mães podem tomar parte em muitas atividades:
cantar, tecer, esculpir, bordar, desenhar…
Existem também teatros, bibliotecas e cinemas,
e é possível estudar, ensinar, meditar, rir e chorar.
Nas escolas desse planeta,
os adolescentes estudam a importância
da concepção, da gravidez, do parto e da amamentação
para uma humanidade feliz.
Os casais caminham para o momento da fecundação,
com suas mentes esclarecidas,
sabendo das dimensões fisiológicas,
psicológicas e espirituais de uma gestação,
podendo assim acolher serenamente o mistério da vida.

(Laura Uplinger, 2004)

*fonte: tese de doutorado da Dra. Eleanor Luzes, “Ciência do Início da Vida”.