Archive for the ‘youtube’ Category

O que aprendemos antes de nascer?

20/02/2013

Confiram a palestra de Annie Murphy Paul, autora do livro Origins, no TEDtalk Edinburgh em julho/2011:

Quatro Cântaros – Mataji

27/07/2012

Maio, mês de celebração do feminino

13/05/2011

O mês de maio foi repleto de eventos e esperança para o movimento da humanização do parto e do nascimento no Brasil.

O mês começou com Ana Maria Braga, em seu programa de grande audiência na Rede Globo, trazendo o tema do parto humanizado, com sua filha Mariana e a parteira Priscila Colacciopo e a doula Marcelly Ribeiro, que participaram do nascimento de Joana, sua netinha, em um belo parto domiciliar.

No dia 5 de maio, dia da parteira, várias marchas de parteira aconteceram no Brasil, entre elas a de Brasília, organizada pela parteira e ativista Paloma Terra. Bia Fioretti, idealizadora do projeto Mães da Pátria, relata como foi evento em um post com imagens emocionantes. E o Blog Parto no Brasil compartilhou o belo texto da parteira tradicional pernambucana Suely Carvalho, vale a leitura!

Além do dia da parteira, maio também é o mês das mães e das doulas – nosso carinho a todas elas! E um mês tão permeado pelo feminino não podia deixar de ser também o mês em que se celebra no mundo a Segunda Vermelha, cuja ação no Brasil rendeu uma pequena matéria na Folha de São Paulo, o que nos deixa muito felizes, afinal um assunto considerado tabu atingir um grande meio de comunicação é um grande passo. Parabéns às organizadoras da ação!

Eventos totalmente desvinculados desencadearam, também nesse mês de maio, dois grandes movimentos de mães a favor – ou contra os que descriminam – a amamentação: uma mãe foi proibida de amamentar seu bebê nas instalações do Itaú Cultural, em São Paulo, e a Mamífera Kalu Brum teve uma foto sua amamentando removida do facebook, sob a alegação de que violava os termos de uso da rede social. Conclusão: na onda do “Mamaço” sendo organizado por ativistas e mães na Avenida Paulista, em frente ao Itaú Cultural, centenas de mães pelo Brasil afora postaram em seus perfis do Facebook fotos pessoais, amamentando seus bebês de todas as idades, realizando o que acabou sendo denominado de “mamaço virtual”. Lindo de se ver.

Bia Fioretti fala sobre o evento no Itaú Cultural aqui, que acabou por receber o apoio da entidade, que cedeu suas instalações para a ação, se redimindo e assim dando um belo exemplo de responsabilidade social. O Blog Mamíferas compilou aqui a grande repercussão que o evento teve na grande imprensa e mídias sociais.

Por fim, como já divulgado, hoje começou o 2o. módulo da formação em educação pré-natal da ANEP Brasil, com Laura Uplinger, Carla Machado e a Dra. Eleanor Luzes tratando do tema Concepção Consciente, na Casa Angela, em São Paulo. A quem tiver interesse informamos que ainda dá tempo de se inscrever, pois o evento acontecerá até domingo e promete ser incrível. 

Ufa! Tanta coisa boa acontecendo pra mostrar a todos nós que, sim, podemos ter esperança em um futuro melhor!

Birth Images from Ancient Times (via Mothers’ Advocate)

24/01/2011

Mothers’ Advocate

Quando iniciar a educação pré-natal – projeto “De mãe para filha”

29/04/2010

Por Carla Machado

Qual seria o momento mais adequado para iniciar a educação pré natal? Essa pergunta tem um círculo como resposta, pois toda vez que começamos a respondê-la, vem à mente “mas por que não antes disso?” Bem, de fato, a primeira educação que recebemos acerca do período pré natal é quando somos concebidos, quando temos nossa experiência intra-útero, quando estamos sendo gestados e quando nascemos. A própria vivência é a melhor e mais efetiva forma de aprendizado – nada a substitui. O que foi vivido de bom e de ruim fica arquivado na memória celular de forma quase indelével.

Então pensamos: pra que este período seja bom temos que educar os futuros pais! E quando começar a educar esses pais? Antes da concepção, pra que esses pais já se conscientizem da importância deste momento, que é quando se “pesca” o espírito que irá encarnar. Pensando assim, em 2005, divulguei, junto com a Dra. Eleanor Madruga Luzes, um curso preparatório para casais que iriam um dia conceber (chamava-se “Crescer para se multiplicar”). Não houve sequer uma inscrição ou mesmo pedido de informações. Parece que os casais esperam a gravidez para então se informar, pois “vai que a gente não engravida, e iríamos ficar frustrados com todo esse conhecimento sem aplicação prática!”. Os casais tendem a vir quando já estão gestando uma criança, o que para a consciência da concepção já é tarde demais (exceto para aqueles que o fazem intuitivamente, o que é raro). Nos casos da educação durante o período gestacional, quem mais se beneficia são os futuros filhos do casal. E nos faz refletir se, já que antes da concepção, um casal não procura educação pré natal, temos que começar antes ainda.

Em sua tese de doutorado, Ciência do Início da Vida, Dra. Eleanor fala que deveríamos aproveitar o momento da adolescência, que é um dos picos do hormônio ocitocina no organismo, o hormônio do enamoramento, presente em altas doses na corrente sanguínea no nascimento e nas mulheres quando dão à luz. Desta forma, este momento é excelente para trazer os conhecimentos que cercam o período do nascimento, dando aos jovens uma chave de como trazer ao planeta o “homo sapiens frater”, ou seja, o novo ser humano, capaz da fraternidade. Nas escolas públicas a passagem deste conhecimento tem tido boa aceitação, eles o recebem como uma benção, pois é algo do mundo interno, que não necessita de poder aquisitivo para conquistar e está, portanto à altura de todos. Porém, no ensino particular, quando falamos da importância de uma gestação consciente, com poucas intervenções como exames invasivos, excesso de ultra-som, ou mesmo quando explicamos cientificamente as conseqüências do uso indiscriminado de anestésicos e dos males das cesarianas eletivas, os pais se sentem culpados e reclamam com a escola por estar trazendo tal conhecimento “que os condena”, a seus filhos.   Então quem sabe haja ainda um momento anterior, com a presença e conscientização destes pais?

Como minha filha está cursando o 6º ano e em sua classe várias meninas começam a menstruar – elas tem entre 11 e 13 anos – nós da ANEP, junto com a professora de classe que abriu este maravilhoso espaço de troca com as famílias, criamos um singelo projeto para preparar o terreno junto a estas mocinhas, ainda tão delicadas e puras, para que este conhecimento, quando elucidado, fertilize o solo preparado e possa ser usado de forma iniciática quando for o tempo de colocá-lo em prática.

A idéia é trabalhar dentro da relação mãe-filha – sem dúvida para a maioria das meninas, o laço mais forte que possuem, eixo pelo qual passa toda a sua relação com a ancestralidade do feminino – fortalecendo-o. Reforçamos este laço quando a mãe entrega, ritualmente, algo para a filha, para que esta se aproprie um pouco mais de seu próprio feminino. Esta entrega é feita sob a forma de uma  benção, que  é a própria intuição feminina. A intuição precisa se tornar cada vez mais presente para que a menina possa fazer escolhas mais acertadas principalmente no que diz respeito à própria sexualidade. (Não é desconhecimento de ninguém o quanto a gravidez adolescente já se tornou um problema social, mesmo nas camadas de maior poder aquisitivo e a educação pré-natal tem como resultado positivo a nível mundial a redução deste índice.)

Primeira Etapa: Preparando as Mães

O projeto “de mãe para filha“ se compõe então de duas etapas: a primeira com as mães, onde explicamos para elas a importância deste momento tão belo e trazemos, para ilustrar isso, um conto de fadas. Neste conto, a mãe, em seu leito de morte, abençoa a filha e dá para ela um presente que irá guiá-la por difíceis caminhos que ela terá que trilhar a partir daí (intuição). Trazemos também a explicação da importância do sangue menstrual, que este pode e deve ser consagrado aos seres de luz, pois todo fluido corporal nosso que não é consagrado fica à disposição dos mais variados tipos de entidades astrais; já a luz só se serve ao ser convidada, portanto trazer à consciência a importância deste convite. A não consagração deste sangue, e sua conseqüente utilização por seres indesejáveis, deixa a mulher com forte sensação de cansaço. Por essa razão, Moisés mandava que isolassem a mulher menstruada por estar “impura”, mas a impureza não vinha dela, e sim desses seres de baixa consciência que a acompanhavam durante o período menstrual. (vide o livro “Sons and daughters of light” de Omraam Michael Aivanhov) consciência desse convite aos seres de luz, e da consagração deste sangue, que sai junto com o óvulo não concebido, já vai ficar marcada para ser bem utilizada quando da gestação, fase na qual a impregnação que se dá através da imaginação ajuda a fortalecer e selecionar os melhores gens da cadeia genética do bebê.

O sangue da menarca, a primeira menstruação, é muito importante e pode ser também recolhido e derramado no jardim da casa, servindo já como uma delimitação de território psíquico (e físico) para esta nova mulher que está nascendo. Podemos sugerir presentes que a mãe possa dar para a filha para aumentar a ligação com o sangue, veículo da alma. Uma sugestão é o Abiosorvente que é um absorvente feito de flanela de algodão, sem química, fácil de lavar se seguirmos as instruções. Este depois pode se tornar um ritual mensal na vida da mulher adulta. Há uma estória que diz que quando as mulheres pararam de menstruar na terra, as guerras se acirraram, pois a terra precisa de sangue para se fertilizar. Que seja então, o sangue menstrual, que irá ser derramado de uma forma ou de outra – quer dizer, se a sociedade deixar, haja visto os métodos contraceptivos que bloqueiam a menstruação, chamando-a de “sangria inútil” ignorando não só a importância dos ciclos, quanto a poderosa LIMPEZA das toxinas físicas e psíquicas, que é feita com o derramamento do sangue menstrual.

Só que não há apenas o sangue, para que este chegue, houve antes uma ovulação (que Monika Von Koss, no seu livro “Rubra Força”, chama de fio branco, mais imperceptível, em contraponto ao fio vermelho da menstruação). Ambos nos ligam à Terra. Aqui podemos já trazer a sugestão de associar a ovulação a algum projeto criativo, algo que se queira fertilizar, acostumando assim a jovem a ter percepção do próprio corpo (de quando está ovulando), como também a conceber algo com consciência. Quando ela for conceber uma criança, muito mais fácil que esta venha dentro de uma escolha da alma e não como um acidente…

A mãe pode também confeccionar para a filha um calendário de luas. Para isso ela própria pode se conectar com a lua, passar a observá-la, reconectando-se com a própria ancestralidade, para poder trazer este saber “mensual” para a filha. A maioria das tribos nativas utiliza rituais de lua cheia para curar problemas ginecológicos e distúrbios da fertilidade em suas mulheres. Com esse calendário, perceber que se a mulher ovula na lua cheia, vai menstruar na lua nova, e assim por diante. Parece óbvio, mas muitas mulheres não receberam nenhuma instrução sobre o assunto.

Segunda Etapa: Encontro de mães e filhas

Este mesmo conto é trazido na segunda etapa, que terá a participação de mães e filhas. Neste dia aproveitamos para trabalhar com artes, sendo que muito pouco ou quase nada do significado oculto no conto ou nos trabalhos de artes é passado para as meninas. Este conhecimento está presente, sim, na consciência das mulheres adultas que estão passando sua benção para as meninas.

É importante frisar que não faremos alusão direta à menstruação nesta fase (11-12 anos), pois muitas ainda não tiveram a menarca e um ritual, só para meninas, que distinguisse as que menstruaram das que ainda não, poderia acelerar as que ainda não chegaram nesta etapa. Porém, é importante que todas recebam a benção das mães, pois nesta idade elas começam a se sentir como que “perdendo” algo da infância, que vai ficando cada vez mais para trás. Precisamos colocar algo neste lugar, algo de valor, algo que as acompanhe daqui para frente, honrando as mulheres que elas um dia serão. É esta lacuna que o encontro “de mãe para filha” vem preencher. É um dia inteiro para as mães se ocuparem das filhas, de darem a elas seu melhor, para que depois não se queixem, como no artigo de Affonso Romano de Sant´Anna, “Antes que eles cresçam”, que versa sobre o fato das crianças crescerem rápido demais quando nem ao menos pudemos perceber suas mudanças. Este encontro é uma pausa no corre-corre do dia-a-dia para olharmos para nossas crias e perceberemos como elas já cresceram, mas como ainda precisam de um adulto por perto, presente e de olho nas transformações que se passam com elas, com entendimento do “algo maior” por trás das transformações físicas.

Mais tarde, quando menstruarem, pode-se fazer um ritual mais específico. Os povos antigos têm muitas sugestões.  Veja como demanda preparação este ritual apache, onde a menina recebe também a sabedoria das plantas medicinais para saber como cuidar de sua futura família.

No livro “Celebrações”, de Tereza Hallidday, ela sugere o traçado de três círculos no chão, num espaço com todas as anciãs, mulheres e meninas “da tribo”. Em um círculo ficam as que ainda não menstruaram, em outro, as que estão em idade de procriação e um terceiro para as que já passaram pela menopausa, as sábias da tribo. Este ritual dá uma dimensão do ciclo que é a vida e como tudo fica bem quando cada uma ocupa seu espaço. No decorrer do rito, as meninas que menstruaram naquele mês passam para o círculo seguinte e as que entraram menopausa também trocam de círculo.

Os rituais nos ajudam a passar melhor pelas fases da vida, sejam elas quais forem, e a digerir o acontecimento no seu tempo, para que não fiquem pendências posteriores, o que sempre atrapalha a possibilidade de viver o presente que é a vida.

E os meninos??

Talvez ainda mais importante do que educar as meninas, seja fazer desses meninos bons homens, bons pais. Há para isso muitas sugestões de rituais com os meninos, para que estes possam começar a ocupar seu lugar de homem, trazendo a força do mundo masculino, a energia do herói. Eles também podem e devem receber o bastão de seus pais, numa experiência em que seja necessária força e coragem – o agir com o coração. Para trazer pais mais conscientes ao invés de tão “filhotes”, educados na maioria, apenas por mães.

Com a qualidade de nascimento que tivemos nas últimas décadas, cesarianas eletivas (geralmente em prol do calendário médico-hospitalar) que retiram o bebê antes dele estar pronto para sair, esquema de encubadora ou berçário, que separa a mãe do filho nas mais cruciais 2 horas de vida, que são as 2 horas do pico de oxitocina, de formação do vínculo, depois a creche, aos 4 meses de idade, que leva a criança à sensação de abandono – e o menino é quem mais sofre, pois ele não consegue internalizar o cuidado como a menina consegue fazer – não é de se estranhar que os meninos tenham muita dificuldade de estabelecer vínculos e tenham até um sentimento inconsciente de vingança com relação às mulheres – que no fundo se dirige à própria mãe. A famosa geração do “fica”, chegam a ficar com 10, 20 numa única noite e assim, não saem da infância nunca. Precisamos ajudá-los, ainda que não haja a possibilidade da presença do pai, trazer um homem adulto que possa servir de iniciador.

Para os homens já formados que forem trabalhar com os meninos, sugiro a leitura do livro “João de Ferro” de Robert Bly, que fala sobre o difícil papel do homem pós “new age” que ainda não sabe que lugar ocupar junto a um feminino tão emancipado que se diz não precisar de proteção (embora as mulheres continuem sofrendo de solidão e de sensação de desamparo). Os homens ficaram sem entender direito o que se espera deles e ainda não assentaram em algum lugar masculino, não ditador, e que seja confortável.

Sugiro que este trabalho seja trazido por pais e professores sensíveis e abertos a esta fase das crianças e que fiquem conscientes da importância desta etapa na educação pré natal posterior, que é a base sólida para a paz no planeta Terra.

Pachelbel Canon in D Original Instruments

28/02/2010


Esse video traz uma interpretação de CANON EM D DE J. PACHEBEL, em sua versão original, com instrumentos históricos como o órgão positivo barroco, violinos barrocos, violoncelo barroco e alaúde.
Segundo a Doutora e Musicoterapeuta Luise Montello, no seu livro INTELIGÊNCIA MUSICAL ESSENCIAL, essa obra promove a cura de males físicos, psíquicos e espirituais.
Que a música, assim como outras manifestações artísticas, podem ser nutrição para a alma, todos já sabemos. Mas diante da beleza e do poder dessa obra, vale aproveitar a oportunidade para ressaltar que a boa música pode e deve fazer parte da rotina da gestante.
Estudos realizados com gestantes indicam que bebês no útero materno respondem de diferentes formas a diferentes gêneros músicais. Segundo a Dra. Eleanor Luzes, em sua tese de doutorado “Ciência do Início da Vida”, estudos realizados no passado revelaram que fetos tranqüilizam-se com Mozart e Vivaldi e excitam-se com Beethoven e Brahms.

Parto na água no youtube: parto en libertad

25/02/2010

É possível assistir a esse video e não se emocionar?
Como é difícil aceitar que muitas pessoas ainda não compreenderam que a liberdade e a emancipação feminina devem começar aqui, quando damos a vida. Possuímos o poder supremo e ainda assim precisamos lutar tanto para nos empoderar.
E como nós não nos conformamos, estamos aqui, trazendo o tema da importância da educação pré-natal. Quem quiser entrar nessa roda e aprender, ensinar e sobretudo trocar, será muitíssimo bem vindo!

OMAEP: Educação Pré-Natal para a Paz Mundial

16/02/2010

Educação Pré-Natal para a Paz Mundial

(parte 1)

(parte 2)

“If there is to be peace in the world we must begin with the children” (Gandhi)

Apresentação da OMAEP trata da importância da educação pré-natal para a humanidade. Não é uma questão individual, mas de segurança e saúde pública. A forma como as crianças vêm ao mundo e como são criadas tem, ao longo da história, determinado o destino da sociedade. Tem estreita relação com eventos importantes, permeia a situação de violência e destruição do planeta que vivemos hoje. Uma forma – senão a forma – de efetivamente fazermos algo por um futuro melhor para a humanidade. Assistam!