Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Boas Festas!

04/12/2013
ANEP_poema natal (1)
O ano passou rápido demais. Muitas conquistas maravilhosas, completamos nossa primeira formação em São Paulo, com lindos Trabalhos de Conclusão de Curso e muita harmonia para difundir nossa mensagem.
Também perdas significativas, no primeiro semestre a Tania Nomura, que chegou a fazer apenas um módulo conosco, curiosamente o que falava do período entre a morte e um novo nascimento, e também a passagem de nossa querida Flavia Neto, que divulgava tão entusiasticamente a mensagem da ANEP por onde passava. Aposto que ela tá do lado de lá orientando o pessoal para a chegada aqui no planetinha…
Às anepenses de São Paulo e do Rio de Janeiro, assim como aquelas que estão em outros estados,  nosso muito obrigada e votos de um período de festas muito gostoso e cheio de harmonia.
Abraços fraternos,
Carla e equipe ANEP Brasil
“Se quisermos festejar o Natal
De modo cristão, deverá existir
Em nós próprios um Pastor e um Rei.
Um Pastor que ouve o que outras
Pessoas não ouvem, e que
Com todas as formas de dedicação
More logo abaixo do céu estrelado;
A esse Pastor, anjos anseiam por
Revelar-se.
E um Rei que distribua dádivas;
Que não se deixa guiar por nada mais
A não ser pela estrela das alturas.
E que se põe a caminho,
Para ofertar todas as suas dádivas
Ao pé de uma manjedoura.
Mas além do Pastor e do Rei
Deverá existir também em nós,
uma Criança
Que quer nascer agora!”
Rudolf Steiner
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A Ciência do Início da Vida na Rio+20

10/12/2012

“Se nós queremos realmente construir uma sociedade mais fraterna – e aí fraternidade para com tudo – precisamos ensinar, passar as informacões que já temos – que a arte mostra, que a tradição mostra, que a ciência mostra – para os jovens, para que eles se preparem para uma paternidade, uma maternidade conscientes desse homem especial, dessa nova espécie que eu venho colocando como homo sapiens frater. Porque a FRATERNIDADE é o aspecto mais importante. Com essas informações nós podemos dar um salto quântico, um salto de consciência, para uma sociedade mais consciente. E todas as outras coisas automaticamente se harmonizarão. A harmonia depende basicamente de consciência e amor.”

Compartilhamos a palestra da Dra. Eleanor Luzes “New Species: Homo Sapiens Frater”, no TEDx Rio+20, em junho passado.

8o. modulo da formação: A Vida antes do Nascer – programação

03/10/2012

Abaixo o programa detalhado do nosso 8º módulo da formação –  A Vida antes do Nascer:

6ª feira, 19/10:

14:00h às 16:00h –   Psico-história (revisão)

16:00h  às 16:30h –  Lanche

16:30h  às 17:30h –  Oficina de arte – confecção de anjo com lã cardada

Sábado, 20/10:

09:00h às 10:30h – A imagem do ser humano na concepção Antroposófica

10:30h às 11:00h –   Lanche

11:00h  às 13:00h – O destino da individualidade entre a morte e um novo nascimento (I)

13:00h  às 14:00h –  Almoço

14:00h às 16:00h –   O destino da individualidade entre a morte e um novo nascimento (II)

16:00h  às 16:30h –  Lanche

16:30h  às 18:00h –  Contemplação de Obras de arte (Inatalidade, Anunciação e Natividade) e Partilha

Domingo, 21/10:

09:00h às 10:30h – Questões contemporâneas (contracepção, aborto, mal formação)

10:30h às 11:00h – Lanche

11:00h às 12:30h – Desenvolvendo as forças de Admiração, Compaixão e Consciência (Exercício de meditação)

5o. módulo: Embriogênese e Imaginação

23/02/2012

Entre os dias 10 e 12 de fevereiro aconteceu, no Centro de Estudos Universais AUM, em São Paulo, o 5o. módulo da nossa formação em educação pré-natal, que abordou um tema apaixonante: o princípio do desenvolvimento da vida humana. Embriogênese e Imaginação contou com a participação da médica antroposófica Regina Helena Ribeiro, uma apaixonada por embriologia, nossa querida Laura Uplinger, que há anos estuda e palestra mundo afora sobre a importância do período pré-natal e da imaginação para a formação de seres saudáveis do ponto de vista físico, emocional e social, e da artista plástica Susanne Rottemund.

As facilitadoras conduziram as participantes por uma viagem de fisiologia, filosofia e beleza, as preparando para atuar junto a gestantes com conhecimento e sentimento plenos a respeito das fases de desenvolvimento do ser humano sendo gestado.

Para ajudar a integrar a avalanche de conhecimento e as reflexões propostas por Regina e Laura, Susanne nos trouxe duas belas vivências, uma com argila e outra com aquarela.

O final de semana foi um bálsamo, um presente que a ANEP Brasil, o Centro de Estudos Universais AUM, as facilitadoras e as participantes propiciaram umas às outras. Gratidão, como bem comentou uma das participantes, é a palavra que melhor define o nosso 5o. módulo.

Que venha o próximo!

More Business of Being Born

03/11/2011

O excelente documentário The Business of Being Born gerou um fruto, uma continuação, que será lançada agora em novembro: More Business of Being Born.

Fizemos uma tradução livre da matéria escrita por uma das produtoras do filme sobre o cenário do nascimento no Rio de Janeiro, pois achamos interessante compartilhar. Infelizmente, nossas escandalosas taxas de cesáreas já chamam atenção no exterior. Vejam abaixo.

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Por Paula Magalhães Fritsch

Report from Rio

January 21st, 2009 Posted by Abby Epstein in C-Sections, Hospital Birth

Por todas as aparências externas, o Rio de Janeiro (e o Brasil em geral) é surpreendentemente “bebê-amigável”. No aeroporto, há uma fila especial para famílias com crianças e para mulheres grávidas, há assentos pequenos de bebê acoplados aos carrinhos de bagagem quando você pega suas malas e em vôos domésticos há um banheiro reservado apenas para mulheres que é muito limpo e grande. ( Você pode imaginar tal civilização em aeroportos nos EUA?).  Na praia tem áreas especiais para bebes e crianças com estações para troca de fralda. As mulheres grávidas andam orgulhosas pela praia com seus pequenos biquínis e as novas mães amamentam por toda parte em público. A cultura inteira é muito baby-crazy e todos te param na rua para te ajudar com seu carrinho de bebe e para te oferecer algum conselho não solicitado. Mas o que é  surpreendentemente “baby-unfriendly” sobre Rio é que um recente relatório médico mostra que a classe média do Rio tem uma taxa de cesárea  de 93%!!!

Há três anos atrás, durante a filmagem do BOBB (The Business of Being Born), nós filmamos um pouco no Rio. Por causa desta estatística pensamos que seria interessante mostrar.  Foi também prático filmar no Rio já que meu sócio (e nosso Dir. de fotografia) Paulo é brasileiro e nós viajamos para lá regularmente. Após um “test screening” do  BOBB um mês antes do Tribeca Film Festival nós decidimos tirar a curta parte sobre o nascimento no Brasil porque sentimos que estava fora do lugar dentro do “scope” do filme. Mas para nosso futuro DVD, pensamos que fazia  sentido completar a filmagem no Rio e incluir SP também. Então eu trouxe minha câmera para nossas férias e revisitei o cenário de nascimento no Rio.

Nesta viagem eu fiquei ainda mais chocada quando conversei com obstetras e mulheres locais sobre o fenômeno da cesárea. Essencialmente, o que um doutor me explicou e’ que existem “dois Brasils”. Ele colocou que, para a população pobre e aqueles tendo filho em hospitais públicos, ao todo, apenas 30% de cesáreas são feitas, percentual este igual a maioria dos países industrializados. (Entretanto eu li que era perto de 40% e outro medico que entrevistei no Rio me disse que os hospitais públicos do Rio de Janeiro tinham uma taxa de cesárea perto de 50%).  O “outro Brasil” são as classes media e alta, que na grande maioria tem seus filhos em hospitais privados. Um obstetra/ginecologista que conversamos estima que a taxa de cesárea para a classe media e’ de 65%-85%, mas outro medico riu e nos falou que estudos recentes confirmam que a taxa de cesárea entre a classe media/alta e de 93%.

Não e difícil ver como a cesárea se tornou grande parte da cultura da classe media no Brasil. Primeiramente, muitas destas mulheres tiveram mães que vieram de uma classe mais baixa e tiveram vários filhos sem acesso a anestesia. Então, existe esse grande medo da dor do parto e uma tradição oral passada por geração de como e’ torturante. A maioria destas mães preferem que suas filhas tenham filho via cesárea para evitar o sofrimento que elas experimentaram. Na verdade, muitas mulheres que conversamos no Rio sentiam que nem a opção de epidural era garantia suficiente contra a dor, mas que a cesárea garantia o nascimento do filho antes mesmo de sentirem qualquer dor do trabalho de parto. Inicialmente os médicos eram acusados pelo aumento  das taxas de cesárea já que ela beneficia-os financeiramente, já que a maioria de suas pacientes tem cesárea marcada. Desta forma, eles poderiam fazer vários partos e ao mesmo tempo continuar atendendo em seus consultórios e evitar o péssimo congestionamento de carros do Rio e as longas horas que envolve o trabalho de parto espontâneo.

Uma das maiores diferenças no Rio e’ que o obstetra/ginecologista privado trabalha sozinho e seus pacientes demandam este cuidado exclusivo. Seria impensável ter seu pré-natal com um obstetra/ginecologista e ter um estranho cuidando do seu parto. Então um obstetra não pode tirar ferias e eles não podem perder nenhum parto já que eles não tem nenhum sócio ou um grupo de physicians dando suporte como e’ comum nos EUA.  A situação e a mesma para o pediatra que tem que estar presente no nascimento do bebe da sua cliente. Então você pode imaginar as chances de uma mulher entrar em trabalho de parto espontâneo e esperar que seu obstetra/ginecologista e pediatra estejam a disposição para estar com ela no parto.

Mas, os médicos não são mais os únicos apontados como os responsáveis por esta alta taxa de cesárea no Rio, hoje em dia parece que a preferência das mulheres tem contribuído muito com este fator. Como um medico nos contou, “Agora se tornou cultural”. A maioria das mulheres que conversamos disseram não acreditar que estavam em risco durante um parto cirúrgico e que achavam a cesárea mais segura to que o parto vaginal. Já que poucas famílias na classe media pretende ter mais do que 2 crianças, não existe o medo do risco de múltiplas cesárea. Um obstetra/ginecologista mais velho que entrevistamos, que esta no mercado há 30 anos acha a situação muito triste mas sente que suas pacientes o colocam no canto quando se fala em parto vaginal. Primeiro, ele fala que elas insistem em “ficarem exatamente iguais do que antes do parto” e ficam aterrorizadas em perder qualquer elasticidade na vagina ou prazer. Segundo,  elas se recusam a permitir que ele use forceps se necessário. (Estranho, elas não vêem problemas com a episiotomia, mas não querem o bebe danificado pelo fórceps). Ultimo, mesmo se escolherem por um parto vaginal com epidural (ele tem uma taxa de 100% de epidural) elas não toleram um trabalho de parto que dure mais do que 10 horas quando vão pedir uma cesárea. O obstetra sente que com este critério não realístico, e’ difícil para ele garantir as suas pacientes um parto vaginal rápido e sem dor e sem intervenções como o fórceps.

Quando eu perguntei sobre os riscos de uma taxa de cesárea de 93%, como mostrado em um artigo recente na revista USA Today que reportou que 37% das cesárea eletivas são feitas muito cedo, ele respondeu que todas suas pacientes fazem 4-5 ultras então e virtualmente impossível para ele errar uma due date. Mas um pediatra que conversamos não concordava: Ele disse que esta sempre nervoso quando tem que estar presente em uma cesárea marcada e que o desenvolvimento dos bebes no útero e’ bem diferente um do outro. Ele não estava convencido que uma ultra poderia indicar que um bebe estava pronto e que se sentia mais a vontade quando estava em uma cesárea que a mãe já tivesse entrado em trabalho de parto.

Nos falamos com uma mulher corajosa no Rio, que teve dois bebes de parto vaginal. A segunda criança pesava 4kg então ela foi considerada praticamente irresponsável por seus colegas. (Ela fez cinco ultras durante seu pre-natal).  Christina adorou seus partos simplesmente porque sua recuperação foi bem rápida.  Ela sabe que não consegue convencer suas amigas e sua família a seguirem seu exemplo então ela nem tenta. Christina disse que dos seus 15 primos ela foi a única que”podia” ter parto vaginal. Eu perguntei por que ass outras não puderam e ela citaram razoes como  “ um bebe estava com o cordão em volta do pescoço e outro não estava na posição certa, etc…” Aparentemente, das 93% das cesárea marcadas, apenas 10-15% são indicação do medico. Um ponto negativo que Christina mencionou sobre seu parto foi que ela entrou em trabalho de parto na noite de ano novo, então, apesar de seu obstetra/ginecologista estar presente no seu parto, seu pediatra não estava devido as férias. Isso, ela falou, e’ um dos “riscos” do parto vaginal.

Blog em construção

09/02/2010

Em breve…