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6000 mulheres na ONU

06/03/2013

csw57

Por Carla Machado

6.000 mulheres do mundo todo. Se uma mulher sozinha já pode causar um grande estardalhaço, imaginem 6000 mulheres do mundo todo reunidas num só lugar para tratar suas questões? No mínimo curioso ou divertido. Mas no meu entender, emocionante. No dia 2 de marco, saí com minha filha de 14 anos da Grand Central Station em NY e caminhamos em direção à sede da ONU. Já naquele momento pude sentir no ar que algo diferente e mágico estava para acontecer, pois a medida em que desciamos a Rua 44 fomos nos juntando a um grupo de senhoras indianas que seguia com muita convicção à nossa frente. Depois chegaram algumas chinesas. Mais à frente lindas africanas com seus turbantes. E quando estávamos em frente à porta, vejo um carro parado e percebo uma mulher se despedindo do marido, com um rosto familiar. Era a Barbara Pellegrini, uma das integrantes do grupo da OMAEP (Organizacao Mundial das ANEP’s), a quem eu so conhecia por facebook. Qual é a chance de entre 6000 mulheres você chegar junto com uma das 6 outras pessoas que você conhece no mesmo evento? Acertou, 1 em 1000. A partir dali não tive duvidas que seriam dias muito importantes.

Os temas sao fortes, só de ler os títulos deste CSW57, cujo tema é violência contra mulheres e meninas, pude sentir a DOR. Títulos como: como deter a violencia doméstica, exploração sexual, mutilação genital, tráfico de meninas, casamento na infância, meu Deus, aonde chegamos como humanidade??? Muita gente trazendo dados, estatísticas, exibindo o tamanho e a profundidade da ferida, mas as soluções ficam reduzidas a tratados – que países assinaram o tratado de Beijing? (tratado criado na 4a CSW mundial em 1995, Beijing, que identificou a violência contra as mulheres como uma das 12 esferas de especial preocupação que exigem a atenção especial e a adoção de medidas por parte dos governos, da comunidade internacional e da sociedade civil). Isso será suficiente??

A boa notícia é que a OMAEP e a FEFAF se juntaram e organizaram um evento sobre a importância da prevenção da violência, e como isso se dá no início da vida, desde o ventre materno! Criando um ambiente de amor, harmonia e tranquilidade para as gestantes e futuros pais, estamos reduzindo a violência e toda a energia e dinheiro gastos para combatê-la e remediá-la. Ou seja, atuar na causa, de dentro pra fora. Quando uma árvore começa a brotar e não tem espaço para crescer ela vai se entortar para achar seu lugar ao sol custe o que custar, pois a sobrevivência é o mais importante. Quando esta arvore está adulta, é muito difícil depois acertá-la e corre-se o risco até de quebrá-la ao tentarmos fazer isso. Mas se quando o brotinho esta tenro, saindo da terra, abrimos um espaco para ele em nosso terreno, em nossa vida pessoal, e em nossa sociedade, ele cresce ereto e confiante para ocupar seu lugar no mundo e dar seus frutos!

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Este evento será na 6a feira próxima, coincidentemente, do dia 8 de Marco, dia internacional da Mulher. Que presente poder comemorar este dia desta forma!

Marcy Axness no Brasil

07/02/2013

Com muita alegria a ANEP Brasil está trazendo neste mês de Fevereiro a psicóloga, que coloca em nova perspectiva o desenvolvimento infantil – da pré-concepção à adolescência, escritora e autora do livro “Parenting for Peace”, Marcy Axness. Ela dará cursos e palestras no Rio de Janeiro, Juiz de Fora e São Paulo.

 

Juiz de Fora:

Sábado, dia 16/02, às 15 horas, na Escola Paineira. Foco no tema da adoção e como lidar com diferenças dentro da escola.

CartazPalestraMarcy_web

Segunda-feira, dia 18/02, na UFJF

13:00 às 15:00 – Conferência

“Saúde Primal: o poder dos imprints pré natais. Como o que acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia ”

 

Rio de Janeiro:

Terça-feira, dia 19/02, às 14h na UERJ

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Quarta-feira, dia 20/02, das 10h às 18h na UFRJ, Av. Pasteur, 250 (cartaz abaixo)

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São Paulo:

Workshop Sexta-Feira à tarde, sábado o dia todo e domingo de manhã, 22, 23 e 24/02, na Casa Angela, São Paulo (folder em anexo, Modulo 9 da formação da ANEP). Inscrições pelo site www.anpbrasil.org.br

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Oportunidade única de acessar um conhecimento que pode ajudar a mudar o mundo!

Abraços fraternos,

Carla Machado

9º Modulo da Formação em Educação Prenatal da ANEP Brasil

04/01/2013

“O poder dos imprints prenatais” – Como o que nos acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia

Com Marcy Axness, palestrante internacional, autora do livro “Parenting for Peace”

De 22 a 24 de Fevereiro de 2013, na Casa Angela.

Lembramos que os módulos são independentes!

Inscrições pelo site: www.anepbrasil.org.br

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Programa:

Essa classe explora a experiência humana da pré-concepção ao final da gestação, com ênfase no imprint da jornada da concepção – uma perspectiva biodinâmica e fenomenológica do desenvolvimento embrionário. Quando se estabelece a primeira relação com a mãe? O que sabemos sobre a saúde neurofisiológica, emocional e mental do nascituro? Quais os fatores de risco (uso materno de álcool e drogas, angústia, prematuridade etc.)? Será explorado o espectro de influências pré-natais, das mais favoráveis às mais traumáticas, e como elas afetam o desenvolvimento do Self autêntico do futuro adulto.

Sexta-feira 22 de fevereiro

Da pré-concepção à concepção:

    • Inteligência celular / Efeitos da consciência
    • Implantação
    • Implicações das tecnologias de reprodução

Sábado 23 de fevereiro

Do embrião ao bebê:

    • Vivência
    • Consciência no 1o. trimestre, imprints e traumas
    • Consciência no 2o. trimestre, imprints e traumas

Domingo, 24 de fevereiro

Desenvolvimento no 3o. trimestre de gestação:

  • Consciência no 3o. trimestre, imprints e traumas

Marcy Axness, PhD, é americana, especialista no desenvolvimento humano primal, conferencista internacional em temas como apego, adoção, maternidade prenatal e neurobiologia interpessoal. É autora de Parenting for Peace: Raising the Next Generation of Peacemakers, publicado em 2012. Uma das blogueiras principais em Mothering.com, foi entrevistada em vários filmes e documentários sobre adoção, desenvolvimento prenatal e educação waldorf. Dr. Axness atende em seu consultório pais e mães em progresso. Antes de se tornar mãe, ela foi nomeada para um Emmy e recebeu vários prêmios como escritora e produtora de documentários televisivos para CBS News, Disney Channel, Life Time, Show Time e outros. Ela considera, no entanto, que sua realização mais importante é a de ter oferecido ao mundo dois “peacemakers” – seus filhos Ian e Eva, ambos no início de sua idade adulta. Mais informações em http://marcyaxness.com/.

Esperamos por você!

Abraços,

Carla Machado e equipe ANEP

WORKSHOPS COM JULIE GERLAND NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO

26/11/2012

TEMA: SER PAI E SER MAE DE MANEIRA HOLISTICA, UMA MUDANCA DE PARADIGMA NA PREPARACAO PARA A PRE-CONCEPCAO, GESTACAO, PARTO E VINCULACAO: COMO OS PAIS PODEM MUDAR O MUNDO!

Os seguintes tópicos serão abordados:

  • Maternagem, a profissão mais antiga do mundo
  • O que deu errado, como chegamos ao ponto em que estamos
  • Compreendendo a mudança de paradigma essencial para o início da vida
  • Preparação para pré-concepção
  • Gestação
  • Parto/Nascimento
  • Vinculação
  • Como pais podem mudar a si próprios, seus filhos e o mundo

Dra. Julie Gerland (Dra. em Medicinas Holísticas) é fundadora do pioneiro programa holístico para pais: Da Pré-Concepção ao Nascimento e Além. Julie oferece assistência a futuros pais de diversos países que viajam à França para atender a seu programa. Ela também treina profissionais para se tornarem educadores pré natais holísticos. Julie é coautora, palestrante internacional e ativista, e atualmente a representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré-Natal) junto a Organização das Nações Unidas. 

DATAS: QUARTA 28/11/12 ( havera traducao simultanea feita por Laura Uplinger) ou
               SABADO 01/12/12 (havera apoio na traducao feita por Ana Carla Ribeiro e Flavia Neto)
               SEGUNDA 03/12/12 ( em SP, na Casa Angela)
HORARIOS: 9:30 – 17:30.
LOCAL: INSTITUTO AURORA
               Praia do Flamengo 66, bloco B, Sala 914 e 916, Flamengo.
VALOR: R$80,00 (antecipado ate 26/11/12)
               R$100,00 (apos esta data)
O deposito podera ser feito:
Banco Bradesco
Ag: 0227
Conta: 102405-1
CPF: 869.414.457-34
 Carla Maria Garcia Machado
Enviar o comprovante para: anacarlalr@yahoo.com.brmacerap@gmail.com,renatamatteoni@gmail.com ou levar no dia.
Por favor, ligue para 8885-8650 e confirme o deposito e em qual dia ira participar, pois podemos oferecer apenas 25 vagas por dia.

Birth in 4012

05/11/2012

Por Laura Uplinger

˜A text about “Birth in 4012” for the closing plenary session of The Mid-Pacific Conference on Birth and Primal Health Research˜

The times we enjoy today in 4012 were only a utopia in previous civilizations. For millennia, love had been diseased – love for self as well as love for others. That essential kernel of self-esteem had never been collectively addressed and nurtured; it had never truly blossomed in any nation. Yes, throughout the ages there had been individuals whose hearts and minds had flourished without ever betraying life, who were prone to kinship with all. But they were not many. 

Prisons were full; abuse, betrayal, greed, war, crime and indifference were common plagues among governing elites. Always a foul thirst to diminish and control others in order to feel better.

However, towards the end of the 20th century and into the first decades of the 21st, diverse branches of science shed galaxies of light on the genesis of a wholly healthy human being, confirming what many sacred wisdom traditions had taught since the dawn of time.

The intricate physiological orchestration of our development in the womb was finally understood, appreciated and respected! Babies were given better and better conditions to grow robust and resilient organs – especially the brain – thanks to the optimal biochemistry and nutrients flowing in their mother’s blood.

In schools and universities, students of all ages learned about nature’s plan for a fulfilling primal period. All over the world, governments started waking up to the simple yet grand reality that every pregnant woman needs above all to eat well, feel joy and be inspired by beauty.

For the first time in over 12,000 years, societies began dedicating important financial and cultural resources to the wellbeing of pregnant women, in order to protect this decisive stage of parenting. For the first time in all those millennia the powers that be got it: Mothers birth civilizations.

The 21st century saw the start of the centers we enjoy today in cities, suburbs, and remote villages. Gathering places built in gorgeous parks where expectant mothers walk in nature, sing together, rest, weave, paint, read, dance, swim… enjoying an exquisite and joyful synergy among the wee inhabitants of their pregnant bellies.

As humanity learned how receptive we are to the inner world of our parents, that the integrity our adult body and its trillions of cells begins in the loving nature of their sexual embrace, unplanned pregnancies became increasingly rare. Even the months leading up to the conception started to be consciously lived.

Oh, and I have to tell you about birth! The ignorance that had marred most of birth practices slowly receded and died. The unbridled use of technological intervention – finally recognized as counterproductive at best and abusive at worst – peaked in the early 21st century. Once and for all, “experts” left laboring mothers undisturbed, trusting their bodies’ wisdom. Quiet and privacy were embraced as the primary facilitators of easy childbirth.

The decade of the 2050s marked a turning point when the first generation of the wellborn ones attained maturity. They grew up to be teachers, artists, merchants and policy makers of a different breed. Their presence on earth instilled more creativity, empathy, flexibility, social intelligence and resilience into the marrow of the human family.

They began to have their own children, and the benefits of investing in primal health were revealed to be exponential improvements across generations. People lived longer and enjoyed greater wellbeing. Breastfeeding became an uncontested and universal practice as wet nurses and formula faded into oblivion. Prisons, psychiatric hospitals and NICUs, began closing their doors. Artificial borders between nations were declared obsolete.

Well, this is how we reached the Golden Age that our ancestors so deeply longed for, and so tirelessly worked to realize. 

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Por uma sociedade pacífica e fraterna

09/07/2012

Por Renata Matteoni

Hoje li a coluna de Eliane Brum na Revista Época desse final de semana, que teve grande repercussão nas mídias sociais: Todo dia é dia de estupro. Eliane relata o inacreditável cotidiano do Congo pelos olhos e pela experiência de vida de Marie Nzoli. A violência da guerrilha e do abuso sexual cometido contra mulheres e crianças cotidianamente é estarrecedor. Marie criou juntamente com outras mulheres uma ONG cujo objetivo é oferecer suporte a vítimas de estupro, como forma de reagir à violência de seu país, e veio ao Brasil participar do evento “Mulheres reais que inspiram”.

Essa matéria que tanta comoção causou foi uma dessas sincronicidades que vivemos: nesse final de semana tive a alegria de ler um texto de 2005 de Sarah Uplinger, filha de nossa querida Laura, que imediatamente despertou em mim o desejo de compartilhar em nosso blog. O tema livremente escolhido por Sarah para esse trabalho escolar foi justamente “Abuse”.

Compartilho abaixo o olhar dessa jovem, um ser excepcionalmente bem recebido nesse planeta, sobre um tema tão duro, fazendo referência ao caminho que conhecemos e que procuramos disseminar por aqui, como a solução para uma humanidade fraterna e pacífica:

Abuse…

. Verb / byooz/ 1 use improperly or to excess. 2 treat with cruelty or violence, especially assault sexually. 3 speak to in an insulting and offensive way.
. Noun / byooss/ 1 the improper use of something. 2 cruel and violent treatment, especially sexual assault. 3 insulting and offensive language.
– Oxford Dictionary

The word abuse comes from the Latin word abuti which means misuse. Abuse exists in many forms and colors, ranging from physical violence to sexual assault to neglect. None are the same yet all three have the power to traumatize people for the rest of their life…

Abuse isn’t something that was invented two centuries ago along with the elevator. In fact, we can trace abuse back to the ancient times depicted in the Bible’s Old Testament and all throughout history. Child commerce for sexual purposes was already common in antiquity among Greeks, Romans, and many other societies. Why does history keep repeating itself? Why hasn’t the world found the means to eliminate abuse?

According to Nobel Prize physicist James Cronin, child abuse has been the most repressed idea in the history of psychology… Let me take you into the world of a child who was brutally abused by someone supposed to protect her …

“She walks to school with the lunch she packed,
Nobody knows what she’s holding back,
Wearing the same dress she wore yesterday,
She hides the bruises with the linen and lace.

The teacher wonders but she doesn’t ask,
It’s hard to see the pain behind the mask,
Bearing the burden of a secret storm,
Sometimes she wishes she was never born.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.

Somebody cries in the middle of the night,
The neighbors hear but they turn out their light,
A fragile soul caught in the hands of fate,
When mornin’ comes it’ll be too late.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.

A statue stands in a shaded place,
An angel girl with an upturned face,
A name is written on a polished rock,
A broken heart that the world forgot.

Through the wind and the rain she stands hard as a stone,
In a world that she can’t rise above,
But her dreams give her wings and she flies to a place where she’s loved,
Concrete Angel.”

This song “Concrete Angel” by Martina McBride, speaks of the suffering of a little girl and although the lyrics don’t reveal who abuses her, it is well portrayed in the video clip… The mother is the abuser and murderer.

Usually, when we hear of an abused child, we automatically feel like blaming the adults in the child’s life, and hardly imagine children as abusers. Why? Aren’t children capable of hitting and even killing each other? Just last week a nine year old girl stabbed her eleven year old friend over a ball… The friend died a few hours later in the emergency room…

William Golding , a literature Nobel Prize laureate, wrote a poignant story of such abuse in his world famous novel “Lord of the Flies”.

“… a faint “Zup!” Someone was throwing stones: Roger was dropping them, his hand still on the lever. Below him, Ralph was a shock of hair and Piggy a bag of fat.
“I got this to say. You’re acting like a crowd of kids.”
The booing rose and died again as Piggy lifted the white, magic shell.
“Which is better— to be a pack of painted Indians like you are, or to be sensible like Ralph is?”
A great clamor rose among the savages. Piggy shouted again.
“Which is better — to have rules and agree, or to hunt and kill?”
Again the clamor and again — “Zup!”
Ralph shouted against the noise.
“Which is better, law and rescue, or hunting and breaking things up?”
Now Jack was yelling too and Ralph could no longer make himself heard. Jack had backed right against the tribe and they were a solid mass of menace that bristled with spears. The intention of a charge was forming among them; they were working up to it and the neck would be swept clear. Ralph stood facing them, a little to one side, his spear ready. By him stood Piggy still holding out the talisman, the fragile, shining beauty of the shell. The storm of sound beat at them, an incantation of hatred. High overhead, Roger, with a sense of delirious abandonment, leaned all his weight on the lever.
Ralph heard the great rock before he saw it. He was aware of a jolt in the earth that came to him through the soles of his feet, and the breaking sound of stones at the top of the cliff. Then the monstrous red thing bounded across the neck and he flung himself flat while the tribe shrieked.
The rock struck Piggy a glancing blow from chin to knee; the conch exploded into a thousand white fragments and ceased to exist. Piggy, saying nothing, with no time for even a grunt, traveled through the air sideways from the rock, turning over as he went. The rock bounded twice and was lost in the forest. Piggy fell forty feet and landed on his back across the square red rock in the sea. His head opened and stuff came out and turned red. Piggy’s arms and legs twitched a bit, like a pig’s after it has been killed. Then the sea breathed again in a long, slow sigh, the water boiled white and pink over the rock; and when it went, sucking back again, the body of Piggy was gone.”

Everyday in the news, there are stories of child abuse, I chose this subject because it is heart wrenching.

French obstetrician Michel Odent considers abuse as the consequence of an impaired capacity for loving. It is his understanding that a healthy capacity for loving oneself and others has its roots in the good quality of one’s life in the womb. This understanding is shared by many around the world.

Prenatal experience being of such importance for the psychological health of a human being, it is my wish that societies around the globe help, support and inspire pregnant women so that they can gestate in harmony and give birth to civilizations finally free of abuse.

– Dana Point, June 2005 ~ Dana Hills High School.

Nove meses para salvar o mundo

26/06/2012

Por  Carla Machado

O principal tema de toda a conferência Rio+20 é como deter a poluição e criar um ambiente saudável para todos e para a Terra. A resposta para essa pergunta é simples: parar de gerar os poluidores. O útero é a primeira casa que os seres humanos habitam. Sabe-se que todo início, não só tem força, como é determinante. O “imprint” poderoso do início da vida é um fractal da trajetória da existência de um indivíduo. O que é vivido desde os primeiros instantes da vida física no planeta, e isto inclui a concepção, é como um rastro de pegadas no cimento fresco, difícil de apagar.

Na 6ª feira, dia 15/6, de manhã, na sala T4 do RioCentro, foi realizado um painel com presenças notáveis na mesa e na audiência, que debateram e demonstraram quão importante é este tema para o futuro.

O Dr. Michel Odent, médico francês, fundador do 1º centro de pesquisa em saúde primal, autor de 12 livros, foi um dos palestrantes para explicar como a forma invasiva e desrespeitosa de lidar com a saúde da gestante e, portanto, do bebê que ali iniciou sua vida na Terra, se instalou na sociedade disfarçada de cuidado e atenção.

A representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações Nacionais de Educação Pré-Natal), Julie Gerland, falou do poder que a natureza outorgou à mulher gestante de formar o futuro habitante do planeta e que todo investimento feito em prol do bem estar e da alegria dela se traduz numa enorme economia para as nações.
As crianças assim gestadas, com sua neurofisiologia respeitada, tem um cérebro hígido (saudável, robusto) e são predispostas à empatia, criatividade, compaixão e respeito pela vida (Kinship with all life) em todas as suas formas.

A presidente da FEFAF (Fédération Européenne des Femmes Actives en famille), ONG Internacional co-sponsor do painel, a sueca Madeleine Wallin, mãe de cinco filhos, falou da importância da presença da mãe no lar durante a primeira infância de seus filhos, garantindo uma base harmoniosa para o desenvolvimento deles. Isso só é possível em larga escala mediante uma sociedade que saiba valorizar a função materna, que no passado foi vivida como obrigação e único caminho para as mulheres e hoje já é uma opção de caminho consciente adotada por várias famílias na Europa e no mundo.

O embaixador Carlos Moreira Garcia, presidente da ECO92, esteve presente na exposição e endereçou à Madeleine uma pergunta sobre como a economia sueca resolveu esta questão da mulher mais presente no seu papel de mãe e, portanto, menos disponível para o (mercado de) trabalho externo. A presidente da FEFAF, Madeleine, respondeu exemplificando uma das possíveis soluções que é a adoção de uma jornada de trabalho de meio período durante estes primeiros anos de vida dos filhos, que pode ser compensada por um acréscimo proporcional de tempo de serviço antes da aposentadoria, que ocorreria num período em que a presença da mulher não é mais tão vital na criação dos filhos.

Outra colocação feita pelo embaixador sobre a quantidade de elementos tóxicos presentes no útero que o bebê vai habitar, oriundos da poluição e da alimentação com presença de defensivos agrícolas e hormônios, é bem respondida pelo conteúdo do livro de Michel Odent “Birth at the age of plastics”. Lá ele fala sobre a quantidade excessiva de, por exemplo, estrogênio, oriunda de hormônios artificiais injetados nos alimentos, que pode prejudicar, sobretudo, os indivíduos do sexo masculino em sua futura sexualidade, já que o estrogênio é um hormônio predominantemente feminino. Também expõe sobre a quantidade de resíduos plásticos encontradas no cordão umbilical, devido também as soluções intravenosas embaladas em plástico, que são gotejadas por longos períodos (até 36 horas) durante o trabalho de parto.

A célebre frase de Michel Odent bem resume a mensagem dada neste painel “para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”.

Espera-se que a sociedade desperte para a importância de preservar o primeiro ambiente do ser humano, o útero, para que ele então possa seguir o exemplo e respeite naturalmente a nossa casa em comum: o planeta Terra.

A Educação Pré Natal na Rio+20!

04/06/2012

“Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer” (Michel Odent)

É com imensa alegria que divulgamos o evento que a OMAEP, entidade internacional que congrega ANEPs em 22 países do mundo, entre elas a nossa, estará organizando durante a III Reunião do Comitê Preparatório para a Rio+20, no dia 15 de junho às 9:30h: 9 Months to Save the World: Mother Key to Sustainable Development.

O objetivo é chamar a atenção do mundo para o ser humano. É durante os 9 meses anteriores ao nascimento que a saúde física e emocional, a segurança, a inteligência e também a capacidade de amar são formadas. Se é nosso desejo acabar com o medo e a ganância que estão destruindo nosso planeta, devemos começar por trazer ao mundo seres humanos pacíficos, amorosos e saudáveis. Nós podemos fazer isso.

O evento, organizado em parceria com FEFAF (Federation European des Femmes au Foyer) e ICM (International Confederation of Midwives), contará com as falas de Michel Odent, Julie Gerland e Madeleine Wallin, e moderação remota de Robbie Davis-Floyd.

Carla Machado, presidente da ANEP Brasil, está integrando o comitê organizador, e a ANEP Brasil estará por lá em peso. Acreditamos muito nessa grande oportunidade, que é a de levar o tema da educação pré natal para um evento da magnitude da Rio+20. Aos que acreditam na causa pedimos que ajudem a divulgar e que enviem todas as vibrações positivas possíveis!

Abaixo, maiores detalhes sobre o evento:

9 Months to Save the World: Mothers, Key to Sustainable Development

“When the world wakes up and realises that it is mothers who hold the true power to human development, we will be able to stop destroying our planet and create the sustainable future we want,” says Dr. Julie Gerland, chief United Nations representative of OMAEP, Organisation Mondiale des Associations pour l’Éducation Prénatale (World Organisation of Prenatal Education Associations).

World governments, non-governmental organisations, leaders and indigenous peoples are preparing to meet in Rio de Janeiro at the United Nations Conference on Sustainable Development Rio+20 in June to meet the immense challenges facing humanity. The agenda is to eradicate world poverty, create sustainable development and peaceful prosperity for our planet and the whole human family.

OMAEP, a federation of 22 national associations, is joining forces with the European Federation of Parents and Carers at Home (EFAF), the International Confederation of Midwives (ICM) and the Primal Research Centre to highlight the decades of science confirming that the first nine months of life before birth is the key.

“If we wish to change the world, we must change the way we are born,” says Dr. Michel Odent, world renown pioneer and author of 13 books on the subject including “Childbirth in the Age of Plastics.” Dr. Odent will be presenting “The Evolution of the Human Oxytocin System” at the panel event organised by OMAEP. Research in epigenetics and cellular memory confirm that a pregnant mother’s thoughts, feelings, environment and the way she gives birth, directly affects the long term development of her child. Mothers are children’s first environment, this is where the seeds of peace, prosperity, intelligence and sustainability must be sown and nurtured.

“Parents have the responsibility of being the role models for their children,” says Madeleine Wallin, the Swedish mother of five and president of the FEFAF, “by passing on healthy relationships and sustainable practices children learn how to care for each other and the environment. A sustainable peaceful future can become a reality for all.”

Three countries are already leading the way by including “Prenatal Education” in their national education curricula.

The side event, 9 Months to Save the World: Woman Key to Sustainable Development will be held in Riocentro on 15th June 9:30am – 11am.

Honoured guest: Carlos Moreira Garcia former Brazilian Ambassador and Minister for Children, and President of the UN Earth Summit Rio-92

United Nations website Side Event description:

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=1000&nr=567&menu=126

For more information 

http://naturalprenataleducation.com 

http://omaep.com 

http://www.anepbrasil.org.br

For interviews please contact : Dr. Gerland: julie@omaep.com
Justice Ioanna Mari (President OMAEP): contact@omaep.com
Carla Machado (President ANEP-Brazil): carla@omaep.com

OMAEP, Solomou 31- 10682 Athens, Greece

Convocação 8 de março

05/03/2012

Por Carla Machado

Você quer um mundo diferente, onde as crianças possam ser concebidas com amor e consciência, onde as gestantes tenham tranquilidade para preparar seus bebês, com boa nutrição e imaginação, onde as mulheres possam parir naturalmente, num ambiente que a respeite e com presença plena para o filhote que vem chegando, que estes novos seres possam ser aleitados junto ao coração, no seio materno e que possam ser cuidados por suas mães bem de pertinho pelo menos até os três primeiros anos de vida? Então junte-se a nós!

Nós, da ANEP Brasil, convidamos você a criar um mundo melhor. Como? Simplesmente IMAGINANDO-O melhor. No dia 8 de Março nos uniremos, nos 4 cantos do mundo, para imaginar o mundo como JÁ SENDO o que gostaríamos que fosse. Cada um no seu próprio local, em casa, no trabalho, nos grupos que neste dia se encontrarão para celebrar o dia Internacional da Mulher: medite, imagine, visualize, reze, recite poesias, mantras, cante, dance, se conecte com esta energia de BEM RECEBER OS NOVOS SERES que estão chegando ao planetinha. Isso com certeza fará a diferença! Sugestão de horário: às 6h, às 12h, às 18h, às 0h. Ou qualquer outro horário de sua preferência, o importante é foco e intenção!

Por amor, repasse a todas as listas de pessoas interessadas em melhorar a vida no planeta, colocando seu nome ao final da lista!

Luz e gratidão,

Carla Machado

Sandra Sisla

Renata Matteoni

Thais Medeiros

Andrea Cascino

Bia Fioretti

Adriana Daher

Paula Magalhães Fritsch

www.anepbrasil.org.br