Archive for the ‘parto’ Category

22o. Encontro de Gestação e Parto Natural Conscientes

24/10/2013

22o Encontro Newsletter

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12o módulo da formação em Educação Prenatal

10/09/2013

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Dias 11, 12 e 13 de Outubro realizaremos o 12o módulo da formação em Educação Prenatal pela ANEP Brasil. É a conclusão de um trabalho de 3 anos, já com frutos surgindo que irão nutrir outras mentes e almas e semear sementes de futuro. Mesmo sendo o final de uma formação, a participação de todos é bem vinda, pois os temas são relevantes a todos da sociedade.
Teremos as apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso, que são maravilhosas de compartilhar e também teremos muito conteúdo, como podem ver pelo chamado, sobre os vários papéis da mulher no bem receber a vida. Com Bia Fioretti, Laura Uplinger e Carla Machado, haverá apresentação com debate do SER MULHER, onde falaremos dos ciclos sagrados do feminino, do SER GESTANTE, e em como a mulher pode exercer este poder que lhe foi outorgado pela natureza de gestar uma nova vida, e o SER PARTEIRA, onde Bia Fioretti apresentará um pouco da sua vasta vivência com parteiras do mundo todo, em seu maravilhoso trabalho de resgate do feminino pelas parteiras tradicionais, intitulado MÃES da PÁTRIA.
Será na Casa Angela, casa de parto da Associação Comunitária Monte Azul, no Jardim Mirante em São Paulo.
Nossa agenda:
6a feira: das 14h às 20h
14h às 16h – SER MULHER – Carla Machado
16h às 16:30h – lanche
16:30h às 19:30h – SER PARTEIRA – Bia Fioretti
19:30h – Sopa
Sábado: das 9h às 18h
9h às 11h – SER GESTANTE – Laura Uplinger
11h às 11:30h – lanche
11:30h às 13h – Como os três papeis se encontram e interagem – debate
13h às 14h – almoço
14h às 16h – Apresentação dos TCCs (aberto ao público)
16h às 16:30h – lanche
16:30h às 18h – Apresentação dos TCCs
Domingo: das 9h às 17h
9h às 11h – Apresentação dos TCCs
11h – lanche
11:30h às 13:00 – Apresentação dos TCCs
13h às 14h – Almoço
14h às 16:30h – Apresentação dos TCCs
16:30h – Encerramento e entrega dos Certificados de conclusão da Formação.
Inscrições com desconto até 30 de Setembro, pelo site www.anepbrasil.org.br
Abraços fraternos,
Equipe ANEP Brasil.

WORKSHOPS COM JULIE GERLAND NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO

26/11/2012

TEMA: SER PAI E SER MAE DE MANEIRA HOLISTICA, UMA MUDANCA DE PARADIGMA NA PREPARACAO PARA A PRE-CONCEPCAO, GESTACAO, PARTO E VINCULACAO: COMO OS PAIS PODEM MUDAR O MUNDO!

Os seguintes tópicos serão abordados:

  • Maternagem, a profissão mais antiga do mundo
  • O que deu errado, como chegamos ao ponto em que estamos
  • Compreendendo a mudança de paradigma essencial para o início da vida
  • Preparação para pré-concepção
  • Gestação
  • Parto/Nascimento
  • Vinculação
  • Como pais podem mudar a si próprios, seus filhos e o mundo

Dra. Julie Gerland (Dra. em Medicinas Holísticas) é fundadora do pioneiro programa holístico para pais: Da Pré-Concepção ao Nascimento e Além. Julie oferece assistência a futuros pais de diversos países que viajam à França para atender a seu programa. Ela também treina profissionais para se tornarem educadores pré natais holísticos. Julie é coautora, palestrante internacional e ativista, e atualmente a representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré-Natal) junto a Organização das Nações Unidas. 

DATAS: QUARTA 28/11/12 ( havera traducao simultanea feita por Laura Uplinger) ou
               SABADO 01/12/12 (havera apoio na traducao feita por Ana Carla Ribeiro e Flavia Neto)
               SEGUNDA 03/12/12 ( em SP, na Casa Angela)
HORARIOS: 9:30 – 17:30.
LOCAL: INSTITUTO AURORA
               Praia do Flamengo 66, bloco B, Sala 914 e 916, Flamengo.
VALOR: R$80,00 (antecipado ate 26/11/12)
               R$100,00 (apos esta data)
O deposito podera ser feito:
Banco Bradesco
Ag: 0227
Conta: 102405-1
CPF: 869.414.457-34
 Carla Maria Garcia Machado
Enviar o comprovante para: anacarlalr@yahoo.com.brmacerap@gmail.com,renatamatteoni@gmail.com ou levar no dia.
Por favor, ligue para 8885-8650 e confirme o deposito e em qual dia ira participar, pois podemos oferecer apenas 25 vagas por dia.

21o. Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes

17/11/2012

Acontece no próximo final de semana, no Rio de Janeiro, a 21a. edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, organizado pela Professora Fadynha.

Esse ano teremos Carla Machado, presidente da ANEP Brasil, participando de duas mesas: a primeira, sobre simplicidade no nascimento e o impacto das intervenções abusivas em futuras gerações, ao lado da inspiradora Laura Uplinger e do pediatra especialista em aleitamento Marcos Renato de Carvalho; a segunda, ao lado de Julie Gerland, representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré Natal), entidade com caráter consultivo junto à ONU, cujo tema será “Trajetória de sucesso: a concepção consciente gera uma boa gravidez, que gera um bom parto, que gera um ser humano equilibrado”.

O Encontro debaterá também políticas públicas, direitos humanos, ativismo e a proposta de sustentabilidade e cultura não consumista no parto/nascimento.

Reproduzimos, abaixo, a mensagem da Professora Fadynha:

É com imensa alegria que chegamos à 21ª edição de mais um Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, um dos mais expressivos do gênero, na América Latina. Escolhemos o tema O Nascimento na Luz da Simplicidade: Impactos Sobre o Futuro do Ser Humano para fomentarmos a discussão sobre um dos aspectos mais importantes dentro dos temas sustentabilidade e ecologia: a vida de uma criança – sua chegada a este mundo, a forma como é concebida e gestada – como base para uma humanidade verdadeiramente saudável e fraterna. Este é um tema desafiador, pois compreender o início da vida como período determinante para o futuro do planeta é um convite para uma das maiores mudanças de paradigma deste século XXI.

Este ano, contamos com palestrantes tradicionalmente amigos do Encontro, entre eles, Carla Machado, Educadora Pré-Natal e Presidente da Anep Brasil, Laura Uplinger, psicóloga pré e perinatal, Daphne Ratner, Presidente da ReHuNa, os obstetras Marcos Dias, Claudio Paciornik e Marcos Leite. Pela primeira vez teremos a fala da terapeuta inglesa Julie Gerland, membro da OMAEP, órgão de caráter consultivo junto à ONU sobre assuntos que envolvem a infância e educação pré-natal.

Como acontece sempre, abrigaremos com entusiasmo o Encontro Nacional de Doulas e mais uma Plenária da ReHuNa. Confiram a programação que inclui workshops, mesas redondas, palestras, mostras de filmes, rodas de bate-papo, prática de shantala, entre outras atividades. Agradecemos a todos que, de alguma forma, colaboraram para a realização deste Encontro, por amor às crianças, às mulheres, aos homens, ao planeta Terra.

Sejam muito bem-vindos!
Fadynha

Birth in 4012

05/11/2012

Por Laura Uplinger

˜A text about “Birth in 4012” for the closing plenary session of The Mid-Pacific Conference on Birth and Primal Health Research˜

The times we enjoy today in 4012 were only a utopia in previous civilizations. For millennia, love had been diseased – love for self as well as love for others. That essential kernel of self-esteem had never been collectively addressed and nurtured; it had never truly blossomed in any nation. Yes, throughout the ages there had been individuals whose hearts and minds had flourished without ever betraying life, who were prone to kinship with all. But they were not many. 

Prisons were full; abuse, betrayal, greed, war, crime and indifference were common plagues among governing elites. Always a foul thirst to diminish and control others in order to feel better.

However, towards the end of the 20th century and into the first decades of the 21st, diverse branches of science shed galaxies of light on the genesis of a wholly healthy human being, confirming what many sacred wisdom traditions had taught since the dawn of time.

The intricate physiological orchestration of our development in the womb was finally understood, appreciated and respected! Babies were given better and better conditions to grow robust and resilient organs – especially the brain – thanks to the optimal biochemistry and nutrients flowing in their mother’s blood.

In schools and universities, students of all ages learned about nature’s plan for a fulfilling primal period. All over the world, governments started waking up to the simple yet grand reality that every pregnant woman needs above all to eat well, feel joy and be inspired by beauty.

For the first time in over 12,000 years, societies began dedicating important financial and cultural resources to the wellbeing of pregnant women, in order to protect this decisive stage of parenting. For the first time in all those millennia the powers that be got it: Mothers birth civilizations.

The 21st century saw the start of the centers we enjoy today in cities, suburbs, and remote villages. Gathering places built in gorgeous parks where expectant mothers walk in nature, sing together, rest, weave, paint, read, dance, swim… enjoying an exquisite and joyful synergy among the wee inhabitants of their pregnant bellies.

As humanity learned how receptive we are to the inner world of our parents, that the integrity our adult body and its trillions of cells begins in the loving nature of their sexual embrace, unplanned pregnancies became increasingly rare. Even the months leading up to the conception started to be consciously lived.

Oh, and I have to tell you about birth! The ignorance that had marred most of birth practices slowly receded and died. The unbridled use of technological intervention – finally recognized as counterproductive at best and abusive at worst – peaked in the early 21st century. Once and for all, “experts” left laboring mothers undisturbed, trusting their bodies’ wisdom. Quiet and privacy were embraced as the primary facilitators of easy childbirth.

The decade of the 2050s marked a turning point when the first generation of the wellborn ones attained maturity. They grew up to be teachers, artists, merchants and policy makers of a different breed. Their presence on earth instilled more creativity, empathy, flexibility, social intelligence and resilience into the marrow of the human family.

They began to have their own children, and the benefits of investing in primal health were revealed to be exponential improvements across generations. People lived longer and enjoyed greater wellbeing. Breastfeeding became an uncontested and universal practice as wet nurses and formula faded into oblivion. Prisons, psychiatric hospitals and NICUs, began closing their doors. Artificial borders between nations were declared obsolete.

Well, this is how we reached the Golden Age that our ancestors so deeply longed for, and so tirelessly worked to realize. 

Agenda – Rio de Janeiro

12/09/2012

Formação em Pedagogia Waldorf e Medicina Antroposófica

Curso de fundamentação em antroposofia, básico para pedagogia waldorf e medicina antroposófica, para profissionais das áreas de saúde e educação, porém aberto a demais interessados. Início em 19 de outubro, inscrições abertas. Número limitados de vagas.

Informações: http://seminariowaldorfrio.jimdo.com/; inscrições: seminarioriodejaneiro@gmail.com.

Parceiros: Instituto Eco Social: Associação Thalamus e APAM (Associação Pedagógica Michaelis).

Workshop com Claudia Rodrigues 

Cláudia Rodrigues, terapeuta reichiana, no Rio de Janeiro. Todas as informações no flyer. Para informações sobre preços e modalidades de pagamento, fazer contato pelos telefones 22390304 ou 81164141, com Francesca Felici.

Bordado Mágico – bordando a vida enquanto a vida me borda

“Encontros mensais em que o bordado nos reúne para dar corpo, significado e cor às emoções e aos sonhos que entrelaçam, revelam e bordam o viver.”

Grupo já iniciado, contatos para informações e inscrições no folder.

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Módulo de agosto da formação em educação pré natal da ANEP Brasil

07/08/2012

Como o início da vida influencia a história das civilizações: parto e psico-história é nosso próximo tema. Com Eleanor Luzes, Laura Uplinger, Anke Riedel (Casa Angela) e Carla Machado.

Marcha pela Humanização do Parto

01/08/2012

Mulheres realizam Marcha pela Humanizaçao do Parto

Movimento quer chamar atenção da sociedade para a importância da humanização da assistência obstétrica no Brasil.

Mulheres a favor da humanização do parto realizarão um protesto no próximo domingo (5/8), na altura do Posto 9 da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. A marcha vai receber caravanas de mulheres do todo o Brasil e também vai ser realizada em outras cidades brasileiras, como Recife, Fortaleza, João Pessoa, Salvador, São Paulo, Ribeirão Preto, Araraquara, Florianópolis e Londrina. A expectativa é reunir pelo menos mil mulheres em prol da causa.

A ideia da manifestação surgiu após a publicação de duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremej) que proibiam que gestantes contassem com a assistência das chamadas acompanhantes profissionais (obstetrizes, doulas e parteiras) em hospitais e maternidades, e ameaçavam de punição médicos-obstetras que acompanhassem partos domiciliares ou dessem retaguarda a parturientes com necessidade de remoção de parto em casa para o hospital.

A exemplo da Marcha do Parto em Casa, ocorrida no mês de junho, esse protesto foi idealizado a partir da indignação de mulheres nas redes sociais em todo o Brasil, que acreditam que os direitos sexuais e reprodutivos da mulher devem ser respeitados. O objetivo principal desse movimento é chamar atenção da sociedade civil para uma questão mais abrangente, que afeta toda e qualquer mulher que foi ou pretende ser mãe através do sistema de saúde brasileiro, seja público ou privado.

As manifestantes classificam a decisão do Cremerj como arbitrária. O argumento é que as resoluções contrariam a Política Nacional de Humanização da Saúde, diretriz do Ministério da Saúde, além de evidências científicas que comprovam a melhoria da qualidade da experiência do parto e a redução de intervenções médicas desnecessárias quando um parto é assistido por doulas e obstetrizes. As resoluções também seriam contrárias ao próprio Código de Ética Médica, que fala do respeito à autonomia. “Capítulo I, inciso XXI – No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas”.

O Brasil ocupa a primeira colocação mundial em realização de cesarianas. As taxas desse tipo de cirurgia chegam a 52%, superando os 80% em hospitais privados e em alguns chegando a ultrapassar os 90%, em grande parte, sem uma real e justificável indicação clínica, quando o máximo recomendado pela OMS é de 15%. As manifestantes acusam o Cremerj de promover a perpetuação de um modelo violento, que tira o poder e o direito de escolha da mulher, violando assim, seus direitos reprodutivos. Diversos estudos demonstram que as altíssimas taxas de cesáreas em hospitais brasileiros não ocorrem a pedido das mulheres, uma vez que a maior parte delas demonstra preferência por parto normal, sendo conduzidas no decorrer da gestação a mudarem de opinião pelos próprios obstetras.

Decisão da Justiça

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública para anular a decisão do Cremerj e ela foi aceita pelo juiz nesta segunda-feira (30/07). O juiz Gustavo Arruda Macedo, da 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deferiu a ação, o que, em outras palavras, significa que as resoluções estão anuladas. A gestante que quiser garantir o direito ao acompanhamento de doula, parteira ou obstetriz em hospital ou médicos em partos domiciliares deve saber que não está mais impedida.

Posicionamento de outras entidades

O Conselho Federal de Medicina também se posicionou alegando que vai investigar o caso. O órgão se reúne na segunda semana de agosto e pode até vetar as determinações do colegiado fluminense. Já o Ministério da Saúde, instância maior em Saúde Pública no país, reconhece o trabalho das parteiras e das doulas, garantindo, inclusive, dentro das ações desenvolvidas pelo programa Rede Cegonha, a capacitação e qualificação dessas profissionais para atendimento de parto humanizado pelo Sistema Único de Saúde.

Acompanhantes profissionais e evidências científicas

A participação de obstetrizes (profissionais formadas em curso superior de Obstetrícia) e doulas (acompanhantes profissionais de parto, responsáveis pelo conforto físico e emocional da parturiente durante o pré-parto, nascimento e pós-parto) integra o modelo de assistência obstétrica humanizado e centrado na mulher e tem demonstrado resultados até superiores ao esperado. De acordo com a base de dados em saúde Biblioteca Cochrane, em uma assistência promovida por obstetrizes há maiores chances de partos normais espontâneos e sem anestesia, além de maior sensação de controle durante o nascimento do bebê e mais facilidade para dar início ao aleitamento materno.

Em relação às doulas, 21 ensaios clínicos com mais de 15 mil mulheres mostraram que aquelas que receberam esse tipo de suporte relataram maior satisfação com a experiência do parto, tiveram menor duração do trabalho de parto e menor risco de cesariana, entre outras vantagens.

Reivindicações da Marcha

§ Que a mulher tenha o direito de escolher como, com quem e onde deve parir;

§ O cumprimento da Lei 11.108, de abril de 2005, que garante que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar na sala de parto;

§ Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma doula em seu trabalho de parto e parto;

§ Que a mulher, sendo gestante de baixo risco, tenha o direito de optar por um parto domiciliar planejado e seguro, com equipe médica em retaguarda caso necessite ou deseje assistência hospitalar durante o trabalho de parto;

§ Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto;

§ Que a mulher possa ter acesso a métodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;

§ Um basta em relação à violência obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque em demasia, episiotomia (corte na vagina), etc;

§ Que haja fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas;

§ Que haja humanização também na assistência aos recém-nascidos, contra as intervenções de rotina;

§ Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário.

Sobre a escolha pelo parto domiciliar

A escolha pelo parto domiciliar nada mais é do que uma consequência natural de um sistema de saúde que não tem agradado. O crescimento e a curiosidade em torno dessa escolha têm evidenciado a insatisfação das mulheres em relação à assistência obstétrica atual brasileira, que não respeita a autonomia de mãe e bebê em um momento tão importante quanto o nascimento.

Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar. Um deles, realizado na Holanda, analisou quase 680 mil mulheres com gravidezes de baixo risco cujos partos foram atendidos entre 2000 e 2007 e que tiveram chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar. Os resultados demonstraram que houve 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.

A pesquisa concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Outro estudo, realizado entre 2008 e 2010 pela Birthplace in England Collaborative Group, da Inglaterra, analisou cerca de 65 mil mulheres com gestações de baixo risco e os resultados indicaram que não há diferenças significativas de mortalidade e morbidade perinatal em ambientes fora ou dentro de hospitais.

Links para referência:
*http://www.bmj.com/content/343/bmj.d7400
*http://journals.lww.com/greenjournal/Abstract/2011/11000/Planned_Home_Compared_With_Planned_Hospital_Births.11.aspx

Laura Uplinger fala sobre a importância do período pré e perinatal para a humanidade

08/07/2012

(Teaser) Laura Uplinger . Educadora from OBRA Videos on Vimeo.