Archive for the ‘estudos’ Category

Marcy Axness no Brasil

07/02/2013

Com muita alegria a ANEP Brasil está trazendo neste mês de Fevereiro a psicóloga, que coloca em nova perspectiva o desenvolvimento infantil – da pré-concepção à adolescência, escritora e autora do livro “Parenting for Peace”, Marcy Axness. Ela dará cursos e palestras no Rio de Janeiro, Juiz de Fora e São Paulo.

 

Juiz de Fora:

Sábado, dia 16/02, às 15 horas, na Escola Paineira. Foco no tema da adoção e como lidar com diferenças dentro da escola.

CartazPalestraMarcy_web

Segunda-feira, dia 18/02, na UFJF

13:00 às 15:00 – Conferência

“Saúde Primal: o poder dos imprints pré natais. Como o que acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia ”

 

Rio de Janeiro:

Terça-feira, dia 19/02, às 14h na UERJ

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Quarta-feira, dia 20/02, das 10h às 18h na UFRJ, Av. Pasteur, 250 (cartaz abaixo)

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São Paulo:

Workshop Sexta-Feira à tarde, sábado o dia todo e domingo de manhã, 22, 23 e 24/02, na Casa Angela, São Paulo (folder em anexo, Modulo 9 da formação da ANEP). Inscrições pelo site www.anpbrasil.org.br

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Oportunidade única de acessar um conhecimento que pode ajudar a mudar o mundo!

Abraços fraternos,

Carla Machado

Agenda – Rio de Janeiro

12/09/2012

Formação em Pedagogia Waldorf e Medicina Antroposófica

Curso de fundamentação em antroposofia, básico para pedagogia waldorf e medicina antroposófica, para profissionais das áreas de saúde e educação, porém aberto a demais interessados. Início em 19 de outubro, inscrições abertas. Número limitados de vagas.

Informações: http://seminariowaldorfrio.jimdo.com/; inscrições: seminarioriodejaneiro@gmail.com.

Parceiros: Instituto Eco Social: Associação Thalamus e APAM (Associação Pedagógica Michaelis).

Workshop com Claudia Rodrigues 

Cláudia Rodrigues, terapeuta reichiana, no Rio de Janeiro. Todas as informações no flyer. Para informações sobre preços e modalidades de pagamento, fazer contato pelos telefones 22390304 ou 81164141, com Francesca Felici.

Bordado Mágico – bordando a vida enquanto a vida me borda

“Encontros mensais em que o bordado nos reúne para dar corpo, significado e cor às emoções e aos sonhos que entrelaçam, revelam e bordam o viver.”

Grupo já iniciado, contatos para informações e inscrições no folder.

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Nove meses para salvar o mundo

26/06/2012

Por  Carla Machado

O principal tema de toda a conferência Rio+20 é como deter a poluição e criar um ambiente saudável para todos e para a Terra. A resposta para essa pergunta é simples: parar de gerar os poluidores. O útero é a primeira casa que os seres humanos habitam. Sabe-se que todo início, não só tem força, como é determinante. O “imprint” poderoso do início da vida é um fractal da trajetória da existência de um indivíduo. O que é vivido desde os primeiros instantes da vida física no planeta, e isto inclui a concepção, é como um rastro de pegadas no cimento fresco, difícil de apagar.

Na 6ª feira, dia 15/6, de manhã, na sala T4 do RioCentro, foi realizado um painel com presenças notáveis na mesa e na audiência, que debateram e demonstraram quão importante é este tema para o futuro.

O Dr. Michel Odent, médico francês, fundador do 1º centro de pesquisa em saúde primal, autor de 12 livros, foi um dos palestrantes para explicar como a forma invasiva e desrespeitosa de lidar com a saúde da gestante e, portanto, do bebê que ali iniciou sua vida na Terra, se instalou na sociedade disfarçada de cuidado e atenção.

A representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações Nacionais de Educação Pré-Natal), Julie Gerland, falou do poder que a natureza outorgou à mulher gestante de formar o futuro habitante do planeta e que todo investimento feito em prol do bem estar e da alegria dela se traduz numa enorme economia para as nações.
As crianças assim gestadas, com sua neurofisiologia respeitada, tem um cérebro hígido (saudável, robusto) e são predispostas à empatia, criatividade, compaixão e respeito pela vida (Kinship with all life) em todas as suas formas.

A presidente da FEFAF (Fédération Européenne des Femmes Actives en famille), ONG Internacional co-sponsor do painel, a sueca Madeleine Wallin, mãe de cinco filhos, falou da importância da presença da mãe no lar durante a primeira infância de seus filhos, garantindo uma base harmoniosa para o desenvolvimento deles. Isso só é possível em larga escala mediante uma sociedade que saiba valorizar a função materna, que no passado foi vivida como obrigação e único caminho para as mulheres e hoje já é uma opção de caminho consciente adotada por várias famílias na Europa e no mundo.

O embaixador Carlos Moreira Garcia, presidente da ECO92, esteve presente na exposição e endereçou à Madeleine uma pergunta sobre como a economia sueca resolveu esta questão da mulher mais presente no seu papel de mãe e, portanto, menos disponível para o (mercado de) trabalho externo. A presidente da FEFAF, Madeleine, respondeu exemplificando uma das possíveis soluções que é a adoção de uma jornada de trabalho de meio período durante estes primeiros anos de vida dos filhos, que pode ser compensada por um acréscimo proporcional de tempo de serviço antes da aposentadoria, que ocorreria num período em que a presença da mulher não é mais tão vital na criação dos filhos.

Outra colocação feita pelo embaixador sobre a quantidade de elementos tóxicos presentes no útero que o bebê vai habitar, oriundos da poluição e da alimentação com presença de defensivos agrícolas e hormônios, é bem respondida pelo conteúdo do livro de Michel Odent “Birth at the age of plastics”. Lá ele fala sobre a quantidade excessiva de, por exemplo, estrogênio, oriunda de hormônios artificiais injetados nos alimentos, que pode prejudicar, sobretudo, os indivíduos do sexo masculino em sua futura sexualidade, já que o estrogênio é um hormônio predominantemente feminino. Também expõe sobre a quantidade de resíduos plásticos encontradas no cordão umbilical, devido também as soluções intravenosas embaladas em plástico, que são gotejadas por longos períodos (até 36 horas) durante o trabalho de parto.

A célebre frase de Michel Odent bem resume a mensagem dada neste painel “para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”.

Espera-se que a sociedade desperte para a importância de preservar o primeiro ambiente do ser humano, o útero, para que ele então possa seguir o exemplo e respeite naturalmente a nossa casa em comum: o planeta Terra.

Pré-Concepção, o trabalho com quarto correntes – parte 1

28/04/2012

por Paula Magalhães Fritsch

(tradução livre da palestra de Natacha Kolesar,  aula numero 6 – 4 Novembro 2005, Canadá)

Parte 1

Hoje a humanidade enfrenta grandes problemas: O primeiro é a poluição, o segundo é com relação a educação e a partir deste seguem vários problemas como a violência, crueldade, prostituição, etc…

Nós tentamos achar a chave para resolver todos esses problemas e não apenas repará-los  construindo hospitais, prisões, instituições psiquiátricas, casas para prostituição.

A humanidade não desenvolveu as qualidades necessárias e especialmente a visão necessária do seu próprio futuro.  Então hoje, nós precisamos descobrir como resolver esses problemas, não por apenas 20 anos, 2 anos ou ate 200 anos mas sim como eliminá-los e erradicá-los para sempre.

Com um pouco de conhecimento nós podemos achar esta resposta, talvez leve gerações para conseguirmos eliminar esses problemas mas isso não importa. É melhor trabalhar com este achado do que sofrer constantemente e internamente com nossos problemas.

Nós sabemos que viemos a Terra para uma escola e cada escola tem seu programa e este programa tem que ser cumprido. Este programa foi preparado por alguém que sabe o que seus alunos precisam aprender. Então viemos a Terra com um certo programa/propósito mas nós não sabemos deste programa porque por enquanto a consciência humana ainda está em um nível imaturo. Nós nunca aprendemos sobre estrutura cósmica, leis cósmicas ou princípios cósmicos – como tudo funciona no Universo. Mesmo aceitando que nossa consciência não é  muito desenvolvida se formos bons observadores iremos notar e aprender como tudo funciona na natureza.

Da mãe Terra nós recebemos a comida e se observarmos um simples fazendeiro que trabalha na terra, nós notaremos que ele primeiro prepara o solo para depois plantar as sementes. A semente vai trazer a comida, mas antes é necessário preparar o lugar, as condições e o que mais for necessário para o desenvolvimento da semente.

Se soubéssemos um pouco sobre a lei de correspondência poderíamos notar similaridades, como por exemplo, o ser humano. Para conceber um ser humano também deve haver uma “semente” e a partir desta “semente” (que podemos chamar de célula – uma célula) o ser humano se desenvolve. Mas como preparamos as condições, o solo? E como sabemos quem deve estar envolvido nesta preparação?

Um dia quando aprendermos sobre princípios cósmicos nós saberemos que primeiramente existiu um principal princípio como a fonte de tudo – o princípio da vida. Desta fonte de vida eterna as energias, os elementos fluíam em direção a cada criatura no Universo que acolhiam e nutriam tudo para depois começar a preparar o fruto, começar a se multiplicar e florescer. 

Este princípio simples vai da mesma maneira que concebemos a célula. A célula é dividida em duas partes, então, a partir deste princípio, a mesma vida é constantemente eterna, mas para se manifestar são necessários dois lados, duas direções diferentes e duas expressões diferentes. A primeira é a transmissora da vida, da “semente”.  Poderíamos chamar de criador, mas na verdade nós não criamos a semente, nós somente a transmitimos para um ambiente e uma condição especial. Então enquanto aqui na Terra por um lado seremos transmissores por outro lado seremos receptores para que, desta forma, permitamos que a semente se desenvolva, cresça e se manifeste.

Então, um princípio simples, o principio da vida irá se dividir em dois e manifestar suas forças diferentemente – uma irá transmitir vida e a outra irá recebê-la e preenchê-la com qualidades e diferentes elementos – duas manifestações.  Aquela que está oferecendo, que está transmitindo a vida,nós chamamos de princípio masculino emissivo. Enquanto que a outra que está recebendo nós chamamos de princípio feminino receptivo.

No plano físico nós temos vários reinados mas, por enquanto, o mais alto reinado é o reinado humano e a razão para isso é que enfrentamos grandes dificuldades. Isso mostra que não respeitamos a corrente da vida, não observamos como funciona a natureza e não criamos as condições e circunstâncias necessárias para manifestar esta vida harmoniosamente com saúde, paz, amor, etc… Nós deixamos alguma coisa passar e por isso hoje não sabemos como lidar com estes grandes problemas que enfrentamos.

Atualmente, para transmitir vida nós precisamos de duas expressões de vida divina: uma masculina e a outra feminina e para isso instituímos na Terra o que chamamos de família. A família, que no inicio eram apenas dois representantes da corrente divina de vida; masculina e feminina, irão criar condições necessárias para transmitir vida – então o que chamamos de família, ou melhor denominado no início de casal, tem a chave para transmitir a vida corretamente e o que precisam antes de transmitir esta vida é o mesmo que o fazendeiro precisa fazer antes de plantar uma semente – preparar o solo.

Primeiramente o fazendeiro precisa escolher a semente e obviamente ele vai querer a melhor semente que existe, analogamente, nós temos a possibilidade de escolher atrair, imaginar, pedir, rezar pela melhor alma que queremos atrair.

Estes dois princípios  (o casal) precisam saber o que está envolvido no processo de preparação,o que devem fazer antes da concepção, no momento da concepção,  no momento que o fazendeiro planta a semente na terra. Ele pode plantar a semente quando está tudo coberto de neve? É claro que não. Para plantar a semente é necessário ter boas condições do solo que tem que ser preparado antes. 

Toda a vida no Universo existe devido a uma Lei. Quando os dois princípios, masculino emissivo e o feminino receptivo, começam a manifestar a vida, deve-se ter troca constante entre eles, que irão formar o corpo. Se não tiver nenhuma troca ou se em algum momento a troca é interrompida então a vida não fluirá corretamente – possa ter talvez uma pequena corrente mas não será suficiente para a semente que será plantada em algum lugar.

Então a primeira coisa a saber é que a base para se ter vida no Universo é a lei de trocas – se não há trocas é impossível continuar corretamente, harmoniosamente com o princípio da vida.

Então se os pais são, simbolicamente, bons fazendeiros, se eles tem um objetivo de um dia plantar uma semente, isto é, de conceber uma vida,  eles tem que saber que primeiramente existe uma condição absolutamente necessária,  que deve haver a constante troca entre eles, os representantes da vida divina.  Se a humanidade não aceitar esta estrutura de troca nós nunca poderemos mudar o que esta acontecendo agora. 

Um princípio se tornando dois para manifestar esta vida. Um está transmitindo enquanto o outro está formando o corpo e depois, entre estes dois princípios existe uma constante troca que é a lei da vida no Universo.

Se não existe troca entre as estrelas, entre os planetas, eles não podem existir . Se a humanidade hoje enfrenta estas incríveis dificuldades, isso significa que na lei das trocas nós esquecemos alguma coisa muito importante.

Para um ser humano existe uma coisa extremamente concreta de como a lei das trocas funciona;  no que os pais tem que “trazer”; no que eles precisam  preparar na psique da família/casal para gerar um ser harmonioso. Esta preparação precisa de um certo tempo como que para o fazendeiro é necessário um certo tempo para preparar o campo. Entretanto, a parte inconsciente humana não liga para isso. Eles colocam a semente sem nenhuma preparação e depois eles querem ter filhos maravilhosos, gênios, santos, etc… Mas isso é impossível, vai contra a lei da natureza.

Desta forma, a preparação do nível psíquico é muito importante.  Não é o quarto do bebê que precisamos preparar primeiro, é o campo psíquico porque nele existem pensamentos, sentimentos vindos da mãe e do pai e eles tem que preparar alguma coisa extremamente concreta que a criança vai receber. 

Como preparar o nível psíquico?  Cada casal começa a construir um tipo de “reservatório”; reservatório de energias, sentidos pelo lado do pai e da mãe. Os pais vão transmitir correntes – irão preparar fios completos (que podem ter diferentes qualidades).
Como preparar estes fios para a futura criança?

O pai irá transmitir o fio da consciência e por muitos meses ele tem que prepará-lo. Quando a criança nasce, esta corrente de consciência será enraizada/ plantada no centro da cabeça da criança na glândula pineal.  Se o fio for de primeira qualidade a criança será o máster do iniciado. Se o fio for de segunda qualidade ela será um santo, um místico. Se o fio for de terceira qualidade ela será um gênio; se o fio for da próxima qualidade ela será talentosa e da próxima será um homem comum e finalmente se for de última qualidade será um criminoso, mas o pai pode melhorar trazendo elementos dos seus antecessores e, mesmo se não tiver boas qualidades em seus antecessores, ele pode pedir para santos para emprestarem essas qualidades. O pai prepara a corrente da consciência, que é poder masculino e se a criança é mentalmente retardada, não existe doença mental, é apenas fraqueza nesta corrente.

O pai prepara esta corrente de consciência especialmente nos 3 primeiros meses dos 9 meses que antecedem a concepção, então os primeiros 3 meses estão conectados com este trabalho – claro que ambos os pais podem meditar e imaginar mas especialmente o poder psíquico do pai que vai dar o elemento do sistema nervoso e respiratório. Então, através desta corrente de consciência que está conectada com o elemento cósmico receberemos por toda a nossa vida o ar por exemplo – O sistema nervoso irá nos conectar com os níveis altos e o sistema respiratório irá nos conectar com a atmosfera e os elementos cósmicos e o sistema nervoso corresponde ao fogo e o sistema respiratório  ao ar – ambos elementos são masculinos.

Então o pai prepara durante os 9 meses, mas especialmente os primeiros 3 meses destes 9 meses antes da concepção, o campo mental da criança e para funcionar bem, ele precisa preparar bem o solo. A criança vai conviver com isso para o resto da vida. Através desta corrente e deste solo o pai vai transmitir também para criança uma coisa menos visível que é o poder masculino e este poder masculino irá fluir pela coluna espinhal e vai dar para a criança estabilidade.  Nós não podemos medir isso cientificamente, mas existe.

 Por que alguns seres humanos são mais estáveis e seguros que outros? Esses seres não precisam de toda a segurança ou de todos os seguros para realmente se sentir seguro.  Hoje em dia podemos observar que todo o país/o mundo está trabalhando com o objetivo de se ter mais segurança.  Por que precisamos, no século 21, deste incrível arsenal de segurança? A resposta é porque ninguém no mundo ou apenas muitos poucos estão recebendo de seus pais esta estabilidade. O poder da força masculina, independente se o filho é menino ou menina, é muito importante para que a criança se sinta segura na Terra, se sinta plena, com confiança nela e no poder da vida.

(a continuar)

Os melhores momentos do módulo Concepção Consciente!

27/05/2011

Post, fotos e artes por Bia Fioretti

 Nos dias 13, 14 e 15 de maio, foi o segundo módulo da formação em Educação Pré-Natal da ANEP – Brasil, na Casa Ângela, em São Paulo, essa edição tivemos a presença da Laura Uplinger, Carla Machado e a Dra. Eleanor Luzes.

Laura Uplinger é educadora no campo de consciência pré-concepção, pré-natal e perinatal e nos trouxe muitos conceitos:

 • “Existe em nós a memória do ser de como fomos concebidos”. 

Depois ela propôs que todas sugerissem características da importância da Concepção Consciente e o grupo chegou a essa definição:  “porque a gente gostaria de dar ao mundo, um ser amoroso, solidário inteligente, espontâneo, pacifico, justo, forte e generoso, um ser belo”.

• Dra Eleanor M. Luzes trouxe uma questão interessantíssima que é o grande tabu da sociedade é falar sobre concepção, até na arte o tema é pouco explorado

A Carla Machado iniciou o Sábado com uma vivência prática com o tema o “ O masculino e feminino dois pólos, a eletricidade e a luz”. Qualquer ser biológico tem um pai e uma mãe, pra surgir a inteligência cósmica houve o masculino e feminino.

Depois disso cada uma das participantes do grupo partilhou experiências muito ricas.

• A Luciana Herrero, Aninhare falou do seu projeto com a amamentação “Por trás de um bebê está uma mãe, por trás de uma mãe está um pai e de um pai um ambiente… a gente acompanha a amamentação da mãe e o pai também aprende” 

 A  Laura  continuou:

• “Quando a mulher está gestando ela esta dando uma qualidade pra cada um dos tecidos pra cada um dos órgãos do bebê.”

• A barreira placentária não existe para proteger o bebe da mãe, as emoções da mãe atravessam a placenta, e tudo que chega ao bebe chega amplificado, o que seria uma xícara de café para mãe vira uma dose enorme para o bebê.

• A mãe deve dedicar todos os momentos de ouro pra criança, ao invés de ficar zangada por 3 dias, ela sugere que resuma esse estado pra apenas 3 horas, ou se conseguir reduza por 3 minutos, assim o bebê não será vitimas de nossos estados internos e não sofrerá com isso.

“A vida trabalha dentro da gestante,

o corpo humano não faz a vida, ele é feito para abrigar a vida.

A vida é um milagre que não temos o poder de dár-lo.

O que a mãe faz é uma entrega para receber a vida

é uma oferenda de 2 corpos que estarão unidos”.

Divulgando: Nova Medicina em São Paulo – 14 e 15 de maio

09/05/2011

A medicina deu o maior avanço da História, A DESCOBERTA DO MILÊNIO! Agora se sabe o fundamento do mecanismo do adoecimento e cura do corpo, com comprovação científica e com gigantesca casuística de sucesso na Europa, América e agora no Brasil.

Tenha o conhecimento de como sua biologia se manifesta e escolha VIVER COM SAÚDE PARA VIVER A VIDA!


Atenção ao Nascimento Normal – Guia Prático – Classificação de Condutas

26/04/2011

Care in Normal Birth – Practical Guide. Íntegra da publicação em inglês aqui.

* Recomendações do grupo de trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS), Unidade de Saúde Materno Infantil, Segurança maternal, Saúde Familiar e Reprodutiva. Genebra, 1997. Baseadas em evidencias científicas obtidas através de pesquisas feitas no mundo todo.

CATEGORIA A:

PRÁTICAS DEMONSTRADAMENTE ÚTEIS E QUE DEVEM SER ESTIMULADAS:

 · Plano individual determinando onde e por quem o nascimento será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação e comunicado a seu marido/companheiro e, se aplicável, a sua família;

· Avaliação do risco gestacional durante o pré-natal, reavaliado a cada contato com o sistema de saúde e no momento do primeiro contato com o prestador de serviços durante o trabalho de parto, e ao longo deste último;

· Monitoramento do bem-estar físico e emocional da mulher durante trabalho e parto e ao término do processo de nascimento;

· Oferta de líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto;

· Respeito à escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações;

· Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante;

· Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto;

· Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto;

· Respeito à escolha da mulher sobre seus acompanhantes durante o trabalho de parto e parto;

· Fornecimento às mulheres sobre todas as informações e explicações que desejarem;

· Métodos não invasivos e não farmacológicos de alívio da dor, como massagem e técnicas de relaxamento, durante o trabalho de parto;

· Monitoramento fetal por meio de ausculta intermitente;

· Uso de materiais descartáveis apenas uma vez e descontaminação adequada de materiais reutilizáveis, durante todo o trabalho de parto e parto;

· Uso de luvas no exame vaginal, durante o parto do bebê e no manuseio da placenta;

· Liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto;

· Estímulo a posições não supinas durante o trabalho de parto;

· Monitoramento cuidadoso do progresso do parto, por exemplo por meio do uso do partograma da OMS;

· Administração profilática de ocitocina no terceiro estágio do parto em mulheres com risco de hemorragia no pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência da perda de até uma pequena quantidade de sangue;

· Condições estéreis ao cortar o cordão;

· Prevenção da hipotermia do bebê;

· Contato cutâneo direto precoce entre mãe e filho e apoio ao início da amamentação na primeira hora após o parto, segundo as diretrizes da OMS sobre aleitamento materno;

· Exame rotineiro da placenta e membranas ovulares;

 CATEGORIA B:

PRÁTICAS CLARAMENTE PREJUDICIAIS OU INEFICAZES E QUE DEVEM SER ELIMINADAS:

· Uso rotineiro de enema;

· Uso rotineiro de tricotomia;

· Infusão intravenosa de rotina no trabalho de parto;

· Cateterização venosa profilática de rotina;

· Uso rotineiro de posição supina (decúbito dorsal) durante o trabalho de parto;

· Exame retal;

· Uso de pelvimetria por Raios-X;

· Administração de ocitócitos em qualquer momento antes do parto de um modo que não permite controlar seus efeitos;

· Uso de rotina da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto;

· Esforço de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o 2º estágio do trabalho de parto;

· Massagem e distensão do períneo durante o 2º estágio do trabalho de parto;

· Uso de comprimidos orais de ergometrina no 3º estágio do trabalho de parto, com o objetivo de evitar ou controlar hemorragias;

· Uso rotineiro de ergometrina parenteral no 3º estágio do trabalho de parto;

· Lavagem uterina rotineira após o parto;

· Revisão uterina (exploração manual) rotineira após o parto;

CATEGORIA C:

PRÁTICAS EM RELAÇÃO AS QUAIS NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS SUFICIENTES PARA APOIAR UMA RECOMENDAÇÃO CLARA E QUE DEVEM SER UTILIZADAS COM CAUTELA ATÉ QUE MAIS PESQUISAS ESCLAREÇAM A QUESTÃO:

 · Métodos não farmacológicos de alívio de dor durante o trabalho parto, como ervas, imersão em águas e estimulação dos nervos;

· Amniotomia precoce de rotina no primeiro estágio do trabalho de parto;

· Pressão do fundo durante o trabalho de parto;

· Manobras relacionadas à proteção do períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto;

· Manipulação ativa do feto no momento do parto;

· Uso rotineiro de ocitocina de rotina, tração controlada do cordão, ou sua combinação durante o 3º estágio do trabalho de parto;

· Clampeamento precoce do cordão umbilical;

· Estimulação do mamilo para estimular as contratilidades uterina durante o 3º estágio do trabalho de parto.

CATEGORIA D:

PRÁTICAS FREQUENTEMENTE USADAS DE MODO INADEQUADO:

 · Restrição hídrica e alimentar durante o trabalho de parto;

· Controle da dor por agentes sistêmicos;

· Controle da dor por analgesia peridural;

· Monitoramento eletrônico fetal;

· Uso de máscaras e aventais estéreis durante a assistência ao trabalho de parto;

· exames vaginais repetidos ou freqüentes, especialmente por mais de um prestador de serviço;

· Correção da dinâmica com utilização de ocitocina;

· Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto;

· Cateterização da bexiga;

· Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a mulher sinta o puxo involuntário;

· Adesão rígida a uma duração estipulada do 2º estágio do trabalho de parto, como por exemplo uma hora, se as condições da mãe e do feto forem boas e se houver progressão do trabalho de parto;

· Parto operatório;

· Uso liberal e rotineiro de episiotomia;

· Exploração manual do útero após o parto.

Divulgando: evento sobre humanização na Câmara Municipal de São Paulo

04/04/2011

No dia 06/04 – quarta-feira próxima, às 13 horas, na Camara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 – Metro Anhangabaú) – 8º andar – Salão Nobre – acontecerá um evento importante que tratará do Parto Humanizado. Nesta ocasião o Prof. Gustavo Venturi – Professor da USP – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas apresentará pesquisa em parceria com a Fundação Perseu Abramo sobre a violencia no parto – matéria recentemente veiculada na Folha de S.P. – que despertou muitas reflexões nos diversos cenários de assistencia ao parto e entre os profissionais e usuários dos serviços de saúde. A pesquisa será apresentada e debatida por especialistas envolvidos com a formação de profissionais para a assistencia ao parto e por gestores de serviços e organizações publicas. Entre eles: Profa. Dra. Nadia (Curso de Obstetricia); Dra. Anke Riedel (Casa Angela); Dra Ma. Aparecida Orsini (Coordenadora do Programa Mãe Paulistana) e, representante do governo federal que falará sobre o projeto Rede Cegonha (a confirmar). A organização e coordenação Vereadora Juliana Cardoso e assessoria.

Convidamos a todos e todas para participar desta atividade e marcar presença nas discussões acerca do cuidado à mulher durante o processo de parto.

Divulguem! A entrada é franca!

Divulgando: curso de Nova Medicina – Rio de Janeiro

31/03/2011