Archive for the ‘concepção consciente’ Category

Marcy Axness no Brasil

07/02/2013

Com muita alegria a ANEP Brasil está trazendo neste mês de Fevereiro a psicóloga, que coloca em nova perspectiva o desenvolvimento infantil – da pré-concepção à adolescência, escritora e autora do livro “Parenting for Peace”, Marcy Axness. Ela dará cursos e palestras no Rio de Janeiro, Juiz de Fora e São Paulo.

 

Juiz de Fora:

Sábado, dia 16/02, às 15 horas, na Escola Paineira. Foco no tema da adoção e como lidar com diferenças dentro da escola.

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Segunda-feira, dia 18/02, na UFJF

13:00 às 15:00 – Conferência

“Saúde Primal: o poder dos imprints pré natais. Como o que acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia ”

 

Rio de Janeiro:

Terça-feira, dia 19/02, às 14h na UERJ

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Quarta-feira, dia 20/02, das 10h às 18h na UFRJ, Av. Pasteur, 250 (cartaz abaixo)

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São Paulo:

Workshop Sexta-Feira à tarde, sábado o dia todo e domingo de manhã, 22, 23 e 24/02, na Casa Angela, São Paulo (folder em anexo, Modulo 9 da formação da ANEP). Inscrições pelo site www.anpbrasil.org.br

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Oportunidade única de acessar um conhecimento que pode ajudar a mudar o mundo!

Abraços fraternos,

Carla Machado

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9º Modulo da Formação em Educação Prenatal da ANEP Brasil

04/01/2013

“O poder dos imprints prenatais” – Como o que nos acontece na vida intrauterina fica registrado em nossa biologia

Com Marcy Axness, palestrante internacional, autora do livro “Parenting for Peace”

De 22 a 24 de Fevereiro de 2013, na Casa Angela.

Lembramos que os módulos são independentes!

Inscrições pelo site: www.anepbrasil.org.br

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Programa:

Essa classe explora a experiência humana da pré-concepção ao final da gestação, com ênfase no imprint da jornada da concepção – uma perspectiva biodinâmica e fenomenológica do desenvolvimento embrionário. Quando se estabelece a primeira relação com a mãe? O que sabemos sobre a saúde neurofisiológica, emocional e mental do nascituro? Quais os fatores de risco (uso materno de álcool e drogas, angústia, prematuridade etc.)? Será explorado o espectro de influências pré-natais, das mais favoráveis às mais traumáticas, e como elas afetam o desenvolvimento do Self autêntico do futuro adulto.

Sexta-feira 22 de fevereiro

Da pré-concepção à concepção:

    • Inteligência celular / Efeitos da consciência
    • Implantação
    • Implicações das tecnologias de reprodução

Sábado 23 de fevereiro

Do embrião ao bebê:

    • Vivência
    • Consciência no 1o. trimestre, imprints e traumas
    • Consciência no 2o. trimestre, imprints e traumas

Domingo, 24 de fevereiro

Desenvolvimento no 3o. trimestre de gestação:

  • Consciência no 3o. trimestre, imprints e traumas

Marcy Axness, PhD, é americana, especialista no desenvolvimento humano primal, conferencista internacional em temas como apego, adoção, maternidade prenatal e neurobiologia interpessoal. É autora de Parenting for Peace: Raising the Next Generation of Peacemakers, publicado em 2012. Uma das blogueiras principais em Mothering.com, foi entrevistada em vários filmes e documentários sobre adoção, desenvolvimento prenatal e educação waldorf. Dr. Axness atende em seu consultório pais e mães em progresso. Antes de se tornar mãe, ela foi nomeada para um Emmy e recebeu vários prêmios como escritora e produtora de documentários televisivos para CBS News, Disney Channel, Life Time, Show Time e outros. Ela considera, no entanto, que sua realização mais importante é a de ter oferecido ao mundo dois “peacemakers” – seus filhos Ian e Eva, ambos no início de sua idade adulta. Mais informações em http://marcyaxness.com/.

Esperamos por você!

Abraços,

Carla Machado e equipe ANEP

WORKSHOPS COM JULIE GERLAND NO RIO DE JANEIRO E EM SÃO PAULO

26/11/2012

TEMA: SER PAI E SER MAE DE MANEIRA HOLISTICA, UMA MUDANCA DE PARADIGMA NA PREPARACAO PARA A PRE-CONCEPCAO, GESTACAO, PARTO E VINCULACAO: COMO OS PAIS PODEM MUDAR O MUNDO!

Os seguintes tópicos serão abordados:

  • Maternagem, a profissão mais antiga do mundo
  • O que deu errado, como chegamos ao ponto em que estamos
  • Compreendendo a mudança de paradigma essencial para o início da vida
  • Preparação para pré-concepção
  • Gestação
  • Parto/Nascimento
  • Vinculação
  • Como pais podem mudar a si próprios, seus filhos e o mundo

Dra. Julie Gerland (Dra. em Medicinas Holísticas) é fundadora do pioneiro programa holístico para pais: Da Pré-Concepção ao Nascimento e Além. Julie oferece assistência a futuros pais de diversos países que viajam à França para atender a seu programa. Ela também treina profissionais para se tornarem educadores pré natais holísticos. Julie é coautora, palestrante internacional e ativista, e atualmente a representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré-Natal) junto a Organização das Nações Unidas. 

DATAS: QUARTA 28/11/12 ( havera traducao simultanea feita por Laura Uplinger) ou
               SABADO 01/12/12 (havera apoio na traducao feita por Ana Carla Ribeiro e Flavia Neto)
               SEGUNDA 03/12/12 ( em SP, na Casa Angela)
HORARIOS: 9:30 – 17:30.
LOCAL: INSTITUTO AURORA
               Praia do Flamengo 66, bloco B, Sala 914 e 916, Flamengo.
VALOR: R$80,00 (antecipado ate 26/11/12)
               R$100,00 (apos esta data)
O deposito podera ser feito:
Banco Bradesco
Ag: 0227
Conta: 102405-1
CPF: 869.414.457-34
 Carla Maria Garcia Machado
Enviar o comprovante para: anacarlalr@yahoo.com.brmacerap@gmail.com,renatamatteoni@gmail.com ou levar no dia.
Por favor, ligue para 8885-8650 e confirme o deposito e em qual dia ira participar, pois podemos oferecer apenas 25 vagas por dia.

21o. Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes

17/11/2012

Acontece no próximo final de semana, no Rio de Janeiro, a 21a. edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, organizado pela Professora Fadynha.

Esse ano teremos Carla Machado, presidente da ANEP Brasil, participando de duas mesas: a primeira, sobre simplicidade no nascimento e o impacto das intervenções abusivas em futuras gerações, ao lado da inspiradora Laura Uplinger e do pediatra especialista em aleitamento Marcos Renato de Carvalho; a segunda, ao lado de Julie Gerland, representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré Natal), entidade com caráter consultivo junto à ONU, cujo tema será “Trajetória de sucesso: a concepção consciente gera uma boa gravidez, que gera um bom parto, que gera um ser humano equilibrado”.

O Encontro debaterá também políticas públicas, direitos humanos, ativismo e a proposta de sustentabilidade e cultura não consumista no parto/nascimento.

Reproduzimos, abaixo, a mensagem da Professora Fadynha:

É com imensa alegria que chegamos à 21ª edição de mais um Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, um dos mais expressivos do gênero, na América Latina. Escolhemos o tema O Nascimento na Luz da Simplicidade: Impactos Sobre o Futuro do Ser Humano para fomentarmos a discussão sobre um dos aspectos mais importantes dentro dos temas sustentabilidade e ecologia: a vida de uma criança – sua chegada a este mundo, a forma como é concebida e gestada – como base para uma humanidade verdadeiramente saudável e fraterna. Este é um tema desafiador, pois compreender o início da vida como período determinante para o futuro do planeta é um convite para uma das maiores mudanças de paradigma deste século XXI.

Este ano, contamos com palestrantes tradicionalmente amigos do Encontro, entre eles, Carla Machado, Educadora Pré-Natal e Presidente da Anep Brasil, Laura Uplinger, psicóloga pré e perinatal, Daphne Ratner, Presidente da ReHuNa, os obstetras Marcos Dias, Claudio Paciornik e Marcos Leite. Pela primeira vez teremos a fala da terapeuta inglesa Julie Gerland, membro da OMAEP, órgão de caráter consultivo junto à ONU sobre assuntos que envolvem a infância e educação pré-natal.

Como acontece sempre, abrigaremos com entusiasmo o Encontro Nacional de Doulas e mais uma Plenária da ReHuNa. Confiram a programação que inclui workshops, mesas redondas, palestras, mostras de filmes, rodas de bate-papo, prática de shantala, entre outras atividades. Agradecemos a todos que, de alguma forma, colaboraram para a realização deste Encontro, por amor às crianças, às mulheres, aos homens, ao planeta Terra.

Sejam muito bem-vindos!
Fadynha

Birth in 4012

05/11/2012

Por Laura Uplinger

˜A text about “Birth in 4012” for the closing plenary session of The Mid-Pacific Conference on Birth and Primal Health Research˜

The times we enjoy today in 4012 were only a utopia in previous civilizations. For millennia, love had been diseased – love for self as well as love for others. That essential kernel of self-esteem had never been collectively addressed and nurtured; it had never truly blossomed in any nation. Yes, throughout the ages there had been individuals whose hearts and minds had flourished without ever betraying life, who were prone to kinship with all. But they were not many. 

Prisons were full; abuse, betrayal, greed, war, crime and indifference were common plagues among governing elites. Always a foul thirst to diminish and control others in order to feel better.

However, towards the end of the 20th century and into the first decades of the 21st, diverse branches of science shed galaxies of light on the genesis of a wholly healthy human being, confirming what many sacred wisdom traditions had taught since the dawn of time.

The intricate physiological orchestration of our development in the womb was finally understood, appreciated and respected! Babies were given better and better conditions to grow robust and resilient organs – especially the brain – thanks to the optimal biochemistry and nutrients flowing in their mother’s blood.

In schools and universities, students of all ages learned about nature’s plan for a fulfilling primal period. All over the world, governments started waking up to the simple yet grand reality that every pregnant woman needs above all to eat well, feel joy and be inspired by beauty.

For the first time in over 12,000 years, societies began dedicating important financial and cultural resources to the wellbeing of pregnant women, in order to protect this decisive stage of parenting. For the first time in all those millennia the powers that be got it: Mothers birth civilizations.

The 21st century saw the start of the centers we enjoy today in cities, suburbs, and remote villages. Gathering places built in gorgeous parks where expectant mothers walk in nature, sing together, rest, weave, paint, read, dance, swim… enjoying an exquisite and joyful synergy among the wee inhabitants of their pregnant bellies.

As humanity learned how receptive we are to the inner world of our parents, that the integrity our adult body and its trillions of cells begins in the loving nature of their sexual embrace, unplanned pregnancies became increasingly rare. Even the months leading up to the conception started to be consciously lived.

Oh, and I have to tell you about birth! The ignorance that had marred most of birth practices slowly receded and died. The unbridled use of technological intervention – finally recognized as counterproductive at best and abusive at worst – peaked in the early 21st century. Once and for all, “experts” left laboring mothers undisturbed, trusting their bodies’ wisdom. Quiet and privacy were embraced as the primary facilitators of easy childbirth.

The decade of the 2050s marked a turning point when the first generation of the wellborn ones attained maturity. They grew up to be teachers, artists, merchants and policy makers of a different breed. Their presence on earth instilled more creativity, empathy, flexibility, social intelligence and resilience into the marrow of the human family.

They began to have their own children, and the benefits of investing in primal health were revealed to be exponential improvements across generations. People lived longer and enjoyed greater wellbeing. Breastfeeding became an uncontested and universal practice as wet nurses and formula faded into oblivion. Prisons, psychiatric hospitals and NICUs, began closing their doors. Artificial borders between nations were declared obsolete.

Well, this is how we reached the Golden Age that our ancestors so deeply longed for, and so tirelessly worked to realize. 

7o. módulo da formação: Parto e Psico-História

20/08/2012

Por Sandra Sisla, Renata Matteoni e Thais Barral

O módulo 7 seguiu com a história e os nascimentos dos nossos antepassados e as influências de nossa história política, social e eventos mundiais.

Pudemos vislumbrar, com assombro, o percurso da humanidade sob a perspectiva dos modos de nascer e educar as crianças segundo pesquisas de psico-historiadores como Robin Grille e Lloyd De Mause.

Fatos nada agradáveis de ouvir, porém de importância fundamental para transformar o paradigma dos nascimentos e educação das crianças pequenas para uma humanidade mais fraterna. Para mudar, só através da consciência, avisou Eleanor Luzes.

Ficou bem clara neste módulo a importância de cuidar destes primeiros momentos de recepção do ser humano na vida, desde a concepção até os 3 anos, período onde todos os valores base do individuo são formados.

O aprendizado começa desde antes da concepção; a forma como é concebido, gestado  e parido, as vivências e  os sentimentos  dos pais ficarão impregnados na memória celular, influenciando ao longo da vida.

Apesar de a humanidade evoluir e de alguma forma melhorar, os partos da atualidade deixam muito a desejar. O que vemos são intervenções desmedidas que atrapalham toda a orquestra hormonal natural, interferindo na amamentação e vínculo.

Eleanor expôs sobre o impacto das intervenções  atuais nos partos – oxitocina sintética, anestesia, episiotomia, incubação, fórceps, cesariana – sobre os comportamentos da geração dos anos 1970/ 80 pra cá, e nos assustamos; identificamos nossos filhos com os sintomas.

Ao compartilhar sua vivência pessoal, comentou que sempre, sem exceção, se emocionou ao acompanhar nascimentos. E Laura Uplinger sabiamente nos lembrou do sagrado, sempre presente na chegada de seres a esse mundo, ainda que aconteça de forma violenta ou pouco respeitosa.

Laura e Carla Machado, em suas falas, nos lembraram que existe luz no fim do túnel: do ponto de vista individual sempre é possível reprogramarmos nossas histórias, desatar nós e nos prepararmos antes mesmo da concepção para uma recepção amorosa, contribuindo assim para uma humanidade mais fraterna.

Depois de dois dias de intenso pensar e repensar, e de vivenciarmos internamente as catarses e emoções mais profundas, na linda manhã de domingo recebemos a doce voz da diretora da Casa Ângela, Anke Riedel.

Anke nos brindou com imagens e depoimentos de lindos partos assistidos na Casa Ângela, e pudemos constatar animadas que é possível uma nova maneira de parir e de nascer. Investindo constantemente em treinamento das equipes, com atualização e abertura para propostas de humanização , pudemos ver partos onde até os móveis da sala foram retirados a pedido do casal.

Com base no respeito à individualidade e ao parto como um evento íntimo e familiar, a experiência da Casa Ângela é a prova que com confiança e persistência podemos chegar em um modelo de assistência que permite à família vivenciar em júbilo o nascimento de mais um ser.

Depois fizemos a nossa roda de conclusões e encerramos o evento com uma deliciosa dança circular, conduzida pela Djaala com muito carinho.

* imagens: Renata Matteoni, Sandra Sisla e Mariana Tezini

Laura Uplinger fala sobre a importância do período pré e perinatal para a humanidade

08/07/2012

(Teaser) Laura Uplinger . Educadora from OBRA Videos on Vimeo.

Nove meses para salvar o mundo

26/06/2012

Por  Carla Machado

O principal tema de toda a conferência Rio+20 é como deter a poluição e criar um ambiente saudável para todos e para a Terra. A resposta para essa pergunta é simples: parar de gerar os poluidores. O útero é a primeira casa que os seres humanos habitam. Sabe-se que todo início, não só tem força, como é determinante. O “imprint” poderoso do início da vida é um fractal da trajetória da existência de um indivíduo. O que é vivido desde os primeiros instantes da vida física no planeta, e isto inclui a concepção, é como um rastro de pegadas no cimento fresco, difícil de apagar.

Na 6ª feira, dia 15/6, de manhã, na sala T4 do RioCentro, foi realizado um painel com presenças notáveis na mesa e na audiência, que debateram e demonstraram quão importante é este tema para o futuro.

O Dr. Michel Odent, médico francês, fundador do 1º centro de pesquisa em saúde primal, autor de 12 livros, foi um dos palestrantes para explicar como a forma invasiva e desrespeitosa de lidar com a saúde da gestante e, portanto, do bebê que ali iniciou sua vida na Terra, se instalou na sociedade disfarçada de cuidado e atenção.

A representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações Nacionais de Educação Pré-Natal), Julie Gerland, falou do poder que a natureza outorgou à mulher gestante de formar o futuro habitante do planeta e que todo investimento feito em prol do bem estar e da alegria dela se traduz numa enorme economia para as nações.
As crianças assim gestadas, com sua neurofisiologia respeitada, tem um cérebro hígido (saudável, robusto) e são predispostas à empatia, criatividade, compaixão e respeito pela vida (Kinship with all life) em todas as suas formas.

A presidente da FEFAF (Fédération Européenne des Femmes Actives en famille), ONG Internacional co-sponsor do painel, a sueca Madeleine Wallin, mãe de cinco filhos, falou da importância da presença da mãe no lar durante a primeira infância de seus filhos, garantindo uma base harmoniosa para o desenvolvimento deles. Isso só é possível em larga escala mediante uma sociedade que saiba valorizar a função materna, que no passado foi vivida como obrigação e único caminho para as mulheres e hoje já é uma opção de caminho consciente adotada por várias famílias na Europa e no mundo.

O embaixador Carlos Moreira Garcia, presidente da ECO92, esteve presente na exposição e endereçou à Madeleine uma pergunta sobre como a economia sueca resolveu esta questão da mulher mais presente no seu papel de mãe e, portanto, menos disponível para o (mercado de) trabalho externo. A presidente da FEFAF, Madeleine, respondeu exemplificando uma das possíveis soluções que é a adoção de uma jornada de trabalho de meio período durante estes primeiros anos de vida dos filhos, que pode ser compensada por um acréscimo proporcional de tempo de serviço antes da aposentadoria, que ocorreria num período em que a presença da mulher não é mais tão vital na criação dos filhos.

Outra colocação feita pelo embaixador sobre a quantidade de elementos tóxicos presentes no útero que o bebê vai habitar, oriundos da poluição e da alimentação com presença de defensivos agrícolas e hormônios, é bem respondida pelo conteúdo do livro de Michel Odent “Birth at the age of plastics”. Lá ele fala sobre a quantidade excessiva de, por exemplo, estrogênio, oriunda de hormônios artificiais injetados nos alimentos, que pode prejudicar, sobretudo, os indivíduos do sexo masculino em sua futura sexualidade, já que o estrogênio é um hormônio predominantemente feminino. Também expõe sobre a quantidade de resíduos plásticos encontradas no cordão umbilical, devido também as soluções intravenosas embaladas em plástico, que são gotejadas por longos períodos (até 36 horas) durante o trabalho de parto.

A célebre frase de Michel Odent bem resume a mensagem dada neste painel “para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”.

Espera-se que a sociedade desperte para a importância de preservar o primeiro ambiente do ser humano, o útero, para que ele então possa seguir o exemplo e respeite naturalmente a nossa casa em comum: o planeta Terra.

Pré-Concepção, o trabalho com quarto correntes – parte 1

28/04/2012

por Paula Magalhães Fritsch

(tradução livre da palestra de Natacha Kolesar,  aula numero 6 – 4 Novembro 2005, Canadá)

Parte 1

Hoje a humanidade enfrenta grandes problemas: O primeiro é a poluição, o segundo é com relação a educação e a partir deste seguem vários problemas como a violência, crueldade, prostituição, etc…

Nós tentamos achar a chave para resolver todos esses problemas e não apenas repará-los  construindo hospitais, prisões, instituições psiquiátricas, casas para prostituição.

A humanidade não desenvolveu as qualidades necessárias e especialmente a visão necessária do seu próprio futuro.  Então hoje, nós precisamos descobrir como resolver esses problemas, não por apenas 20 anos, 2 anos ou ate 200 anos mas sim como eliminá-los e erradicá-los para sempre.

Com um pouco de conhecimento nós podemos achar esta resposta, talvez leve gerações para conseguirmos eliminar esses problemas mas isso não importa. É melhor trabalhar com este achado do que sofrer constantemente e internamente com nossos problemas.

Nós sabemos que viemos a Terra para uma escola e cada escola tem seu programa e este programa tem que ser cumprido. Este programa foi preparado por alguém que sabe o que seus alunos precisam aprender. Então viemos a Terra com um certo programa/propósito mas nós não sabemos deste programa porque por enquanto a consciência humana ainda está em um nível imaturo. Nós nunca aprendemos sobre estrutura cósmica, leis cósmicas ou princípios cósmicos – como tudo funciona no Universo. Mesmo aceitando que nossa consciência não é  muito desenvolvida se formos bons observadores iremos notar e aprender como tudo funciona na natureza.

Da mãe Terra nós recebemos a comida e se observarmos um simples fazendeiro que trabalha na terra, nós notaremos que ele primeiro prepara o solo para depois plantar as sementes. A semente vai trazer a comida, mas antes é necessário preparar o lugar, as condições e o que mais for necessário para o desenvolvimento da semente.

Se soubéssemos um pouco sobre a lei de correspondência poderíamos notar similaridades, como por exemplo, o ser humano. Para conceber um ser humano também deve haver uma “semente” e a partir desta “semente” (que podemos chamar de célula – uma célula) o ser humano se desenvolve. Mas como preparamos as condições, o solo? E como sabemos quem deve estar envolvido nesta preparação?

Um dia quando aprendermos sobre princípios cósmicos nós saberemos que primeiramente existiu um principal princípio como a fonte de tudo – o princípio da vida. Desta fonte de vida eterna as energias, os elementos fluíam em direção a cada criatura no Universo que acolhiam e nutriam tudo para depois começar a preparar o fruto, começar a se multiplicar e florescer. 

Este princípio simples vai da mesma maneira que concebemos a célula. A célula é dividida em duas partes, então, a partir deste princípio, a mesma vida é constantemente eterna, mas para se manifestar são necessários dois lados, duas direções diferentes e duas expressões diferentes. A primeira é a transmissora da vida, da “semente”.  Poderíamos chamar de criador, mas na verdade nós não criamos a semente, nós somente a transmitimos para um ambiente e uma condição especial. Então enquanto aqui na Terra por um lado seremos transmissores por outro lado seremos receptores para que, desta forma, permitamos que a semente se desenvolva, cresça e se manifeste.

Então, um princípio simples, o principio da vida irá se dividir em dois e manifestar suas forças diferentemente – uma irá transmitir vida e a outra irá recebê-la e preenchê-la com qualidades e diferentes elementos – duas manifestações.  Aquela que está oferecendo, que está transmitindo a vida,nós chamamos de princípio masculino emissivo. Enquanto que a outra que está recebendo nós chamamos de princípio feminino receptivo.

No plano físico nós temos vários reinados mas, por enquanto, o mais alto reinado é o reinado humano e a razão para isso é que enfrentamos grandes dificuldades. Isso mostra que não respeitamos a corrente da vida, não observamos como funciona a natureza e não criamos as condições e circunstâncias necessárias para manifestar esta vida harmoniosamente com saúde, paz, amor, etc… Nós deixamos alguma coisa passar e por isso hoje não sabemos como lidar com estes grandes problemas que enfrentamos.

Atualmente, para transmitir vida nós precisamos de duas expressões de vida divina: uma masculina e a outra feminina e para isso instituímos na Terra o que chamamos de família. A família, que no inicio eram apenas dois representantes da corrente divina de vida; masculina e feminina, irão criar condições necessárias para transmitir vida – então o que chamamos de família, ou melhor denominado no início de casal, tem a chave para transmitir a vida corretamente e o que precisam antes de transmitir esta vida é o mesmo que o fazendeiro precisa fazer antes de plantar uma semente – preparar o solo.

Primeiramente o fazendeiro precisa escolher a semente e obviamente ele vai querer a melhor semente que existe, analogamente, nós temos a possibilidade de escolher atrair, imaginar, pedir, rezar pela melhor alma que queremos atrair.

Estes dois princípios  (o casal) precisam saber o que está envolvido no processo de preparação,o que devem fazer antes da concepção, no momento da concepção,  no momento que o fazendeiro planta a semente na terra. Ele pode plantar a semente quando está tudo coberto de neve? É claro que não. Para plantar a semente é necessário ter boas condições do solo que tem que ser preparado antes. 

Toda a vida no Universo existe devido a uma Lei. Quando os dois princípios, masculino emissivo e o feminino receptivo, começam a manifestar a vida, deve-se ter troca constante entre eles, que irão formar o corpo. Se não tiver nenhuma troca ou se em algum momento a troca é interrompida então a vida não fluirá corretamente – possa ter talvez uma pequena corrente mas não será suficiente para a semente que será plantada em algum lugar.

Então a primeira coisa a saber é que a base para se ter vida no Universo é a lei de trocas – se não há trocas é impossível continuar corretamente, harmoniosamente com o princípio da vida.

Então se os pais são, simbolicamente, bons fazendeiros, se eles tem um objetivo de um dia plantar uma semente, isto é, de conceber uma vida,  eles tem que saber que primeiramente existe uma condição absolutamente necessária,  que deve haver a constante troca entre eles, os representantes da vida divina.  Se a humanidade não aceitar esta estrutura de troca nós nunca poderemos mudar o que esta acontecendo agora. 

Um princípio se tornando dois para manifestar esta vida. Um está transmitindo enquanto o outro está formando o corpo e depois, entre estes dois princípios existe uma constante troca que é a lei da vida no Universo.

Se não existe troca entre as estrelas, entre os planetas, eles não podem existir . Se a humanidade hoje enfrenta estas incríveis dificuldades, isso significa que na lei das trocas nós esquecemos alguma coisa muito importante.

Para um ser humano existe uma coisa extremamente concreta de como a lei das trocas funciona;  no que os pais tem que “trazer”; no que eles precisam  preparar na psique da família/casal para gerar um ser harmonioso. Esta preparação precisa de um certo tempo como que para o fazendeiro é necessário um certo tempo para preparar o campo. Entretanto, a parte inconsciente humana não liga para isso. Eles colocam a semente sem nenhuma preparação e depois eles querem ter filhos maravilhosos, gênios, santos, etc… Mas isso é impossível, vai contra a lei da natureza.

Desta forma, a preparação do nível psíquico é muito importante.  Não é o quarto do bebê que precisamos preparar primeiro, é o campo psíquico porque nele existem pensamentos, sentimentos vindos da mãe e do pai e eles tem que preparar alguma coisa extremamente concreta que a criança vai receber. 

Como preparar o nível psíquico?  Cada casal começa a construir um tipo de “reservatório”; reservatório de energias, sentidos pelo lado do pai e da mãe. Os pais vão transmitir correntes – irão preparar fios completos (que podem ter diferentes qualidades).
Como preparar estes fios para a futura criança?

O pai irá transmitir o fio da consciência e por muitos meses ele tem que prepará-lo. Quando a criança nasce, esta corrente de consciência será enraizada/ plantada no centro da cabeça da criança na glândula pineal.  Se o fio for de primeira qualidade a criança será o máster do iniciado. Se o fio for de segunda qualidade ela será um santo, um místico. Se o fio for de terceira qualidade ela será um gênio; se o fio for da próxima qualidade ela será talentosa e da próxima será um homem comum e finalmente se for de última qualidade será um criminoso, mas o pai pode melhorar trazendo elementos dos seus antecessores e, mesmo se não tiver boas qualidades em seus antecessores, ele pode pedir para santos para emprestarem essas qualidades. O pai prepara a corrente da consciência, que é poder masculino e se a criança é mentalmente retardada, não existe doença mental, é apenas fraqueza nesta corrente.

O pai prepara esta corrente de consciência especialmente nos 3 primeiros meses dos 9 meses que antecedem a concepção, então os primeiros 3 meses estão conectados com este trabalho – claro que ambos os pais podem meditar e imaginar mas especialmente o poder psíquico do pai que vai dar o elemento do sistema nervoso e respiratório. Então, através desta corrente de consciência que está conectada com o elemento cósmico receberemos por toda a nossa vida o ar por exemplo – O sistema nervoso irá nos conectar com os níveis altos e o sistema respiratório irá nos conectar com a atmosfera e os elementos cósmicos e o sistema nervoso corresponde ao fogo e o sistema respiratório  ao ar – ambos elementos são masculinos.

Então o pai prepara durante os 9 meses, mas especialmente os primeiros 3 meses destes 9 meses antes da concepção, o campo mental da criança e para funcionar bem, ele precisa preparar bem o solo. A criança vai conviver com isso para o resto da vida. Através desta corrente e deste solo o pai vai transmitir também para criança uma coisa menos visível que é o poder masculino e este poder masculino irá fluir pela coluna espinhal e vai dar para a criança estabilidade.  Nós não podemos medir isso cientificamente, mas existe.

 Por que alguns seres humanos são mais estáveis e seguros que outros? Esses seres não precisam de toda a segurança ou de todos os seguros para realmente se sentir seguro.  Hoje em dia podemos observar que todo o país/o mundo está trabalhando com o objetivo de se ter mais segurança.  Por que precisamos, no século 21, deste incrível arsenal de segurança? A resposta é porque ninguém no mundo ou apenas muitos poucos estão recebendo de seus pais esta estabilidade. O poder da força masculina, independente se o filho é menino ou menina, é muito importante para que a criança se sinta segura na Terra, se sinta plena, com confiança nela e no poder da vida.

(a continuar)

ANEP Brasil no site da Revista Pais e Filhos

22/10/2011

Antes da concepção

É possível fazer uma educação pré-natal. Saiba como aqui.

Qual é o momento de se preparar para gerar um filho? A educação pré-natal diz que é preciso começar o mais cedo possível

A preparação, seja física ou psicológica, para gerar um filho não deve começar apenas quando o casal resolve engravidar, mas sim bem antes disso, durante o começo da adolescência.

Esta é a chamada educação pré-natal, um trabalho preventivo, segundo Carla Machado, mãe de Sabrina e Roberto. Com diferentes técnicas, aplicadas em bebês, crianças e adolescentes, a educação pretende fazer com que o mundo receba melhores indivíduos.

Segundo Carla, qualquer doença, neurose ou problema que a pessoa tenha dificuldade para resolver pode ter sido originado na existência pré-natal, antes, durante ou depois do nascimento.

Por isso que a mulher e o homem que quiserem conceber uma criança devem valorizar uma gestação tranquila. Em alguns países, com Finlândia, Holanda e Suécia, as mulheres têm licença durante a gravidez, e não só apenas depois do parto.

Carla diz que a educação pré-natal deve começar a partir dos 12 anos, quando as crianças estão entrando na puberdade e começam a produzir ocitocina, o hormônio do parto.

Para saber mais

Entre os dias 18 e 20 deste mês, a Associação Nacional para Educação Pré-Natal fará um curso sobre o tema, com palestras de Cleusa Vicchiarelli, Eliane Torreão e Carla Machado.

As interessadas podem se informar pelo site www.anepbrasil.org.br

 

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Uma observação: as informações sobre o curso na matéria estão desatualizadas, o curso que acontecerá esse mês é Sexualidade e Espiritualidade.