Archive for the ‘ativismo pela humanização’ Category

Seja um benfeitor do Clarear

07/02/2014

O Clarear é o projeto da jornalista Ceila Santos em parceria com a Anep Brasil, cujo objetivo é disseminar conhecimentos de educação pré-natal. Conseguindo arrecadar 100% dos 13 mil reais estipulados como meta no site de crowdfunding Benfeitoria até o dia 11 de fevereiro, serão produzidos 20 artigos sobre Gestação, Parto e Pós-parto.

Você pode contribuir com qualquer valor para a viabilização deste projeto através do site benfeitoria.com/desabafo. Quem apoiar com os valores de 30 reais a 110 reais torna-se um benfeitor com direito a receber as reportagens previstas no projeto. Entre elas estão:
Gravidez: Estou grávida, o que devo saber agora?
Parto: Onde eu vou parir, porque devo refletir sobre isso?
Nascimento: Meu bebê nasceu, o que eu preciso saber agora?
Pós-parto: Bebês até um ano, quem pode me ajudar?

É importante ressaltar que a razão pela qual o Clarear recorreu ao financiamento coletivo é a falta de interesse editorial do mercado, já que tais pautas não tem apelo comercial nem fortalecem o marketing de consumo tão comum entre os conteúdos voltados à maternidade.

O projeto até o momento recebeu apoio de 82 benfeitores, além do ator Marcio Garcia, já conhecido ativista pela gestação e parto conscientes, do Blog Parto no Brasil, do coletivo Infância Livre de Consumismo, de O Renascimento do Parto – o Filme, de Fabia Neves Bonecas Waldorf, de Ocitocina Ateliê e dos blogs Mamatraca e Cientista que Virou Mãe.

Se você também deseja clarear as informações às famílias brasileiras sobre a educação antes do nascimento para seus filhos invista em informação independente que se sustenta nesta nova cultura colaborativa. Contribua: benfeitoria.com/desabafo até o dia 11 de fevereiro, 3a. feira próxima!

Anúncios

21o. Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes

17/11/2012

Acontece no próximo final de semana, no Rio de Janeiro, a 21a. edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, organizado pela Professora Fadynha.

Esse ano teremos Carla Machado, presidente da ANEP Brasil, participando de duas mesas: a primeira, sobre simplicidade no nascimento e o impacto das intervenções abusivas em futuras gerações, ao lado da inspiradora Laura Uplinger e do pediatra especialista em aleitamento Marcos Renato de Carvalho; a segunda, ao lado de Julie Gerland, representante da OMAEP (Organização Mundial das Associações para Educação Pré Natal), entidade com caráter consultivo junto à ONU, cujo tema será “Trajetória de sucesso: a concepção consciente gera uma boa gravidez, que gera um bom parto, que gera um ser humano equilibrado”.

O Encontro debaterá também políticas públicas, direitos humanos, ativismo e a proposta de sustentabilidade e cultura não consumista no parto/nascimento.

Reproduzimos, abaixo, a mensagem da Professora Fadynha:

É com imensa alegria que chegamos à 21ª edição de mais um Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes, um dos mais expressivos do gênero, na América Latina. Escolhemos o tema O Nascimento na Luz da Simplicidade: Impactos Sobre o Futuro do Ser Humano para fomentarmos a discussão sobre um dos aspectos mais importantes dentro dos temas sustentabilidade e ecologia: a vida de uma criança – sua chegada a este mundo, a forma como é concebida e gestada – como base para uma humanidade verdadeiramente saudável e fraterna. Este é um tema desafiador, pois compreender o início da vida como período determinante para o futuro do planeta é um convite para uma das maiores mudanças de paradigma deste século XXI.

Este ano, contamos com palestrantes tradicionalmente amigos do Encontro, entre eles, Carla Machado, Educadora Pré-Natal e Presidente da Anep Brasil, Laura Uplinger, psicóloga pré e perinatal, Daphne Ratner, Presidente da ReHuNa, os obstetras Marcos Dias, Claudio Paciornik e Marcos Leite. Pela primeira vez teremos a fala da terapeuta inglesa Julie Gerland, membro da OMAEP, órgão de caráter consultivo junto à ONU sobre assuntos que envolvem a infância e educação pré-natal.

Como acontece sempre, abrigaremos com entusiasmo o Encontro Nacional de Doulas e mais uma Plenária da ReHuNa. Confiram a programação que inclui workshops, mesas redondas, palestras, mostras de filmes, rodas de bate-papo, prática de shantala, entre outras atividades. Agradecemos a todos que, de alguma forma, colaboraram para a realização deste Encontro, por amor às crianças, às mulheres, aos homens, ao planeta Terra.

Sejam muito bem-vindos!
Fadynha

Marcha pela Humanização do Parto

01/08/2012

Mulheres realizam Marcha pela Humanizaçao do Parto

Movimento quer chamar atenção da sociedade para a importância da humanização da assistência obstétrica no Brasil.

Mulheres a favor da humanização do parto realizarão um protesto no próximo domingo (5/8), na altura do Posto 9 da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. A marcha vai receber caravanas de mulheres do todo o Brasil e também vai ser realizada em outras cidades brasileiras, como Recife, Fortaleza, João Pessoa, Salvador, São Paulo, Ribeirão Preto, Araraquara, Florianópolis e Londrina. A expectativa é reunir pelo menos mil mulheres em prol da causa.

A ideia da manifestação surgiu após a publicação de duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremej) que proibiam que gestantes contassem com a assistência das chamadas acompanhantes profissionais (obstetrizes, doulas e parteiras) em hospitais e maternidades, e ameaçavam de punição médicos-obstetras que acompanhassem partos domiciliares ou dessem retaguarda a parturientes com necessidade de remoção de parto em casa para o hospital.

A exemplo da Marcha do Parto em Casa, ocorrida no mês de junho, esse protesto foi idealizado a partir da indignação de mulheres nas redes sociais em todo o Brasil, que acreditam que os direitos sexuais e reprodutivos da mulher devem ser respeitados. O objetivo principal desse movimento é chamar atenção da sociedade civil para uma questão mais abrangente, que afeta toda e qualquer mulher que foi ou pretende ser mãe através do sistema de saúde brasileiro, seja público ou privado.

As manifestantes classificam a decisão do Cremerj como arbitrária. O argumento é que as resoluções contrariam a Política Nacional de Humanização da Saúde, diretriz do Ministério da Saúde, além de evidências científicas que comprovam a melhoria da qualidade da experiência do parto e a redução de intervenções médicas desnecessárias quando um parto é assistido por doulas e obstetrizes. As resoluções também seriam contrárias ao próprio Código de Ética Médica, que fala do respeito à autonomia. “Capítulo I, inciso XXI – No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas”.

O Brasil ocupa a primeira colocação mundial em realização de cesarianas. As taxas desse tipo de cirurgia chegam a 52%, superando os 80% em hospitais privados e em alguns chegando a ultrapassar os 90%, em grande parte, sem uma real e justificável indicação clínica, quando o máximo recomendado pela OMS é de 15%. As manifestantes acusam o Cremerj de promover a perpetuação de um modelo violento, que tira o poder e o direito de escolha da mulher, violando assim, seus direitos reprodutivos. Diversos estudos demonstram que as altíssimas taxas de cesáreas em hospitais brasileiros não ocorrem a pedido das mulheres, uma vez que a maior parte delas demonstra preferência por parto normal, sendo conduzidas no decorrer da gestação a mudarem de opinião pelos próprios obstetras.

Decisão da Justiça

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública para anular a decisão do Cremerj e ela foi aceita pelo juiz nesta segunda-feira (30/07). O juiz Gustavo Arruda Macedo, da 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deferiu a ação, o que, em outras palavras, significa que as resoluções estão anuladas. A gestante que quiser garantir o direito ao acompanhamento de doula, parteira ou obstetriz em hospital ou médicos em partos domiciliares deve saber que não está mais impedida.

Posicionamento de outras entidades

O Conselho Federal de Medicina também se posicionou alegando que vai investigar o caso. O órgão se reúne na segunda semana de agosto e pode até vetar as determinações do colegiado fluminense. Já o Ministério da Saúde, instância maior em Saúde Pública no país, reconhece o trabalho das parteiras e das doulas, garantindo, inclusive, dentro das ações desenvolvidas pelo programa Rede Cegonha, a capacitação e qualificação dessas profissionais para atendimento de parto humanizado pelo Sistema Único de Saúde.

Acompanhantes profissionais e evidências científicas

A participação de obstetrizes (profissionais formadas em curso superior de Obstetrícia) e doulas (acompanhantes profissionais de parto, responsáveis pelo conforto físico e emocional da parturiente durante o pré-parto, nascimento e pós-parto) integra o modelo de assistência obstétrica humanizado e centrado na mulher e tem demonstrado resultados até superiores ao esperado. De acordo com a base de dados em saúde Biblioteca Cochrane, em uma assistência promovida por obstetrizes há maiores chances de partos normais espontâneos e sem anestesia, além de maior sensação de controle durante o nascimento do bebê e mais facilidade para dar início ao aleitamento materno.

Em relação às doulas, 21 ensaios clínicos com mais de 15 mil mulheres mostraram que aquelas que receberam esse tipo de suporte relataram maior satisfação com a experiência do parto, tiveram menor duração do trabalho de parto e menor risco de cesariana, entre outras vantagens.

Reivindicações da Marcha

§ Que a mulher tenha o direito de escolher como, com quem e onde deve parir;

§ O cumprimento da Lei 11.108, de abril de 2005, que garante que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar na sala de parto;

§ Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma doula em seu trabalho de parto e parto;

§ Que a mulher, sendo gestante de baixo risco, tenha o direito de optar por um parto domiciliar planejado e seguro, com equipe médica em retaguarda caso necessite ou deseje assistência hospitalar durante o trabalho de parto;

§ Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto;

§ Que a mulher possa ter acesso a métodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;

§ Um basta em relação à violência obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque em demasia, episiotomia (corte na vagina), etc;

§ Que haja fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas;

§ Que haja humanização também na assistência aos recém-nascidos, contra as intervenções de rotina;

§ Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário.

Sobre a escolha pelo parto domiciliar

A escolha pelo parto domiciliar nada mais é do que uma consequência natural de um sistema de saúde que não tem agradado. O crescimento e a curiosidade em torno dessa escolha têm evidenciado a insatisfação das mulheres em relação à assistência obstétrica atual brasileira, que não respeita a autonomia de mãe e bebê em um momento tão importante quanto o nascimento.

Há vários estudos comprovando a segurança do parto domiciliar. Um deles, realizado na Holanda, analisou quase 680 mil mulheres com gravidezes de baixo risco cujos partos foram atendidos entre 2000 e 2007 e que tiveram chance de escolher entre parto domiciliar ou hospitalar. Os resultados demonstraram que houve 0,15% de morte perinatal para o parto em casa e 0,18% para o parto hospitalar.

A pesquisa concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Outro estudo, realizado entre 2008 e 2010 pela Birthplace in England Collaborative Group, da Inglaterra, analisou cerca de 65 mil mulheres com gestações de baixo risco e os resultados indicaram que não há diferenças significativas de mortalidade e morbidade perinatal em ambientes fora ou dentro de hospitais.

Links para referência:
*http://www.bmj.com/content/343/bmj.d7400
*http://journals.lww.com/greenjournal/Abstract/2011/11000/Planned_Home_Compared_With_Planned_Hospital_Births.11.aspx

Parto Humanizado no programa Sem Censura

03/07/2012

No programa Sem Censura o tema Parto humanizado foi abordado com a presença querida e informações preciosas da parteira Heloisa Lessa. E a roteirista Renata Dias Gomes compartilhou sua experiência: um parto humanizado hospitalar e um domiciliar.

A quem está em busca de informação, recomendamos fortemente. O tema é debatido durante a primeira metade do programa.

Agenda Rio de Janeiro

26/06/2012

Encontros La Leche League Rio de Janeiro

Nessa 4a feira, 27/6, reunião no Leblon: Rua Humberto de Campos, 315 (entre a Defensoria Pública e a 14ª DP), Espaço da Mulher, em novo horário: de 17:30 a 19:30.
No sábado 30/6, novo grupo, em Copacabana: Rua 5 de julho, 94, play, de 10:00 a 12:00.
Apareçam, mães que estão amamentando, que já amamentaram e vão amamentar (grávidas), tragam o bebê, o futuro pai, vamos compartilhar, vamos nos informar…

Lançamento de “Entre as Orelhas – Histórias de Parto” no Rio

PALESTRA E LANÇAMENTO do livro “Entre as Orelhas – Histórias de Parto” de Ricardo Herbert Jones (Ginecologista e Obstetra Humanista)
Dia 30 de JUNHO às 18H.
LOCAL: Praia do Flamengo 66 – Auditório Térreo. Rio de Janeiro- Rj
Palestra: R$20,00

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS/ RESERVA DOS LIVROS E INFORMAÇÕES (VAGAS LIMITADAS)
lancamentoentreasorelhasrj@gmail.com
Isabele Assemen – 75376556
Paula Ceci Villça – 86031925

Carta Aberta à Sociedade

13/06/2012

CARTA ABERTA À SOCIEDADE

Nós, médicos humanistas, enfermeiras-obstetras e obstetrizes, todos os profissionais, entidades civis, movimentos sociais e usuárias envolvidos com a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento no Brasil, vimos através desta presen te Carta manifestar o nosso repúdio à arbitrária decisão do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) de encaminhar denúncia contra o médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Jorge Kuhn, por ter se pronunciado favoravelmente em relação ao parto domiciliar em recente reportagem divulgada pelo Programa Fantástico, da TV Globo.

Acreditamos estar vivenciando um momento em que nós todos, que atendemos partos dentro de um paradigma centrado na pessoa e com embasamento científico, estamos provocando a reação violenta dos setores mais conservadores da Medicina. Pior: uma parcela da corporação médica está mostrando sua face mais autoritária e violenta, ao atacar um dos direitos mais fundamentais do cidadão: o direito de livre expressão. Nem nos momentos mais sombrios da ditadura militar tivemos exemplos tão claros do cerceamento à liberdade como nesse episódio. Médicos (como no recente caso no Espírito Sant o) podem ir aos jornais bradar abertamente sua escolha pela cesariana, cirurgia da qual nos envergonhamos de ser os campeões mundiais e que comprovadamente produz malefícios para o binômio mãebebê em curto, médio e longo prazo. No entanto, não há nenhuma palavra de censura contra médicos que ESCOLHEM colocar suas pacientes em risco deliberado através de uma grande cirurgia desprovida de justificativas clínicas. Bastou, porém, que um médico de reconhecida qualidade profissional se manifestasse sobre um procedimento que a Medicina Baseada em Evidências COMPROVA ser seguro para que o lado mais sombrio da corporação médica se evidenciasse.

Não é possível admitir o arbítrio e calar-se diante de tamanha ofensa ao direito individual. Não é admissível que uma corporação persiga profissionais por se manifestarem abertamente sobre um procedimento que é realizado no mundo inteiro e com resultados excelentes. A sociedade civil precisa reagir contra os interesses obscuros que motivam tais iniciativas. Calar a boca das mulheres, impedindo que elas escolham o lugar onde terão seus filhos é uma atitude inaceitável e fere os princípios básicos de autonomia.

Neste momento em que o Brasil ultrapassa inaceitáveis 50% de cesarianas, sendo mais de 80% no setor privado, em que a violência institucional leva à agressão de mais de 25% das mulheres durante o parto, em vez de se posicionar veementemente contrários a essas taxas absurdas, conselhos e sociedades continuam fingindo que as ignoram, ou pior, as acobertam e defendem esse modelo violento e autoritário que resulta no chamado “Paradoxo Perinatal Brasileiro”. O uso abusivo da tecnologia contrasta com taxas gritantemente elevadas de mortalidade materna e perinatal, isso em um País onde 98% dos partos são hospitalares!

Escolher o local de parto é um DIREITO humano reprodutivo e sexual, defendido pelas grandes democracias do planeta. Agredir os médicos que se posicionam a favor da liberdade de escolha é violar os mais sagrados preceitos do estado de direito e da democracia. Ao invés de atacar e agredir, os conselhos de medicina deveriam estar ao lado dos profissionais que defendem essa liberdade, vez que é função da boa Medicina o estímulo a uma “saúde social”, onde a democracia e a liberdade sejam os únicos padrões aceitáveis de bem estar.

Não podemos nos omitir e nos tornar cúmplices dessa situação. É hora de rever conceitos, de reagir contra o cerceamento e a perseguição que vêm sofrendo os profissionais humanistas. Se o CREMERJ insiste em manter essa postura autoritária e persecutória, esperamos que pelo menos o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) possa responder com dignidade, resgatando sua função maior, que é o compromisso com a saúde da população.

Não admitimos, não permitiremos que o nosso colega Jorge Kuhn seja constrangido, ameaçado o u punido. Ao mesmo tempo em que redigimos esta Carta aberta, aproveitamos para encaminhar ao CREMERJ, ao CREMESP e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) nossa Petição Pública em prol de um debate cientificamente fundamentado sobre o local do parto. Esse manifesto, assinado por milhares de pessoas, dentre os quais médicos e professores de renome nacional e internacional, deve ser levado ao conhecimento dos senhores Conselheiros e da sociedade. Todos têm o direito de conhecer quais evidências apoiariam as escolhas do parto domiciliar ou as afirmações de que esse é arriscado – se é que as há.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=petparto

MARCHA DO PARTO EM CASA

13/06/2012

Nos dias 16 e 17 de junho, mulheres ocuparão as ruas de várias cidades brasileiras em defesa dos seus direitos sexuais e reprodutivos, entre eles a escolha pelo local de parto.

No último domingo, dia 10 de junho, o Fantástico veiculou matéria sobre o parto domiciliar, o que causou bastante repercussão. O médico-obstetra e professor da UNIFESP, Jorge Kuhn, foi entrevistado e defendeu o domicílio como um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gravidezes de baixo risco, segundo preconiza a própria Organização Mundial de Saúde.

No dia 11/06, dia seguinte à matéria, o CREMERJ publicou nota divulgando que fará denúncia ao CREMESP para punir o médico-obstetra Jorge Kuhn por ter se posicionado favorável ao parto domiciliar nas condições acima detalhadas.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intraparto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Em repúdio à decisão arbitrária dos Conselhos de Medicina em punir profissionais que compreendem como sendo da mulher a decisão sobre o local do parto foi idealizada a MARCHA DO PARTO EM CASA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial.

MARCHA DO PARTO EM CASA

Rio de Janeiro – RJ
Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL – Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 10h da manhã
Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500

São Paulo – SP
Local: Vão central do MASP, Parque Mário Covas – Passeata até o CREMESP
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 14h da tarde
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090

São José dos Campos – SP
Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 10h da manhã
Contato: Flavia Penido (12) 91249820

Campinas – SP
Local: Praça do Côco /Barão geraldo
Data 17 de junho, domingo
Horário: 14h da tarde
Contato: Ana Paula (19) 97300155

Sorocaba – SP
Local: Parque Campolim
Data 17 de junho, domingo
HOrário: 10h da manhã
Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765

Ilhabela – SP
Local: Praça da Mangueira
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 11h da manhã
Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 / Alejandra Soto Payva (12) 91498405

Brasília – DF
Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade – Passeata até o eixão
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 09h30h da manhã
Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 e Deborah Trevisan (61) 8217-6090

Belo Horizonte – MG
Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12h30 da tarde
Contato: Polly (31) 9312-7399 e Kalu (31) 8749-2500

Recife – PE
Local: Conselheiro Portela, 203 – Espinheiro – Em frente ao CREMEPE
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 15h da tarde
Contatos: Paty Brandão (81) 8838 5354 \ 9664 7831, Patricia Sampaio Carvalho

Fortaleza – CE
Local: Aterro da Praia de Iracema
Data: 17 de junho, domingo
Horário: 17h da tarde
Contato: Semírades Ávila

Curitiba – PR
LOcal: Rua Luiz Xavier – Centro – Boca Maldita
Data: 16 de junho, sábado
Horário: 12hrs
Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587

Florianópolis – SC
Local: Lagoa da Conceição – concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos
Data: 17 de Junho, domingo
Horário: 15h
Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 e Raphaela Rezende (raphaela.rnogueira@gmail.com)
Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529 688 low-risk planned home and hospit
onlinelibrary.wiley.com
de Jonge, A., van der Goes, B., Ravelli, A., Amelink-Verburg, M., Mol, B., Nijhuis, J., Gravenhorst,…

Boas Vindas? Programa sobre nascimento no canal GNT

02/04/2012

Por Ana Luiza D’Accioli

Vi algumas chamadas para este programa antes de sua estreia e, de cara, já não me animei nem em assistir. O erro começa antes da exibição do programa: em minha opinião pessoal, eventos íntimos como partos não são material de divulgação em TV, seja ela aberta ou fechada. Ainda mais, em programas semanais, que demandam produção constante, ou seja, “a toque de caixa”. Uma coisa é um filme, por exemplo, como o Orgasmic Birth (assisti a alguns trechos, somente), pensado por uma doula, realizado com cuidado e acompanhamento das gestantes. Outra coisa é um programa semanal de TV que exibe três partos no mesmo programa – isso não pode ser bom! Claro que o resultado seria este: sem nenhuma reflexão sobre a realidade ou compromisso com a boa informação, o programa está mesmo interessado na espetacularização e, claro, na audiência. Parto até hoje, para a maioria da população, é tema tabu e, como todo tabu, dá ibope, ainda mais se tem parto “novela das oito” com mulheres gritando, enfermeiras empurrando a barriga… 

***

Convocamos a todos que também se indignaram com a forma como o parto é retratado nesse programa, ironicamente batizado de “Boas Vindas”, a contactar o canal GNT para chamar a responsabilidade dos que tem nas mãos o poder de ajudar a mudar o cenário crítico de parto e nascimento como vivemos hoje no Brasil.

Elogio Público

23/12/2011

A coalisão de entidades abaixo relacionadas, amigos, companheiros de trabalho, ex-pacientes e clientes atuais, mulheres e suas famílias vimos a público manifestar nosso apreço e admiração pela trajetória profissional no âmbito da assistência, pública e privada, do ensino e da pesquisa do Médico ObstetraDR. MARCOS AUGUSTO BASTOS DIAS, trajetória essa pautada pela ética e pelo compromisso com a qualidade da atenção e dedicação à saúde das mulheres e crianças. Elogiamos ainda sua disponibilidade para trabalhar em equipe, sua competência técnica e atitude humana, e seu empenho na implementação das políticas públicas, a exemplo da implantação de novos espaços mais humanizados para assistência ao parto, como os Centros de Parto Normal, política emanada pelo Ministério da Saúde através da portaria GM 985/1999, referendada pela RDC 36/2008 da ANVISA e um dos esteios da atual Estratégia Rede Cegonha.

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO

Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – ABENFO 

Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – ReHuNa 

Parto do Princípio – PP 

Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos- Rede Saúde 

Red LatinoAmericana y del Caribe por la Humanización del Parto y Nacimiento – Relacahupan 

Amigas do Parto

Amigas do Peito 

International Breastfeeding Action Network – Ibfan |Brasil 

Associação Paulista de Saúde Pública – APSP 

Conselho de Saúde

Confederação de Mulheres do Brasil

Movimento de Mulheres de Realengo 

Articulaçao de Mulheres do Brasil

Associação Nacional de Doulas- ANDO 

Associação de Doulas de Minas Gerais – ADMG

Associação Nacional para Educação Pré Natal – Brasil – ANEP

Grupo Curumim Gestação e Parto

C.A.I.S. do Parto

ONG Amigas do Parto

ONG Amigas do Peito

ONG Bem Nascer

Ishtar – Espaço para Gestantes (Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Sorocaba, Rio de Janeiro, Divinópolis e Belo Horizonte)

Instituto de Yoga e Terapias Aurora

Instituto Mulher e Saúde Integral da Bahia- IMAIS

Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação, Ação – CEPIA

Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero 

Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde

Coletivo Feminino Plural

Programa de Estudos em Gênero e Saúde – MUSA

Gênero, Maternidade e Saúde – GEMAS

Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais – CACES

Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação – PEIC

Rede de Apoio a Maternidade Ativa do Rio Grande do Norte – RAMA

ANEP Brasil no apoio à Monte Azul

03/09/2011

Por Carla Machado

Da esquerda para a direita: Valéria Carrilho, Marcio Garcia, Eliana Garcia, Sabrina Bezerra e Carla Machado

Não é só o Márcio Garcia que apóia a ONG Ação Comunitária Monte Azul – diga-se de passagem, a maior obra social antroposófica de que se tem notícia. A ANEP, com Carla Machado, também esteve no jantar promovido nesta 5ª feira, dia 01/09/2011, no Restaurante Canvas, dentro da iniciativa SPRW – São Paulo Restaurante Week. O Restaurante Week divulga e democratiza a culinária gastronômica e cumpre um importante papel social, sugerindo aos clientes dos restaurantes participantes uma contribuição de R$ 1 em cada refeição para a ONG Monte Azul. Márcio Garcia veio até São Paulo prestigiar esta iniciativa, por intermédio da irmã Carla e em nome da Monte Azul (literalmente vestimos a camisa), agradecer ao apoio que esta campanha esta dando à ONG.

A ANEP, numa parceria com a Casa Ângela – casa de parto que pertence à Ação Comunitária Monte Azul , tem sediado os encontros da Formação em Educação Pré-natal neste espaço acolhedor e que promove um excelente cuidado pré natal para os moradores da comunidade, além de incentivar o parto humanizado e o aleitamento materno.

Diga-se de passagem, a esposa do Márcio, Andréa Santa Rosa, após uma cesárea e um parto normal hospitalar deu à luz ao caçula do casal, Felipe, em Dezembro de 2009, num parto natural domiciliar com a enfermeira-obstetra / parteira, Heloísa Lessa. A ANEP Brasil trabalha para que mais e mais crianças, não importando de que classe social, pois afinal de contas nascer é um ato fisiológico, possam ter direito a um nascimento saudável, humano e natural.

Deixamos aqui registrado mais uma vez o nosso apoio à maravilhosa Ação da Monte Azul, com a Casa Ângela.