A Natividade em cada lar

Por Carla Machado

O evento do nascimento do menino Jesus, que em breve celebraremos em nossos lares como o Natal, guarda mistérios ainda por desvendar que podem mostrar novas facetas deste maravilhoso presente que a humanidade recebeu.

A começar por uma concepção pelo amor verdadeiro , que é o Espirito Santo. Este amor com que Jesus foi concebido, pode ser um exemplo para todos os futuros pais. Ele se traduz em um convite a uma alma vindoura, onde se abre caminho para a entrada do novo ser através de uma concepção consciente, e cria-se espaço interior e familiar para recebê-lo. Assim, se sacraliza a vida desde o seu início, ampliando as possibilidades para o surgimento da fraternidade na Terra.

O arcanjo Gabriel, ao anunciar à Maria a vinda do filho de Deus, demonstrou a importância da consciência desde o início da gestação. Cada pequeno gesto, nessa fase da vida, se converte em milagre. Na gestação, o poder da imaginação da mãe sobre a formação do corpo físico e da personalidade do bebê em seu ventre é total. Cabe a ela ocupar-se de gestá-lo, preenchendo-o com as melhores qualidades, imantando o ser que se forma de virtude, de saúde e de beleza. Para que isso possa acontecer, cabe a nós também, que estamos ao seu redor, e a toda a sociedade, proporcionar à mulher gestante um espaço de paz e tranqüilidade, respeitando as suas escolhas e fornecendo a ela os meios para que se nutra, não apenas de bons alimentos, mas de sabedoria, harmonia e amor. Assim todos nós ajudaremos a fornecer os ingredientes que prepararão o futuro da humanidade, pois é com a qualidade com que são gestados que os novos seres se manifestarão ao longo de toda a sua vida.

O nascimento é também primordial e sobre ele temos o belo exemplo da Natividade a nos inspirar. Maria deu à luz na penumbra, num ambiente cheio de calor anímico, representado no presépio pelos animais. A criança recebeu respeito e veneração, como bem traduziram as visitas dos pastores e dos Reis Magos. Com o mínimo de interferência e o máximo de reverência. É assim que podemos crescer em sabedoria ponderando sobre o nascimento Divino e ousando acolher como sagrada cada vida que encarna no nosso planeta.

A vida, sagradamente recebida, reflete de volta esse princípio e, ao olharmos nos olhos de nossos recém-nascidos, enxergaremos o brilho da estrela de Belém. Eles então nos ensinarão o que é a verdadeira fraternidade.

(artigo publicado na Revista Nós da Escola Waldorf Rudolf Steiner, dezembro/2010)

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