O período anterior ao nascimento influencia mesmo nossas vidas? (parte 7)

(tradução livre de texto de  Marie-Andrée Bertin, fundadora da OMAEP)

IMAGENS MENTAIS

Deixando de lado o ponto de vista emocional, questionamos se imagens mentais produzidas pelo cérebro da futura mãe atingem o bebê. Diversos fatores sugerem que sim. Lembramos do caso do homem que, sendo gestado, percebeu a intenção de matá-lo na consciência de sua mãe, quando ela tentou induzir um aborto tomando banhos extremamente quentes.

Alguns fatos

Drs. PICARD e ANTONINI, em seu livro “Como Tratar Reumatismo” dedicam um capítulo à influência do estado mental na saúde. Eles citam um caso curioso, que se destaca de todos os demais:

“O homem é um animal que possui consciência e seu corpo e sua vida como um todo são impregnados por sua alma e seus pensamentos.

Durante a gestação, a futura mãe molda seu bebê usando corpo e espírito.

Compartilhamos uma história real, que testemunhamos pessoalmente, ao mesmo tempo dramática e incrível.

Em abril de 1940 um jovem soldado engravidou sua esposa. Em maio, por ocasião da ofensiva germânica, um aliado procurou sua esposa e avisou: “Não se preocupe, seu marido está vivo. Mas ele foi feito prisioneiro na Alemanha. Ele foi baleado e teve seu braço amputado abaixo do cotovelo”. O choque que essa mulher sofreu foi tamanho que, em janeiro de 1941, ela deu à luz a um bebê adorável, mas que nasceu com uma amputação congênita de um dos braços…inacreditável!

Assim somos nós. Na maior parte das vezes isso não se expressa com tanta clareza, mas nossos pensamentos tem forte impacto sobre nossa saúde.”

Tivemos oportunidade de coletar uma série de testemunhos semelhantes, de mães e parteiras, em conferências de que participamos.

No caso reportado por esses dois médicos, o choque foi muito profundo, a imagem da amputação do marido teve uma carga emocional muito forte sobre a esposa durante um longo período, justamente quando ela estava gestando seu bebê. Essa imagem interferiu significativamente no padrão natural de estruturação do embrião.

A nós cabe questionar: como isso pode ser evitado? Acreditamos que a resposta é procurar sempre substituir a imagem negativa que surgir pela de um bebê divino, trazendo para seus pais imensa alegria. Se adotar essa atitude for muito difícil, é preciso buscar apoio psicológico. Para superar essa situação, é preciso que estejamos informados dos perigos e riscos a que estamos sujeitos e das alternativas para evitá-los.

Esse exemplo, felizmente extremamente raro, sugere que, por outro lado, imagens positivas baseadas em expectativas boas podem beneficiar o bebê que está sendo gerado. E isso é maravilhoso! Quanta esperança podemos depositar e quão valorizada deve ser a mulher que está gerando uma nova vida!

Buscando uma explicação

Através de que processos as imagens mentais atuam? Até o presente momento a ciência tradicional não fornece respostas. A física quântica, no entanto, propõe alguns “exemplos”, padrões que, se repetidos ao longo dos anos, podem constituir pistas confiáveis.

SCHROEDINGER mostrou experimentalmente como a consciência de um observador pode extrair partículas elementares de um estado de desordem, ao introduzir ordem em seu comportamento.

Adicionalmente, médicos franceses, britânicos e americanos (como CHARON, VINCENT, BOHM e CAPRA) observaram que partículas têm capacidade de registrar informações recebidas, rememorizá-las e transmiti-las a outras partículas. E, segundo eles, a natureza da informação integrada modifica a qualidade vibratória da partícula.

No ocidente, biofísicos como R. SHELDRAK falam de campos universais conhecidos como campos morfogenéticos ou bióticos, e asseguram que a morfologia específica de uma espécie subsiste desde que enriqueça a experiência dos indivíduos dessa espécie.

No oriente, pesquisadores, de forma similar, conceberam um campo biológico composto por partículas livres que formam um campo eletromagnético, em geral neutro, que regula a reprodução e o desenvolvimento de várias formas de vida. O campo biológico pode ser um condutor e um vetor para toda informação. Cada célula, considerada como um sistema eletrônico complexo, deve estar em constante interação com esse campo condutor de informação.

Mas enquanto aguardamos que essas hipóteses sejam comprovadas, a vida precisa ser vivida, e por muitos anos a habilidade de, com a consciência, aprimorar as funções, as estruturas e os órgãos do corpo humano tem sido usada como tratamento, em profilaxia, em educação e reabilitação.

A vida hoje

Nós já vimos que a mãe pode atuar positivamente educando seu bebê naturalmente durante a gestação. Em outras palavras, ela pode suprir com informações positivas o banco de dados que vem sendo acumulado nas células do bebê desde a concepção. A futura mãe pode, através da qualidade de seu estado interior, seus sentimentos e pensamentos, introduzir mais ordem, saúde, estabilidade e adaptabilidade  na psique e efetivamente nas células que, dia após dia, vão formando o corpo do bebê.

Estando a mãe consciente disso, ela entregará sua vida interior às flutuações do acaso de sua existência ou ela tomará as rédeas de sua vida para seguir numa direção favorável a seu bebê? Isso pode ser feito com leveza e alegria, sem pressão ou culpa pelo que não foi possível realizar. Essa decisão envolve o pai do bebê, parentes e amigos próximos do casal.

Deixemos claro que é preciso não se deixar dominar pela culpa. Os pais devem fazer apenas o que for possível. O bebê continuará seu trabalho como indivíduo, por conta própria. O padrão que ele adotará para sua vida será um desdobramento dessa atuação dos pais.

Em resumo, que pensamentos a futura mãe pode cultivar para beneficiar seu bebê? (não nos esqueçamos de que ela também se beneficiará desse processo)

Uma mulher tem um grande potencial imaginativo. Ela deve usar isso em benefício de seu bebê. Imaginação é a faculdade criativa do espírito humano. Se a futura mãe canalizá-la para o belo, para a inteligência, a bondade e a sabedoria, poderá realizar maravilhas.

Por exemplo, a gestante pode relaxar e visualizar (“ver” em sua imaginação) homens e mulheres, seu bebê…exibindo as mais nobres qualidades humanas. A criança será permeada com essa energia.

É preciso ser vigilante no sentido de evitar projetar desejos pessoais na criança, pois ela não pode ser responsável por compensar fracassos ou frustrações vividos pelos pais. A criança é um ser livre, com sua individualidade. Logo, a expectativa que deve ser depositada no bebê é de qualidades genéricas, básicas, a partir das quais sua personalidade e seu caráter serão desenvolvidos, dentro da sua individualidade, ao longo de sua vida.

Ainda que não tenham muito tempo, todos os pais e mães devem interagir de forma amorosa com seu bebê. Num momento tranqüilo do dia, como por exemplo antes de dormir, eles podem dizer a ele o quanto é amado e desejado, agradecer por sua boa saúde e pelo quão belo, nobre, generoso e forte ele será. Eles devem se permitir total liberdade ao conversar com o bebê: nunca será demais.

A futura mãe também pode se comunicar com o bebê no meio de sua rotina diária, acariciando a barriga, conversando com ele, vivendo intensamente sua presença, como se ele já tivesse nascido. Esse ambiente amoroso trará alegria para a mãe e para o bebê.

Esse conhecimento data de muito tempo. Ao conhecerem e compreenderem a importância dessa consciência criativa, alguns casais já com filhos manifestam desejo de ter mais um. Alguns casais observaram que coisas extraordinárias aconteciam, que adotar esse hábito durante a gestação a tornou diferente das anteriores, e o mesmo quanto ao bebê e a seu relacionamento com ele: ao mesmo tempo profundo e simples. Esses casais também sentiram que aprenderam muito com a gestação, se transformaram e sua relação se tornou mais rica.

Esses são alguns pontos essenciais sobre gestação. Agora podemos retornar à origem da vida humana, a concepção.

(a continuar)

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Quer ler desde o início?

Veja aqui:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

 

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Uma resposta to “O período anterior ao nascimento influencia mesmo nossas vidas? (parte 7)”

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