Florais na Maternidade: Gravidez (parte 2)

Por Carla Machado

O momento da gravidez é belo, pois nós mulheres encarnamos o princípio Divino da Manifestação, nos tornando cúmplices atuantes de Sua tarefa nesse momento sagrado da chegada de um novo ser de luz ao planeta. Mas nem por isso é um momento fácil. O que ainda não foi limpo na fase anterior, aqui pode vir à tona, sob a forma de oscilações de humor, enjôos, etc. O acompanhamento pré-natal convencional não trata de todos os sentimentos, das questões subjetivas que aparecem nesta época – que pode trazer mais crescimento do que 10 anos de vida “não-grávida”. Portanto, essa fase é ótima para se fazer um tratamento com florais, que não tem efeitos colaterais, mas que deve ser feito com muito cuidado, como tudo nesta fase.

Pode ocorrer uma mistura de sentimentos (mãe + bebê), a mulher revê sua própria gestação (antigas emoções como de abandono, medo, desamparo, rejeição são freqüentes). O importante é não negar nem rejeitar nada, porque o bebê sente tudo, principalmente o que se tenta esconder. Isso ajuda a criança ferida interna a se curar e traz crescimento emocional. Trabalhar o acolhimento que começa justamente por se acolher e acolher os próprios sentimentos, para depois ser capaz de acolher o bebê.

  • Auto-nutrição: Chamego, Paineira (Filhas de Gaia), Mariposa Lily (FES), Nutrição (Arco-Íris), New Mother’s Formula (Deserto)
  • – Imaginação

    Precisamos fornecer à mãe possibilidades dela se transportar um pouco para o universo espiritual para ajudar o bebê que vem chegando de lá. Sugerir caminhadas relaxantes, observação da natureza, do milagre da vida presente em cada pequeno ser. Reduzir o ritmo de trabalho externo e ir buscando um ritmo mais tranqüilo para começar a “entrada na caverna”.O corpinho do bebê está sendo formado, de que você quer que ele seja feito? Que qualidades você pretende pedir aos céus para seu bebê? Força, beleza, sabedoria, amor. Não faça cerimônia, pois é bom para os céus e para a terra que você peça. O bem não vem sem ser chamado, pois ele respeita o nosso livre-arbítrio. Que tipo de ser você quer que ele seja? (não para satisfazer seu ego, pois o ser pertencerá ao mundo e é para este mundo que o gestas)

    – Alimentação

    É fundamental se alimentar bem, tanto de comidas físicas quanto de alimento sutil (idéias, sentimentos e sensações). Evitar filmes violentos, buscar visões e leituras inspiradoras. Seria ideal que a mãe lesse a biografia de um grande ser, como Gandhi, ou mesmo um iniciado, como Buda ou Jesus, Isto ajuda a ancorar as melhores qualidades no ser que se desenvolve.

    A pureza da alimentação física é fundamental neste mundo de agrotóxicos. Se possível, ingerir alimentos orgânicos. Os desejos de gravidez e os enjôos do primeiro trimestre servem de orientação ao que deve ser ingerido e o que deve ser evitado, não são apenas patologia ou crendice. (ex: sonho da casca de ovo moída no feijão)

    – Fé e pré-natal

    Aqui começam os procedimentos médicos, as rotinas. Em princípio não deveria haver rotina médica para grávida, pois cada ser é um ser e tem necessidades diferentes. Mesmo assim, o universo da “nova-vida” é muito interessante e muitos querem participar, porém de formas às vezes um pouco invasivas.

    Claro que o momento de ouvir o coração do bebê é maravilhoso e pode ajudar tanto a pai, que não carrega o bebê no ventre, mas também a própria mãe a se dar conta da nova realidade. Mas, os ultra-sons, já se sabe, não são tão inócuos assim. Nosso ouvido não escuta o som, mas as células o recebem. Em experiência com animais de laboratório, verificou-se que o excesso de ultra-som causa câncer. Na rotina médica brasileira atual, existem 4 ultra-sons de rotina (primeiro mês, para verificar se o ovo se fixou e se não está nas trompas, o de translucência nucal, na 12a semana, o morfológico, no 4o mês e mais um ou dois perto do parto para ver se está encaixado). Além desses, às vezes faz-se outro só para saber o sexo do bebê e, agora em 3-D, um para ver a carinha dele. Pode ser uma maravilha, para atrair um pouco um pai que esteja muito fora do processo, ou mesmo ajudar a aceitar o sexo do bebê, se este não era o desejo do casal – eles terão algum tempo para trabalhar a frustração antes do nascimento da criança. Mas tem gente que faz ultr todo mês. Isso é no mínimo, invasão de privacidade. Se fosse pra gente bisbilhotá-lo desta forma, a barriga vinha transparente…

    Há também o exame de amniocentese, bem mais invasivo, onde uma agulha é introduzida no útero para punção do líquido amniótico. Este vem se tornando quase uma rotina, pois é recomendado para “primíparas senis” cada vez em maior número (este exame, a princípio, ajuda a checar se o bebê não terá deformidades ou síndrome de Down em virtude da idade avançada do óvulo).

    Ok, maravilhoso. A tecnologia é mesmo incrível. O problema destes check-ups é que tudo isso inibe o contato da mãe com o bebê. A percepção sutil do ser por outro ser (mãe, pai e médico) perde espaço para todos os aparatos científicos e prejudica nossa humanidade.

    O processo de fé na vida e no amor é antagônico ao do medo. Trabalhar a fé desde aqui é cultivar um parto mais natural e humanizado, com o mínimo de intervenções. O tipo de acompanhamento com parteiras como vemos em civilizações mais conectadas com a terra e com a vida selvagem / natural, se mostra uma opção de cuidado mais humanizado e menos intervencionista. Este conhecimento milenar é capaz de, com simples toques na barriga e observações sutis, perceber o que se passa dentro do útero e do coração da mãe. Atualmente já existem excelentes parteiras nas grandes cidades (consulte um dos sites em anexo). Todos merecem uma chegada no planeta pela estrada triunfante do amor e da fé.

  • Florais: The universe handles the details (Deserto), Angelica (FES), F. Proteção (Angels)
  • 1º Trimestre

    – Formação do corpo

    Nos primeiros 3 meses de gravidez o ADN é montado e as células-tronco iniciam a fabricação do fígado (que seria como uma usina nuclear do corpo) e do cérebro; neste período ocorre o maior gasto energético de toda a gravidez. Ao final deste trimestre, temos um corpo completo, com a estrutura neuronal, os órgãos vitais. Após esta fase, quase que é só engordar. Infelizmente, muitas mães passam esta época sem sequer saber que estão grávidas, podendo contribuir pouco conscientemente no preparo do corpinho que abrigará o espírito que vem.Se desde esta época, a mãe está com atenção, cuidado, praticando yoga, autoconsciência, tomando florais adequados, se alimentando e imaginando esse novo ser, ele terá todas as chances de trazer o melhor da sua genealogia. Ao contrário, o que é feito de forma descuidada, traz maior suscetibilidade aos piores genes. As novas pesquisas demonstram que o stress materno aqui é o que possibilita o aparecimento de hipertensão, hipercolesterolemia, tendência a acidentes vasculares, diabetes, osteoporose, obesidade, esquizofrenia, epilepsia no futuro.

    – ADN e ambiente

    A ciência fala muito do poder da genética, mas a possibilidade que o novo ser tem de herdar os melhores genes do pai e da mãe tem a ver com o campo magnético , que é o que organiza o ADN (importância do ambiente). Neste caso, o campo magnético da mãe e do pai juntos,estruturam o meio.
    O que a medicina já comprova é que aprimoramos os nossos genes através da consciência.

    – Enjoôs

    Os enjoôs fornecem um norte em termos alimentares, mas também podem estar falando de uma rejeição ao estado de maternidade, caso esta não seja uma referência muito boa para a gestante. De fato, ela está gerando um filho e ao mesmo tempo, gesta uma nova figura de mãe para si mesma, que passa obrigatoriamente pela limpeza das referências negativas de maternidade da sua história familiar.

  • Garlic (FES) Chamego (FG), Walnut com Chestnut Bud (para ajudar na mudança de padrão)
  • – Aborto

    O risco de perda (aborto espontâneo) é bastante comum neste primeiro trimestre, pois a natureza também faz seus rascunhos. Como, na maior parte das vezes, ainda não houve vínculo com o bebê, acredita-se que é muito fácil lidar com esta perda (seja ela espontânea ou provocada). Porém uma perda não reconhecida e não ritualizada, pode se estender por anos a fio e acabar inclusive com a relação. Fazer pouco contato com a perda / morte é fazer pouco contato com a vida. É preciso ritualizar para que o próximo habitante do útero não venha a carregar este fardo.

  • Risco de aborto: Shooting Star (FES)
  • 2º Trimestre

    Esse é o trimestre dito como “de ouro” da gravidez, pois os enjôos já passaram e a barriga ainda não pesa. O bebê “vingou” então agora é permitido fazer contato.

    – Trimestre da Identidade

    Neste período os genitais se diferenciam e ocorre o aparecimento dos centros de ossificação. Simbólicamente estes dois desenvolvimentos falam do momento de identidade do bebê. (O trimestre da identidade). Na medida em que osso – especialmente coluna vertebral, dentro da Antroposofia está ligado ao EU e à diferenciação sexual. Há estudos que mostram o stress causando alteração nos hormonios da mãe e causando conflitos de identidade sexual na criança

    – Busca por informação e apoio

    A maioria das mulheres só começa a se interessar pelo tema “perinatal” nesta fase. É quando se sentem disponíveis para ler sobre o assunto e/ou procurar profissionais que trabalhem com gravidez ou parto. Ocorre aqui uma importante abertura para trabalhar as questões da própria gestação. São comuns sonhos com o arquétipo da Grande mãe (mar, baleias, répteis) que são um reflexo de um trabalho profundo do inconsciente em reeditar a maternidade, melhorando-a.

    A luz recebida aqui é muito benéfica, e pode mudar o rumo do final da gestação e o desenrolar do parto. Mas quem de fato mais se beneficia é filho seguinte, que vai ter uma mãe mais consciente desde a concepção.

    – Abrindo espaços

    Começam a ser perceptíveis os movimentos do bebê e ele vai crescendo, ocupando mais espaço físico, ao passo que a mãe vai tendo que, ao poucos, ceder este espaço pra ele, num simbolismo do que precisa acontecer na vida.

  • Aceitação das mudanças do próprio corpo: Manzanita (FES), Walnut (Bach) Manacá da Serra (FG – amor desintressado).
  • – Movimentos do bebê e o pai

    A vida do novo ser passa a ser algo menos subjetivo para se tornar bem concreta e o pai pode participar mais ativamente da gravidez devido à possibilidade de mais interação com o neném.
    Às vezes ocorrem reposicionamentos na relação, quando, por exemplo, o marido é um pouco filho da mulher e vai ter que achar um novo espaço emocional pra ele, pois agora ela (e ele) tem um filho de verdade.

  • Para ele Chamêgo e Unicórnio (FG).
  • 3º Trimestre

    Estamos na reta final e o preparo do “ninho” com a corrida por preparativos, quarto, enxoval, fraldas, chá de bebê se acirra. Se o ninho da concepção, que é o ninho verdadeiro, foi bem preparado, este transcorre com certa tranqüilidade, senão, esta busca por organizar tudo, pode trazer bastante ansiedade, medo e perda de contato com o que se passa por dentro.

    O crescimento proeminente da barriga, ajuda a trazer de volta a atenção com o momento que vem pela frente, pois o filho que tanto cresce dentro da barriga “vai ter que sair por algum lugar”. Começa a preocupação com o parto (muitas mães descrevem como um frio na barriga). Também é comum azia e dificuldades de dormir devido ao tamanho da barriga.

  • Dandelion, Lavander, Chamomile (FES).
  • – Pulmão: ser ou não ser

    Internamente, a partir da 26ª semana, todos os órgãos estão bem desenvolvidos, mas ainda incapazes de vida extra-uterina, especialmente pela maturidade do pulmão. Este terceiro e último trimestre é o do pulmão e sobre ele recaem os grandes eventos, que culminam com o respirar por si , o “ser ou não ser”, viver ou não viver, parto normal ou cesárea. É onde questões existenciais ficam agudas, e as primeiras impressões dos pulmões estão ligadas a intensidade de angustia da mãe neste trimestre.

  • Yerba Santa (FES)
  • – Coragem

    A palavra coragem significa acreditar tanto no coração que somos capazes de agir com ele. A coragem aqui começa a ser exercitada, pois estamos prestes a viver uma grande iniciação, que é o parto (partida, fim de um estado e início de outro).

  • Medo do parto: Rock Rose (Bach) preocupação: White Chestnut (Bach)
  • – Abertura

    A bacia começa a abrir e os ossos, que pareciam algo tão sólido,começam a se mover, como placas tectônicas (sonho da Mary). O corpo começa a abrir passagem pra sua majestade, o bebê.

  • Para ajudar a abrir a bacia, no último mês: Agrimony (Bach)
  • Dor: Arnica
  • – Entrega

    A entrega é tudo o que precisa acontecer e no fim das contas, a grande saída, literalmente. Nos entregarmos para a vida, dar passagem a ela e nos rendermos à divina e trasncendente experiência de dar à luz.

  • Insônia: Melissa (Arco-Íris)
  • Ansiedade: Impatiens (Bach)
  • Carla Machado é terapeuta reichiana, astróloga e trabalha com florais desde 1996. Em 1998, quando engravidou da primeira filha, que nasceu numa casa de parto, começou a estudar e atuar como voluntária na conscientização do processo de maternidade. De lá para cá participou de vários congressos no Brasil e no exterior ligados ao tema e teve seu 2o filho em casa, com uma parteira, e utilizando essências florais.

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